sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Exemplo de Honduras

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Dessa lambança em Honduras - apesar de não suficientemente esclarecida em razão da patrulhada da esquerdalha - destaco dois fatos:
1) Não houve Golpe militar nenhum. A repetição desse mantra é obra da esquerdalha que domina a informação e ainda se borra de medo dos militares... Why?
2) Chávez domina o espetáculo. Obama virou assessor dele... Ou bem existem assuntos internos de cada país ou bem existem as vontades da esquerdalha.
Millor tem razão: Democracia é eu mandar em você. Ditadura é você mandar em mim.
ONU - cuja assembléia é dirigida por um Sandinista - e OEA, que não é dirigida por ninguém, mostraram a cara...
O e-mail transcrito abaixo é de um advogado em Fortaleza.
Leiam.
GD./BYE
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Prezado amigo
Lamentavelmente, a esquerda é imbatível nos meios de comunicação globais.
In casu, as ações do Judiciário foram estritamente constitucionais.

Veja o que predica o art. 239 da Constituição hondurenha, considerada cláusula pétrea:
O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser presidente ou indicado. Quem transgredir essa disposição ou propuser a sua reforma, assim como aqueles que o apoiarem direta ou indiretamente, perderão imediatamente seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de qualquer função pública”.
Mas não só ele.
Veja o que diz o art. 42:
La calidad de ciudadano se pierde (…) por incitar, promover o apoyar el continuismo o la reelección del Presidente de la República.
Dá para ser mais claro?
Portanto, oportunissimo seu email. Finalmente a verdade começou a emergir.
Abraços, Chicão.
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O EXEMPLO DE HONDURAS
Nivaldo Cordeiro*
Um espectador engajado
S. Paulo, 30.06.2009
Como entender a brusca mudança de poder político em Honduras? Confesso-lhe, caro leitor, que fiquei surpreendido, mas desta vez positivamente. Os fatos ainda não estão muito claros, mas já permitem uma análise desde o estrangeiro. É isso que pretendo fazer aqui.
Começo sublinhando as declarações da deputada hondurenha Marta Lorena Alvarado, transcritas na Folha de São Paulo de hoje: “Aqui paramos Chávez e sua agenda. Isso é mais importante do que qualquer coisa, inclusive do que o reconhecimento internacional". Um fato desses é auspicioso e precisa ser acompanhado atentamente e apoiado pelos democratas de todo o mundo. Enfim alguém se dispôs a dar um basta à expansão da maré vermelha no continente.
E o que vemos? A covardia Urbi et Orbi. O novo governo hondurenho não recebeu apoio de ninguém. A razão principal, além do fato de que os Estados Unidos estão nas mãos da esquerda mais radical, dentro do espectro político daquele país, é que, depois de décadas de revolução gramsciana em toda a parte, o senso de perigo e o instinto do Bem e da ética em política perdeu-se. Vive-se diante da mística eleitoreira, como se qualquer aventureiro, porque formou uma maioria de votos em algum momento, tivesse a licença para fazer o que bem queira para se perpetuar no poder, inclusive negando a ordem constitucional que lhe deu o poder.
A minha amiga Graça Salgueiro, em artigo oportuno publicado no Mídia Sem Máscara, mostrou que a ação militar de deposição do presidente chavista foi um gesto legal, amparado constitucionalmente e ordenado pelo Poder Judiciário. Nem haveria que se falar em quebra da ordem constitucional, vez que as formalidades da transmissão de poder foram integralmente cumpridas. O que sublinho aqui é que, ainda que essas formalidades não tivessem sido cumpridas, os homens de bem, conscientes de seus deveres, deveriam ter agido da mesma forma e pôr o golpista para correr. Quero render a minha homenagem ao chefe do Poder Judiciário, que determinou, e ao comandante militar, que fez cumprir a grande ordem.
O formalismo eleitoreiro não pode ser biombo para esconder as trapaças da esquerda revolucionária, que ocupa posições em toda parte, encontrando terreno livre pela omissão daqueles que poderiam barrar o seu caminho. A pequena república de Honduras deu um exemplo ao mundo.
Desde que a esquerda aprendeu a dominar o jogo eleitoral, sujeitando-o aos seus projetos revolucionários, ela mesma deixando de lado o golpismo à moda de Fidel Castro, vemos o uso hipócrita esse discurso que exige a omissão daqueles que podem lhe obstar o caminho.
O uso da força para conter o mal é legítimo.
Meu temor é que a reação da esquerda em escala mundial acabe por fazer abortar a reação vitoriosa. Se ao menos os Estados Unidos apoiassem, o novo governo teria a chance de se consolidar, fazendo vingar a contra-revolução chavista. Mas nem isso nós temos, então tudo pode acontecer. Torço para que as convicções nacionalistas e democráticas do povo hondurenho o levem a cerrar fileiras com seus governantes, homens egrégios que tiverem que escolher o caminho mais difícil.
*Nivaldo Cordeiro é economista e empresário livreiro.
Fonte: recebido por correio eletrônico,
do meu amigo Zé Carlos.

COMENTO: todavia, desavergonhadamente, nossos "jornalistas" televisivos continuam a denominar o novo governo hondurenho como "golpista".
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