segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Drogas ou Democracia?

por Arlindo Montenegro
Existe uma coisa chamada “Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia” integrada por brasileiros, que se reuniram pela primeira vez no Rio. Querem liberar geral, começando pela maconha. Um dos líderes e fundadores é estelar sociólogo e ex presidente FHC, que declarou: imaginar um mundo sem droga ... é como imaginar um mundo sem sexo.
Ou se pode ler de outro modo: sem drogas, não há democracia!
Que diria um Rui Barbosa, aquele baiano cabeçudo que nos legou a “Oração aos Moços”? Que diria um Anísio Teixeira, defensor da educação universal aplicada a todos e sem privilégios, o mesmo que declarou “Sempre me chocou que a humanidade não tenha avançado moralmente nos últimos dois mil anos”? Que diriam os cientistas e homens de saber tão presentes no passado e tão calados, escondidos, ausentes no presente?
José Bonifácio, César Lattes, Osvaldo Cruz, Joaquim Nabuco, Rio Branco, Gilberto Freire (único sociólogo com obra reconhecida internacionalmente), Euclides da Cunha, Rocha Pombo ... Mario Ferreira dos Santos (filósofo reconhecido e copiado lá fora e ilustre desconhecido nas “nossas” escolas superiores) - ficariam calados diante disso?
Aceitariam em silêncio a manutenção da pobreza e degradação do ensino, como fatores de apoio ao terrorismo frequentemente dirigido contra o exercício do estado democrático de direito? Como é possível calar ou ficar em cima do muro enquanto se multiplicam as ações obscenas dos que objetivam liquidar todos os contrários?
Esta gente que faz política hoje, salvo raras exceções, não tem nenhum compromisso com valores pátrios, nenhum compromisso com o bem comum. Sua ideologia é contrária à liberdade, contrária aos valores democráticos. São comprometidos com o uso impiedoso da violência para manter-se no poder contra qualquer ordenação política, jurídica e econômica, que se traduza em compromisso com a soberania.
Aspiram, seguindo os comandos subterrâneos dos que regulam os recursos do planeta, dos mais bem armados, dos que detêm as tecnologias mais avançadas, ao estado comunista que parecia banido do mapa: é melhor negociar com um ditador, com um partido único, que com um congresso de patriotas valorosos e defensores da liberdade soberana.
São impermeáveis a qualquer razão. Mantêm as divisões, preconceitos, pobreza e ignorância como sementes da insatisfação dos contingentes de lumpens, que podem morrer e matar, seja traficando drogas, roubando ou fingindo defender um partido político ou líder populista, enquanto defendem a própria pele.
Fala-se muito em defesa de direitos humanos e omite-se que desprezam as leis e conduzem o país à margem das tradições culturais, da fé, exaltando a utopia dos que sempre utilizaram o terror, o genocídio, as guerras, prisões e campos de concentração mais escabrosos da história. Unem-se aos ditadores mais radicais e desprezam qualquer diálogo que conduza a um pacto federativo.
Agitam bandeiras do passado mais tenebroso. Esquecem o momento de construir e superar as dificuldades, postas por um cenário internacional pantanoso e permeado de ameaças guerreiras, pelo controle de áreas de influência, comercial, militar e de exploração de reservas minerais estratégicas. Como o nióbio, só um exemplo.
O fato é que o totalitarismo está bem aqui. Os golpes e imposições chegam na forma de impostos, de descaso do Estado com as estruturas de saúde, escola, direito, renda, ética, economia e segurança do cidadão. Estamos no limiar de um totalitarismo de natureza global. Neste momento, o mínimo que compete, aos que ainda podem ver um palmo diante do nariz é assumir um compromisso cívico e profissional, para restaurar o estado democrático de direito.
Prestação de contas, estabilidade política e jurídica, eficácia da máquina governamental, escolha de objetivos locais e nacionais que toda a nação possa entender e abraçar e, principalmente, varrer da cena os corruptos e corruptores. É o mínimo que podemos almejar, arregaçando as mangas para manter a identidade de brasileiros.
Fonte: ViVerdeNovo
COMENTO: e pensar que o pavão FHC é o "pensador" em cujas mãos esteve o destino do país por oito anos! E a grande imprensa se dá ao luxo de impor um "embate político" entre um partido que tem esse e outros canalhas como liderança e outro partido formado por mentirosos e ladrões descarados. E o povo, idiota, vibra com o surgimento de "opções" como Ciro, Marina, etc. enquanto os patifes de sempre amoitam-se sob os mantos sujos de quadrilhas que se denominam partidos políticos: PMDB (de Sarney, Renan, Welington Salgado, e Pedro Turquinho, o eterno descontente que nunca larga o osso); DEM/PFL sempre crítico mas não muito para não ofender o dono do "pudê", seja ele quem for; PTB (de Collor e Roberto Jefferson); e outras quadrilhas menores.
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