sexta-feira, 31 de julho de 2009

Os Falsos Desmatamentos na Amazônia - A Verdade Por Trás da Fantasia

Izidro Simões - piloto de avião
Em 2000, sendo piloto da Nimbus Táxi Aéreo, em Boa Vista-Roraima, recebi uma ordem de vôo que se mostraria muito singular. Tratava-se de voar de Boa Vista descendo o Rio Branco, passar por Santa Maria de Boiaçú, alcançando as localidades de Terra Preta e Lago Grande, retornando para a capital.
Eram 4 passageiros: Francisco Joaci de Freitas Luz, engenheiro agrônomo, sendo hoje o chefe geral da Embrapa-Roraima; Marcelo Francia Arco-Verde, engenheiro florestal, sendo hoje o diretor de sistemas agroflorestais da Embrapa-Roraima; e Haron Xaud também da Embrapa-Roraima. No caminho, pousamos em Caracaraí, para recolhermos uma engenheira, da qual não me lembro se era do Estado ou da CPRM. O Chefe da equipe da CPRM-Manaus e que estava em Boa Vista, era o geólogo Newton, que não foi no vôo porque “não apreciava” voar.
Recebi então a ordem de ir descendo o rio, mantendo uns 3.500 pés (pouco mais de mil metros) afastado uns 5 Km da sua margem esquerda. Os passageiros levavam vários mapas grandes, máquinas fotográficas e filmadoras. Uns 15 ou 20 minutos após a decolagem de Caracaraí, passei a ouvir exclamações assim:
- Ei, olhe só aquilo!
- Mas como é que pode?
- Dá uma olhada no mapa!
- Bate uma foto agora!
Foi assim até Santa Maria de Boiaçú, onde mandaram que voasse para Terra Preta e Lago Grande, localidades rio abaixo mais uns 6 minutos de vôo, e situadas no lado oposto do rio, isto é, na margem direita do rio. Tendo sobrevoado aquelas localidades, mandaram retornar para Boa Vista, devendo também manter-me afastado uns 5 Km do rio. Estávamos agora, subindo o rio, e os passageiros continuavam consultando vários mapas e olhando atentamente o panorama que sobrevoávamos. Um pouco antes de alcançarmos a boca do rio Catrimani, vimos mais para a nossa esquerda, uma região de extensas campinas de areia branca, alguns laguinhos e igarapés (córregos, riachos). Mandaram então voar bem baixo em direção ao lago maior, o qual tinha águas tão cristalinas, que do alto víamos o seu fundo.
Fiz diversas passagens baixas por ali, e foram muitas as fotos e filmagens realizadas, prosseguindo o vôo, agora nuns 100 metros acima do solo, até alcançarmos novamente Caracaraí, de onde tomei altitude regulamentar e prosseguimos para o pouso em Boa Vista.
No dia seguinte, pela manhã, fizemos um novo vôo, desta vez, para a Serra da Lua, que começa uns 30 Km após a ponte dos Macuxi sobre o Rio Branco, sendo ela perfeitamente visível desde Boa Vista. No lugar da engenheira do vôo anterior, entrou uma outra pessoa da CPRM, e também levavam muitos mapas grandes, filmadoras e máquinas fotográficas.
“Cortei” a Serra da Lua na sua borda direita (lado Sul), até o final, quando então mandaram fazer diversas idas e vindas pelas cabeceiras do rio Baraúna. Tudo foi muito fotografado e filmado, com expressões de surpresa e espanto semelhantes as do vôo anterior, e convém salientar que tínhamos GPS a bordo.
Após o recolhimento do avião no hangar da empresa, Marcelo Francia Arco-Verde (o engenheiro florestal da Embrapa-Roraima) ficou por ali, entretendo-se em conversas com alguns membros do clube de paraquedismo, e do qual ele fazia parte, como instrutor de salto-duplo.
Aguardei uma folga nas conversas e, puxando Marcelo para um lado, perguntei:
- Você pode me dizer o que tem causado tanto espanto em vocês? Consultam mapas o tempo todo, filmam, fotografam. Parece que tem alguma coisa errada em algum lugar, pois até duvidaram que estivéssemos mesmo na região do Baraúna, com GPS e tudo!
Marcelo sorriu e disse:
- É o seguinte: o pessoal me contou que em algum lugar lá no Maranhão, que também é um Estado amazônico, fizeram um projeto de colonização ou coisa semelhante, e quando a equipe de campo foi até a região para demarcar estradas e lotes, não encontraram o que pretendiam. Até acreditaram que tinham perdido a entrada de alguma estradinha. Vai mais um pouco pra lá, volta, vai de novo, e não encontraram o que pretendiam. Retornando ao escritório, consultaram os mapas do RADAM (Radar da Amazônia) e os do Estado, e chegaram a conclusão de que o lugar só poderia ser aquele mesmo por onde tinham estado. Para dirimir dúvidas, dessa vez levaram um GPS e foram realmente parar no mesmo lugar de antes.
Aí então constataram que os mapas do Radam apontavam a região como sendo coberta por densa floresta, quando na verdade era um cerrado ralo!
Pelo Amazonas e aqui em Roraima já tinham acontecido desencontros semelhantes, e surgiu então uma grande desconfiança quanto aos mapas do Radam, e por isso foram feitos esses dois vôos de confirmação nas áreas em que surgiram dúvidas.
