domingo, 12 de julho de 2009

Ditadores Democratas

por Arlindo Montenegro
Estão entupindo nossos sentidos com imagens de títeres fascistas, nazistas e comunistas - tudo farinha do mesmo saco! - que as organizações internacionais como ONU, OEA, nos querem fazer engolir como "democratas", facilitadores da Nova Ordem Mundial. Estão nos empurrando em nado cego para praias desconhecidas.
Os controladores e seus banqueiros, que esconderam o expressivo resultado financeiro do planeta e criaram a tal "crise", negociam facilmente com esses personagens, astros do populismo que propagam a "guerra contra o imperialismo norte americano", "vez e voz para os pobres", "tudo pelo social", e prometem educação, saúde, segurança, casa, trabalho, tudo condicionado a sua permanência eterna nos postos de poder.
A história verdadeira registra os resultados sangrentos e desastrosos destas ditaduras, ora mais violentas ou eventualmente mascaradas de bondade paternalista, privando a liberdade das pessoas, limitando a evolução natural e quase espalhando rastros de sangue, muito sangue e sofrimento.
Em nossa vizinhança temos a notável Democracia cubana, notável pelo paredón de fuzilamentos que continua ativo. Há pouco tempo, um grupo de dissidentes identificado como "Grupo Varela", colhia assinaturas num documento que pedia ao "democrático" governo cubano a extensão de algumas liberdades, destas a que estamos acostumados sem perceber: expressão, informação, manifestação livre do pensamento, opinião, telefonar para o exterior, viajar...
A "democracia" cubana prendeu pessoas do grupo, identificando-as como "contra revolucionárias" (como são carimbados todos os contrários à vontade do Partido Comunista Cubano). Pior sorte tiveram 3 dissidentes que foram presos tentando roubar um barco para fugir da ilha. Foram levados ao "paredón", aquele mesmo que Guevara defendeu sob aplausos dos membros da ONU, e fuzilados.
Isto lembra também como essas "democracias" vão limpando a área, nos moldes stalinistas. Trotsky, apontado por Lênin como seu sucessor, levou uma rasteira do terceiro cabeça da revolução russa. Vagou pelo mundo e veio parar no México, onde o emissário de Stalin o matou com uma machadada na cabeça. O assassino apareceu como homem prestigiado na revolução cubana, íntimo de Guevara. Um fato que ficou na moita.
Também ficou na moita, o sumiço do segundo homem da troika que tomou o poder em Cuba. Camilo Cienfuegos, ainda hoje é reverenciado pelos revolucionários do primeiro instante. Aqueles que o viram ao lado de Castro no assalto ao quartel Moncada, ao lado de Castro na Sierra Maestra, figurava nos quadros pendurados nas paredes das casas cubanas compondo a trindade dos novos "santos": Fidel, Camilo y el Che, nesta ordem memorial.
Pois o Camilo sumiu do mapa. Quem era mesmo? O maior e mais próximo colaborador de Fidel, combatente desde o primeiro instante, um dos líderes mais populares e mentor da revolução que deveria ser democratizante, até mesmo cristã, como o eram os cubanos que reverenciavam a Madona del Cobre, cuja medalha Fidel carregou no peito até antes de proclamar-se socialista.
Os fuzilamentos já incomodavam Camilo, que os criticava junto aos companheiros da elite revolucionária e incomodava tanto que segundo alguns memorialistas, Castro pensou em fuzilar Camilo e acusando-o de traição. Camilo era muito querido, um cara admirado pela população, era bonachão e alegre. Democrata convicto e anticomunista.
Seguindo os ensinamentos de Stalin, Castro mandou eliminar Camilo em 1959. O Cessna que o transportava entre Camaguey e Havana , desapareceu com todos os ocupantes, sem vestígio remanescente. O mistério subsiste na ilha. Como subsistem outros mistérios: o suicídio da valente guerrilheira, Presidente da Casa das Américas, esposa do Ministro da Educação, Haydée Santamaría em 1980. E o suicídio do Presidente da República de Cuba, Osvaldo Dorticós Torrado em 1983. Mistérios da "democracia" castrista.
O Guevara já tinha sentença: fracassar e morrer acreditando poder exportar a rebeldia nos moldes cubanos e punir "os imperialistas norte americanos por seus crimes contra a humanidade". O grande "democrata" revolucionário Fidel Castro garantia a perpetuidade vitalícia para o irmão Raul.
Para finalizar, há uma pergunta que nenhum petista, nenhum comunista, nenhum destes jornalistas e intelectuais que veneram a "democracia" cubana que nem Chico Buarque ou Niemayer, nem Lula e seus ministros respondem: 
- por que nestes 50 anos os cubanos continuam enfrentando a guarda costeira de Castro, os tubarões e o sol causticante, fugindo da ilha em bóias de borracha ou pequenos barcos, tentando chegar à Flórida?
Finalmente, é impossível saber quantos já morreram fuzilados na tentativa de fuga ou comidos por tubarões... Contemplamos! A mídia cala. Enquanto os tubarões domésticos nos atacam, nadamos contra a corrente esperando chegar num porto seguro, onde as instituições sejam diferentes daquelas das "democracias dos ditadores" dos fuzilamentos sumários e das liberdades proibidas.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte: Alerta Total
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