- E o resultado? Perguntei.
- Bem, confirmamos que por aqui também, os mapas do Radam mostram uma coisa, e lá embaixo, no solo, é tudo diferente. Floresta no mapa, mas no solo, é extenso cerrado.
Quando Collor foi Presidente, colocou na então Secretaria do Meio Ambiente o Lutzemberg, aquele agrônomo-ecologista maluco que criava sapos na piscina da sua mansão em Brasília e que falava mal do Brasil pelo mundo afora. Esse cidadão trouxe à Roraima, o italiano Giovani Gronchi, que tinha sido Presidente ou Primeiro-Ministro da Itália. Ambos, com alguns membros da comitiva, sobrevoaram os “lavrados” de Roraima e foram embora para Manaus e Brasília. O italiano voltou ao seu país, de onde deitou falação contra a “devastação” que os roraimenses tinham feito na floresta.
Atenção: a Amazônia não é toda ela de floresta. Em Mato Grosso, Rondônia, Maranhão, Pará, Amapá e Roraima existem extensas áreas de cerrado. Roraima, entretanto, tem as mais extensas terras agricultáveis, campos gerais do Norte do Brasil. Ao redor de Boa Vista, em todas as direções (360º) tudo é “lavrado” (campos naturais) por uns 120 Km em direção ao Norte, 230 Km em direção do Oeste (Normandia e Bonfim) e outros mais de 200 Km em direção do Sudoeste, de Bonfim até a Serra da Lua. São 1 milhão e 700 mil hectares na Raposa/Serra do Sol, mais de 700 mil hectares na São Marcos, mais outros 300 mil hectares nas vizinhanças da Serra da Lua, todo o município de Boa Vista e quase a metade do município de Alto Alegre, no Oeste, também são “lavrados”.
Assim, vê-se a ENORMIDADE da errada informação alardeada no mundo por Giovani Gronchi, por engano ou pura má-fé, com a cumplicidade do Lutzemberg, que também “não sabia de nada”, ou sabia e, calou-se propositadamente.
Qual o é então o truque que existe nos mapas do Radam?
Na década de 70, o Brasil pagou 20 milhões de dólares para que uma empresa americana mapeasse toda a Amazônia brasileira e os seus minérios. Os aviões Hércules (quadrimotores) da empresa TIGER, tinham a cabeça de um grande tigre pintada no leme e um avião ficava em Belém, outro em Manaus, outro mais em Porto Velho e um em Cuiabá.
Ali no aeroporto Marechal Rondon (em Várzea Grande – que serve à Cuiabá), durante uns dois meses, víamos diariamente o avião lá baseado, decolar bem cedo e retornar pelo meio-dia, decolando outra vez lá pelas 14:00 e voltando ao cair da noite. A autonomia desses aviões é oceânica.
Todo o material aerofogramétrico e de sensoreamento remoto foi processado nos laboratórios da empresa nos Estados Unidos, que depois enviou ao Brasil, os mapas geográficos, da vegetação e mineralógicos.
Com os “enganos” constatados nesses mapas do RADAM, que mostravam floresta densa onde NUNCA existiu nada além de cerrados, “lavrados” e imensas clareiras naturais, fica desmascarada essa história freqüente de acusar o Brasil de ter desmatado lugares que a gente conhece bem, e sabe que não é e nem foi floresta de nenhuma espécie, em ocasião alguma.
Como é feita a coisa? Muito simples: apresentam os antigos mapas do Radam e as atuais fotos de satélite. Como o satélite mostra campos naturais ou cerrados, e o mapa do RADAM mostra extensa área colorizada de verde (floresta densa), BERRAM a acusação alarmista:
- Olhem o que era antes, e a devastação que Brasil deixou acontecer!
Diante de tais “evidências” (contra FATOS e FOTOS não há argumentos possíveis), o mundo “cai de pau” no nosso país.
Saibam e aprendam: não se deve acreditar em tudo o que é alardeado no estrangeiro.
ATENÇÃO: não estou afirmando que todo desmatamento é falso. Estou AFIRMANDO que muitos desmatamentos são forjados dessa maneira. Além disso, grande parte dos satélites tecnicamente não conseguem reconhecer diferenças entre real e parecido. Se sobre o lavrado roraimense for colocado um imenso pano VERDE, o equipamento do satélite interpretará como sendo floresta. Se a floresta for toda coberta por um pano branco ou amarelado, a interpretação será a de gelo ou areia.
Há poucos meses passados, a TV nos mostrou um desses tipos de engano. No Estado do Amazonas, diversas áreas tinham sido fotografadas pelo satélite, e interpretadas como sendo clareiras, eram apenas árvores SEM FOLHAS, na mudança de estação, e ali tudo continuava sendo floresta. Não havia nenhum desmatamento.
Quer dizer, além da má-fé das informações alarmistas, ainda há aquelas de má interpretação fotográfica, por desconhecimento das características vegetais na região.
Os mal intencionados (estrangeiros e, vergonhosamente, brasileiros também) usam e abusam dessas distorções, CONTRA O BRASIL e CONTRA OS BRASILEIROS.

COMPLEMENTO:
Flávio Pikana Lemos
Militar da Reserva e Professor Universitário
Há mais de dez anos, enquanto cursava o Mestrado na UnB, um colega que tinha boas ligações com o pessoal de Inteligência já falava das conversas com esses profissionais e falava ainda, mais, da estranheza maior ainda quanto ao contrato com a empresa que levantou os dados do Projeto RADAM pois, em áreas que alguns sabiam por estudos próprios e, pior, por constatações "in loco", da subavaliação de fronteiras de minerais estratégicos nos estados do norte ou, pasme, a simples omissão delas nos mapas entregues às autoridades nacionais.
Além disso, a demora no processamento dos dados obtidos durante as missões de levantamento e os tipos de relatórios (segundo alguns relatos "ridículos") também colocavam em suspeição o resultado final do trabalho.
Além disso, já se sabia de alguns "próceres" de partidos "ecológicos" que à época, estranhamente, dispunham de muitos milhões em moeda estrangeira para fazer compras de quaisquer natureza (sic) junto à comunidade européia em nome dos pobres silvícolas da "Nação Ianomami atrozmente dizimados por brasileiros" com a conivência do governo
Hoje, a tibieza (para não dizer safadeza) de muitos membros dos poderes envolvidos nas querelas territoriais fundamentais para o futuro da Nação Brasileira e outros, no minimo, deslizes, contribuem para tornar o futuro ainda mais sombrio. Ou, apenas os senadores e juízes do Supremo não sabem que demarcaram uma área que tem um subsolo imensamente rico em minerais que qualquer país razoavelmente desenvolvido almeja, nem que seja para fins de comercializar esse material se não tiver competência para processá-lo?
Estou certo de que eles sequer sonham em permitir, ou que seus filhos venham a permitir que netos e bisnetos vão, como "buchas de canhão" para uma guerra perdida contra potências que já lançam tentáculos - bases aéreas estrategicamente posicionadas perto da região para permitir desembarques massivos de homens, armas e equipamentos de toda sorte praticamente dentro daquele território - sobre países mal administrados politica e economicamente situados em nossa periferia.
Pela primeira vez concordo em grande parte com as colocações - por lúcidas e de visão fundamental para o futuro do país - sobre a necessidade de impor contingente militar de porte na região apesar de crer que, apesar das contingências orçamentárias que se impõem ao menos sobre a ala séria da Defesa, ser necessário um aporte de homens, material geral e verbas 30% superior ao previsto nessas colocações para que se possa ter alguma esperança de eficácia em "desincentivar" aventureiros que não se quer dizer os nomes mas que todos sabem quem são que podem tentar nos atacar sem se importar com nada a não ser seus próprios interesses.
Na saída da II Grande Guerra, pelo momento histórico até, foi possível diplomaticamente e, até por desinteresse dos beneficiados, dissuadir a comunidade que realmente decide no Mundo de implantar um estado estranho na Amazônia brasileira. Porém, agora, diante da escassez de muito material estratégico ali abundante podemos estar certos de que há muita gente voltada para invadir e tomar posse da área.
Que as pessoas que realmente se preocupam com o Brasil e seu futuro - a grande maioria da população brasileira - vença mais essa luta.
Recebido por correio eletrônico,
do meu amigo Felix.

'Aquecimento Global' Pegou um Resfriado...

por Geraldo Luis Lino
O catastrofismo ambientalista é uma das mais perniciosas ideologias responsáveis pelo desvio das políticas públicas internacionais do rumo do desenvolvimento pleno e do progresso de todos os povos do planeta, nas últimas décadas. Entre os seus grandes sucessos, contam-se o virtual banimento da utilização do DDT, ainda hoje um dos mais baratos e eficientes pesticidas já inventados, e o banimento dos clorofluorcarbonos (CFCs) e similares pelo Protocolo de Montreal (1990), produtos acusados de destruir o ozônio estratosférico (fenômeno natural registrado desde a década de 1920) e trocados por substitutos 20-30 vezes mais caros e de fabricação restrita a um limitado cartel de empresas transnacionais protegido por patentes internacionais - não por acaso, o mesmo que produzia anteriormente os CFCs, cujas patentes caíram em domínio público. 
Na esteira do sucesso do Protocolo de Montreal, o lobby catastrofista conseguiu em 1997 aprovar o ainda mais insidioso Protocolo de Kyoto, com o qual pretende fundamentar um draconiano esquema internacional de limitação dos usos de combustíveis fósseis, alegadamente, para restringir o aquecimento global registrado desde 1870, que o último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) considera "com mais de 90% de certeza" causado pelas atividades humanas. 
Felizmente, a despeito da brutal barragem de propaganda midiática e das iniciativas político-financeiras estabelecidas em torno do cenário catastrofista, aí incluído o florescente mercado internacional de créditos de carbono (autênticos "futuros de fumaça"), a verdadeira ciência tem aberto brechas cada vez maiores no cenário "aquecimentista", com evidências que reforçam o que os geocientistas sabem há quase um século: os ciclos climáticos de aquecimento e resfriamento ocorrem há centenas de milhões de anos e o dióxido de carbono (CO2), mais que ser um fator causador deles, é, ao contrário, conseqüência - e, aliás, nem sempre as concentrações do gás guardam relação com as temperaturas 
Uma evidência desse fato é a interrupção da alta de temperaturas desde 1998, registrada pelas medições feitas por satélites e balões - as únicas realmente capazes de proporcionar uma média global. Isto a despeito do drástico aumento das emissões de carbono verificadas no período, sobretudo devido ao crescimento econômico da China e da Índia. 
Uma outra é a capacidade de fenômenos como El Nino e La Nina - respectivamente, anomalias de aquecimento e resfriamento das águas do Pacífico Oriental - de influenciar drasticamente o clima global. Em 2007, por exemplo, uma manifestação particularmente intensa do segundo provocou uma queda da temperatura média global de 0,7ºC - ou seja, praticamente neutralizando o aquecimento verificado nos últimos 140 anos, da ordem de 0,6-0,8ºC, motivação de todo o alarido "aquecimentista". 
Ademais, há evidências crescentes sobre a influência direta das radiações cósmicas e solares nas variações das temperaturas atmosféricas - ostensivamente subestimadas pelo IPCC e seu suposto "consenso" sobre o aquecimento antropogênico. 
Um instigante artigo do geofísico e engenheiro astronáutico Philip Chapman, no jornal The Australian, de 23 de abril ("Lamento estragar a festa, mas aí vem uma idade do gelo"), apresenta algumas considerações relevantes sobre o assunto. Ao contrário dos que preferem aferrar-se a modelos matemáticos computadorizados, Chapman é um cientista da "velha guarda", tendo participado ativamente dos trabalhos do Ano Geofísico Internacional (1957-58), o maior programa de cooperação científica internacional já realizado e cujo cinqüentenário tem passado em brancas nuvens na mídia mundial (quiçá propositalmente, pois a metodologia, os resultados e os avanços no conhecimento da geofísica terrestre obtidos no esforço são diametralmente opostos ao desserviço prestado pelo IPCC). Ademais, o seu conhecimento abrangente, como convém a um geocientista, lhe permite avaliar as tendências de longo prazo (em escala geológica) de uma forma quase impossível para os "modelistas". Vejamos alguns dos seus trechos relevantes:
- Por mais desconcertante que isso possa parecer aos crentes no aquecimento global, as temperaturas médias da Terra se mantiveram estáveis ou ligeiramente declinantes na década passada, a despeito do contínuo aumento na concentração atmosférica de dióxido de carbono e, agora, a temperatura global está caindo precipitadamente. - (...) Há uma pletora de evidências de que 2007 foi excepcionalmente frio. Nevou em Bagdá pela primeira vez em séculos, o inverno na China foi simplesmente terrível e a extensão da banquisa de gelo da Antártica no inverno austral foi a maior já registrada desde que James Cook descobriu a região, em 1770. Em geral, não é possível extrair conclusões sobre as tendências climáticas a partir de eventos de um único ano, de modo que, normalmente, eu descartaria esse surto de frio como transiente, a depender do que acontecerá nos próximos anos.
Chapman diz que os registros do satélite SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) mostram que o ciclo de manchas solares nº 24 está se mostrando mais atrasado e fraco do que o anteriormente estimado:
- A razão pela qual isso importa é que há uma estreita correlação entre as variações no ciclo de manchas solares e o clima da Terra. A última vez em que um ciclo se atrasou como esse foi no período conhecido como Mínimo de Dalton, um período especialmente frio que começou em 1790 e durou várias décadas.- (...) O fato de que o rápido declínio de temperatura em 2007 ter coincidido com o comportamento inesperado do ciclo nº 24 não é prova de uma conexão causal, mas é motivo para preocupação.É hora de deixar de lado o dogma do aquecimento global e, pelo menos, começar a fazer planos de contingência sobre o que fazer se estivermos rumando para outra pequena idade do gelo, similar à que perdurou de 1100 a 1850. Não há dúvida de que a próxima pequena idade do gelo poderá ser muito pior do que a anterior e muito mais danosa do que qualquer coisa que o aquecimento possa fazer. Existe muito mais gente hoje no planeta e nos tornamos dependentes de algumas poucas áreas agrícolas de clima temperado, especialmente nos EUA e no Canadá. O aquecimento global aumentaria a produção agrícola, mas o resfriamento global a reduziria. Milhões passarão fome se não fizermos nada para preparar-nos para isso... e milhões mais morrerão de doenças relacionadas ao frio. Há também uma outra possibilidade, remota mas muito mais séria. Os testemunhos de gelo e outras evidências da Groenlândia e da Antártica mostram que, nos últimos milhões de anos [2 milhões, para ser mais exato], nosso planeta tem sido durante quase todo o tempo afetado por severas glaciações. A verdade crua é que, em condições normais, a maior parte da América do Norte e da Europa têm ficado enterradas sob 1,5 km de gelo. Este clima terrivelmente frio é interrompido ocasionalmente por breves períodos interglaciais quentes, que, em geral, duram cerca de 10 mil anos.(...) O período interglacial de que temos desfrutado durante toda a história humana registrada, chamado Holoceno, começou há 11 mil anos, de modo que o gelo já deveria ter chegado. Da mesma forma, sabemos que a glaciação pode ocorrer rapidamente: o declínio necessário na temperatura global é da ordem de 12ºC e pode ocorrer em apenas 20 anos. 
Chapman conclui com uma severa advertência:
Todos aqueles que estão instando ações para mitigar o aquecimento global precisam retirar os antolhos e começar a pensar no que deveríamos fazer se estivermos, em vez disso, diante de um resfriamento global. Será difícil para as pessoas enfrentar a verdade, quando as suas reputações, carreiras, bolsas governamentais ou esperanças de mudança social dependem do aquecimento global, mas o destino da Civilização pode estar em jogo.
Os argumentos expostos no artigo de Chapman são apenas uma pequena amostra de que, assim como está ocorrendo no campo financeiro-econômico, a ideologia malthusiano-ambientalista não está resistindo à prova do mundo real. Com o empenho de cientistas como ele, pode ser que em breve a ciência retome o lugar que lhe foi indevidamente retirado na avaliação das interações entre as atividades humanas e a natureza.
Estamos vivendo a crise promovida pelos excessos de Estado e suas amoralidades, pela ausência de estadistas da Liberdade no mundo de hoje. Temos, sim, estatistas liderando promessas indiscriminadas de paraísos na Terra, onde a procura da felicidade possa ser substituída por uma casinha dormitório, hospital e escola de graça, na religiosa convicção de que a servidão voluntária significa a libertação de qualquer juízo final.

Prostitutas da Literatura Terão Traduções Subsidiadas no Exterior

por Janer Cristaldo
Li há pouco, na Veja on line, reportagem sobre o escritor Pedro Bandeira, de 67 anos, considerado o "Paulo Coelho dos livros infanto-juvenis". Já chegou a vender 100.000 livros em um único ano e, em toda a carreira, vendeu 21 milhões de exemplares. Confesso que nunca ouvi falar deste senhor. Não costumo ler autores que vendem milhões de exemplares, assim da noite para o dia. Mas sempre vemos seus nomes, seja nas livrarias, bancas de jornais ou nas listas dos mais vendidos veiculadas pela imprensa. Não leio best sellers, mas sempre tropeço, ainda que à revelia, com o nome dos autores. Do Bandeira, não tenho idéia de quem seja. Mistério profundo.
Mas o mistério logo se elucida, quando o repórter pergunta:
- Em um país com tantos analfabetos, o senhor chegou a vender 21 milhões de exemplares. Como explicar?
- Não é bem assim. Na realidade, existem dois mercados: o mercado das escolas e o mercado do governo. O governo compra muitos livros para repassar às instituições públicas. Dos 21 milhões que vendi, cerca de 10 milhões foram graças a essas compras. Então, o que conta para mim são os outros 11 milhões, efetivamente escolhidos, seja pelos leitores, seja pelos professores.
Ah, bom! Agora entendi. O insigne beletrista tem como comprador preferencial o governo. Governo é leitor dos bons. Quando compra, compra dez milhões de exemplares. Já os outros 10 milhões, segundo o Bandeira, constitui o mercado das escolas. O mercado das escolas também é ótimo leitor. Quando compra, compra 10 milhões de exemplares. E empurra, goela abaixo para os estudantes, um autor que ninguém conhece. O Brasil é pródigo nestas mercancias. A imprensa, sempre tão preocupada com a corrupção de senadores e deputados, deixa passar batido esta corrupção do mundo editorial, que está longe de ser miúda. 
Pedro Bandeira descobriu a fórmula mágica, como ganhar milhões em direitos autorais sem que leitor algum – fora de seu público cativo – tenha conhecimento de sua obra. Mas as corrupções do universo literário não terminam aqui.
Leio no Estadão que a Fundação Biblioteca Nacional divulgou na segunda-feira a lista das bolsas de literatura de 2009, abrangendo pesquisa literária, conclusão de obras, co-edições e traduções. A seleção deste ano, na área de tradução, vai dar bolsas de US$ 3 mil (R$ 6 mil) para a tradução de obras de autores brasileiros no Exterior. A maior parte dos autores são vivos. O premiado livro O Filho Eterno, do autor curitibano Cristóvão Tezza, será publicado na Austrália pela Scribe Publications. O Anjo do Adeus, de Ignácio de Loyola Brandão, sairá nos Estados Unidos pela Dalkey Archive Press. Escrita em contra-ponto: Ensaios Literários, de João Almino, sairá na Argentina pela Leviatan.
Mais ainda: o ensaísta e atual curador do Museu de Arte de São Paulo (Masp), José Roberto Teixeira Coelho, terá sua obra Dicionário crítico de política publicada na Espanha pela editora Gedisa. Será publicada na Croácia a obra Laços de Família, de Clarice Lispector, e na Itália sairá Para viver com poesia, de Mário Quintana. Outros contemplados são O Enigma de Qaf, de Alberto Mussa, que será publicado na França; uma coletânea de textos de Sérgio Sant’Anna, que sairá na República Checa; e a obra Sem Dizer Adeus, de Heloneida Studart, que será publicada em Israel.
Quer dizer: quando o normal no mercado livreiro é a editora do país estrangeiro pagar o tradutor, este magnífico país nosso se antecipa: nós pagamos a tradução. Mais ainda: nós escolhemos os escritores a serem traduzidos. Isso de oferta e procura é lei obsoleta do antigo capitalismo, que precisa ser revogada. Se nós já empurramos goela abaixo nossos campeões a nossos jovens, não nos custa internacionalizar este goela abaixo. O contribuinte brasileiro é dócil, não vai chiar se tiver de subsidiar a tradução de nossos escritores comportadinhos – aqueles que não criticam o PT nem o governo – em países ricos como os vossos. Recebam, senhores do Primeiro Mundo, esta modesta cortesia do Terceiro. 
Deixemos de lado desta lista infame Mário Quintana, Heloneida Studart e Clarice Lispector, que já morreram. A infâmia é legado dos herdeiros.
Se a maracutaia terminasse aqui, não seria cousa de espantar. Mas vai mais longe. Ainda segundo o Estadão, oito autores com obras em fase de conclusão foram selecionados: Afonso Cláudio Machado do Carmo, Alexandre Jorge Marinho Ribeiro, Beatriz Antunes Onofre, Jorge Alan Pinheiro Guimarães, Manoel José de Miranda Neto, Priscila Costa Lopes, Rafael Mófreita Saldanha e Ronaldo Eduardo Ferrito Mendes.
Ou seja, os insígnes beletristas sequer concluíram suas obras e já têm subsídios para serem traduzidos no exterior. O escritor ainda nem existe, mas já tem tradução garantida. O contribuinte brasileiro, que já paga turismo em Paris para senadores, putas em Miami para deputados, silicone para travestis, é chamado agora a pagar traduções de prostitutas literárias, que não se pejam em escorchar quem paga honestamente seus impostos, desde que seus egos sejam afagados no Exterior.
A bola da vez é a corrupção no Congresso. Quando a imprensa decidirá que a universidade e a literatura nacionais se beneficiam de corrupção semelhante, senão mais vasta?
Fonte:  Janer Cristaldo

terça-feira, 28 de julho de 2009

BC do B Obriga Bancos a Intensificarem Invasão de Privacidade

por Jorge Serrão
O sistema financeiro promove mais uma invasão da privacidade dos cidadãos. Sob a desculpa de coibir a lavagem de dinheiro, por ordem do Banco Central do Brasil desde sexta-feira passada, os bancos ficam obrigados a manter cadastros de clientes eventuais que façam uso de serviços da instituição financeira, mesmo que não possuam conta nela. Nome, identidade, ou CPF (no caso de pessoas físicas) e Razão Social e CNPJ (de empresas) serão checados pelo novo sistema Big Brother Bancário.
Tudo indica que os dados serão analisados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), pelo supercomputador do Banco Central e, até mesmo, pela Receita Federal. Desde 2006, o BC do B mantém um Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional – CCS. O sistema é capaz de processar 1 milhão de dados bancários por dia. Reveja o que o Alerta Total denunciou no distante 27 de janeiro de 2006: Banco Central acaba com o sigilo bancário, usando super-computador para fiscalizar correntistas de 182 bancos no Brasil.
Quebra de sigilo bancário, sem legislação definindo claramente como proceder, é inconstitucional, ilegal e arbitrária. Mas, no Brasil, vale tudo. Parece que a autoridade monetária não aprendeu nada com o caso de violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa – que o Supremo Tribunal Federal enrola em julgar, porque envolve inocentar Antônio Palocci Filho - deputado federal, futuro ministro de Lula e grande timoneiro dos assuntos economicamente estratégicos para os petistas.
O curioso é que, pela regra baixada agora pelo BC do B, os bancos poderão definir, segundo seus próprios critérios, quais clientes eventuais deverão ou não ser cadastrados. Os bancos terão um mês para adaptar seus sistemas às novas regras. O BC manda focar atenção no grupo de pessoas classificadas como “politicamente expostas”. Os alvos seriam quem ocupou cargos políticos nos últimos cinco anos, dirigentes de estatais ou ocupantes de cargos de confiança no setor público, além de seus respectivos familiares.
Resta saber se o famoso “rigor seletivo” não vai incidir apenas sobre os adversários ou inimigos políticos do governo. O certo é que toda movimentação mensal acima de R$ 10 mil vai passar pelo pente fino do BBB do BC do B.
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Me engana que eu não gosto
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) teve a coragem de soltar uma nota de imprensa para alegar que as novas medidas não vão provocar nenhum impacto significativo no dia a dia dos clientes.
A Febraban apenas lembra que a decisão do BC do B equipara as normas brasileiras à legislação mais moderna hoje existente.
A Febraban fez apenas o favor de lembrar que o Brasil se submete, sem soberania, às regras padronizadas pela Globalização.
Quem acredita que isso vai acabar com a lavagem de dinheiro também deve crer que, no Maranhão, por exemplo, só se faz lavagem em tanquinho de fundo de quintal.
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Poupadores tungados
Além de não darem muita bola para a proteção da privacidade dos cidadãos brasileiros, nossos bem remunerados 11 ministros do Supremo Tribunal Federal podem colaborar com mais uma tungada do sistema financeiro no bolso das pessoas.
O Banco Central, o Ministério da Fazenda e muitos dirigentes de bancos teriam enchido os ouvidos dos membros do STF com argumentos para que eles suspendam qualquer indenização aos poupadores da caderneta prejudicados pelos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991).
Os poupadores podem perder de R$ 29 a 120 bilhões se o STF realmente votar em favor dos argumentos do governo e dos banqueiros – que alegam não ter dívidas relativas aos planos econômicos com os clientes.
Fonte: Alerta Total
COMENTO: O assunto já foi tratado aqui em julho de 2008, e permanece a dúvida: estarão seguras informações sobre a vida financeira dos cidadãos disponíveis a funcionários desse governo?
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domingo, 26 de julho de 2009

O País Nasceu por Engano, Balançou no Berço da Safadeza e Agora é Controlado pela Aliança dos Amorais

por Augusto Nunes
O Brasil nasceu por engano. Buscavam o caminho das Índias as caravelas que em abril de 1500 perderam o rumo tão espetacularmente que acabariam caindo nos abismos do outro lado do mundo se não tivessem topado com aquela demasia de praias com areias finas e brancas, banhadas por ondas verdes ou azuis, muita mata, muita flor, muito rio, muito peixe, muito bicho de carne tenra, muita fruta sumarenta e, melhor que tudo, muita índia pelada.
O Brasil balançou no berço da safadeza. Souberam disso tarde demais aqueles viventes cor de cobre, sem roupas no corpo nem pelos nas partes pudendas, os homens prontos para trocar preciosidades por quinquilharias, as mulheres prontas para abrir o sorriso e as pernas para qualquer forasteiro, pois os nativos praticavam sem remorso o que só era pecado do outro lado do grande mar, e não poderiam ser tementes a um Deus que desconheciam.
O Brasil nasceu carnavalesco. Nem um Joãosinho Trinta em transe num terreiro de candomblé pensaria em juntar na avenida, como fez o português Henrique Soares, maior autoridade religiosa presente e celebrante da primeira missa naquelas imensidões misteriosas, um padre de batina erguendo o cálice sagrado, navegantes fantasiados de soldados medievais, marinheiros com roupa de domingo, índios com a genitália desnuda que séculos depois seria banida da Sapucaí por bicheiros respeitadores dos bons costumes e a cruz dos cristãos no convívio amistoso com arcos, flechas e bordunas.
O Brasil balançou no berço da maluquice. Marujos ainda mareados pela travessia do Atlântico, ainda atarantados com a visão do paraíso, decidiram que aquilo era uma ilha e deveria chamar-se Ilha de Vera Cruz, e assim a chamaram até perceberem, incontáveis milhas além, que era muito litoral para uma ilha só, e pareceu-lhes sensato rebatizar o colosso ausente de todos os mapas com o nome de Terra de Santa Cruz, porque disso ninguém duvidava: era firme a terra que pisavam.
O Brasil nasceu preguiçoso. Passou a infância e a adolescência na praia, e esperou 200 anos até criar ânimo e coragem para escalar o paredão que separava o mar do Planalto, e esperou mais um século até se aventurar pelos sertões estendidos por trás da floresta virgem, num esforço de tal forma extenuante que ficou estabelecido que, dali por diante, os nativos da terra, os estrangeiros e seus descendentes sempre deixariam para amanhã o que poderiam ter feito ontem.
Tinha de dar no que deu. Coerentemente incoerente, o Brasil parido pelo equívoco hostilizou os civilizadores holandeses para manter-se sob o jugo do império português, o Brasil amalucado teve como primeira e única rainha uma doida de hospício, o Brasil da safadeza acolheu o filho da rainha que roubou a matriz na vinda e a colônia na volta, o Brasil preguiçoso foi o último a abolir a escravidão, o Brasil sem pressa foi o último a virar República, o Brasil carnavalesco transformou a própria História num tremendo samba do crioulo doido.
O cortejo dos presidentes, ministros, senadores, deputados federais, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores aberto em 1889 informa que a troca de regime não mudou a essência da coisa: o Brasil republicano é o Brasil monárquico de terno e gravata, só que mais cafajeste. Muito mais cafajeste, informa a paisagem deste começo de século. Depois de 500 anos, os herdeiros dos traços mais detestáveis do DNA nacional promoveram o grande acerto dos amorais, instalaram-se no coração do poder e vão tornando decididamente intragável a geleia geral brasileira.
Nascido e criado sob o signo da insensatez, o país que teve um imperador com 5 anos de idade que parecia adulto é governado por um presidente que parece moleque. Com um menino sem pai nem mãe no trono, o Brasil não sentiu medo. Com um sessentão no comando, o Brasil que pensa se sente sem pai nem mãe.
Fonte: BOOTLEAD

Kerenskismo Obamista, Honduras y Abismo Chavista


por Armando Valadares
Cuando se produjo la destitución del presidente hondureño Zelaya, por orden de la Suprema Corte de ese país, y con el respaldo mayoritario del Congreso, Honduras caminaba a pasos rápidos hacia una dictadura chavista, pasando por encima de la Constitución y las leyes. Además del más alto órgano judicial de Honduras, estaban advirtiendo sobre el riesgo chavista las más importantes figuras políticas y religiosas de destaque en Honduras.
No obstante, ni el presidente Obama; ni el secretario general de la OEA, el socialista chileno Insulza; ni el "moderado" presidente del Brasil, Lula da Silva; y ni siquiera, que nos conste, ningún otro presidente latinomericano, dijo una palabra al respecto. Se alegaba la autodeterminación, la necesidad del diálogo, del respeto de los procesos políticos internos, etc.
Todas esas personalidades políticas, tuvieron oportunidades de hablar en favor de la libertad de Honduras, y muy recientes por cierto, pero prefirieron lavarse las manos, como Pilatos. Menciono las dos más notorias.
La primera de ellas fue la Cumbre de las Américas, en Trinidad y Tobago, cerca de Honduras, en la cual el presidente Obama, con su estilo neokerenskista, se deshizo en sonrisas con el presidente-dictador Chávez, flirteó con el propio Zelaya y con otros presidentes populistas-indigenistas como el ecuatoriano Correa y el boliviano Morales, prestigió al "moderado" Lula y anunció que estaba dispuesto a dialogar y a establecer un "nuevo comienzo" con la sanguinaria dictadura castrista.
La segunda de ellas fue la Asamblea General de la OEA, por una ironía de la Historia realizada en la propia Honduras, en la cual, con la aprobación del gobierno Obama, se absolvió a la dictadura castrista y se le abrieron las puertas para poder retornar al referido organismo internacional.
En sus propias narices, y delante de sus propios ojos, los cancilleres de los gobiernos de las Américas pudieron sentir y ver la grave situación interna de Honduras, pero prefirieron lavarse las manos como Pilatos.
Cuando se produjo la destitución del presidente Zelaya, ordenada por la Suprema Corte, con base en preceptos constitucionales que impiden que un presidente intente reelegirse, ahí sí rasgaron sus vestiduras, y comenzó una de las mayores griterías de izquierdistas y "moderados útiles" de la Historia contemporánea, con un verdadero ensañamiento contra un pequeño país que decidió resistir a esas presiones. Un pequeño país que se agigantó espiritualmente, inspirado en la expresión de San Pablo, esperando "contra toda esperanza" humana, pero aguardando todo de parte de la Providencia, y haciendo recordar, a quienes ven aprensivos el drama hondureño, a la figura bíblica de David contra Goliat.
En momentos en que escribo estas líneas, el destituido presidente Zelaya amenaza con retornar a Honduras, con lo cual, según advertencia del Cardenal de ese país, se tornará reponsable por la sangre fratricida que pueda correr. Delante de la resistencia hondureña, hasta el presidente-dictador Chávez mira hacia el presidente Obama y espera que éste quiebre las resistencias hondureñas. También en momentos en que escribo estas líneas, sale la noticia de que la secretaria de Estado Hillary Clinton acaba de llamar al presidente interino de Honduras, y corren versiones que le habría dado un ultimátum. La misma secretaria Clinton que en Honduras, en la reciente reunión de la OEA, aprobó la absolución de la sanguinaria dictadura castrista; la misma que, junto con el presidente Obama, está dispuesta a dialogar con el gobierno pro-terrorista iraní, abre sus brazos a los comunistas cubanos, se reúne y ríe con el presidente-dictador Chavez, dio un portazo a la delgacion civil hondurena que llegó a Washington simplemente a explicar su version de los hechos.
Como ya fue recordado, el Cardenal de Honduras advirtió al depuesto presidente Zelaya que será responsable por el baño de sangre que pueda ocurrir si fuerza su regreso a su país.
Por mi parte, en cuanto ex preso político cubano durante 22 años en las mazmorras castristas, embajador estadounidense ante la Comisión de Derechos Humanos de la ONU durante varios años, y en cuanto simple ciudadano de las Américas, tengo la certeza de que así como el presidente Eduardo Frei Montalva pasó a la historia como el Kerensky chileno, por pavimentar el camino al socialista Allende, el presidente Obama corre el riesgo de pasar a la historia como el Kerensky de las Américas si contribuye a empujar a Honduras al abismo chavista.
Armando Valladares, ex preso político cubano,
fue embajador de Estados Unidos ante

 la Comisión de Derechos Humanos de la ONU, en Ginebra,
durante las administraciones Reagan y Bush.
E-mail: armandovalladares2005@yahoo.es

Recebido por correio eletrônico

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cabo do Exército Odílio Cruz Rosa


UM HERÓI DO ARAGUAIA
Cabo Odílio Cruz Rosa
Hás de voltar, meu filho! E não voltaste.
Pelo bem do País que tanto amaste
o teu corpo caiu, morreu teu passo.
De tua mocidade generosa
ficou somente a farda gloriosa
tinta de sangue. E o capacete de aço.
Tua mãe chora sempre a tua falta.
Árvore frágil para ser tão alta,
a precisão de um tiro traiçoeiro te cortou
as promessas risonhas de fartura,
o desejo de glória ou de ventura,
o civismo sem par que te abrasou
(Oliveira Ribeiro Neto)

Jorge Alberto Forrer Garcia – Coronel R1
Um preito de reconhecimento.
Aprendi, desde as primeiras letras e ainda nos bancos da catequese, que todas as pessoas são iguais em essência. Por isso, ao acompanhar o noticiário sobre a busca de ossadas humanas na região onde houve a guerrilha do Araguaia, causa-me estranheza a forma desigual como são tratadas as personagens daquele episódio histórico.
Os jovens integrantes de organizações de esquerda que lá estavam para instalar um foco guerrilheiro, por influência de seus chefes partidários, pensavam derrotar a chamada “ditadura militar”, a fim de “restabelecer a democracia” no Brasil. Na verdade, era a senha para a implantação sim de uma forma radical de comunismo, fosse aos moldes da China, de Cuba ou, surpreenda-se, até da Albânia.
Hoje, aqueles jovens são tidos pela imprensa como “idealistas fuzilados pelo Exército”, num endeusamento que já vem de anos. Como se, dentre as forças em presença, só a eles fosse concedida a prerrogativa de serem heróis e idealistas.
Pouco ou nenhum caso é feito para com os militares de todas as Forças que para lá seguiram a fim de debelar o foco guerrilheiro. Desta forma, torna-se digno de nota que a chamada grande imprensa não procure destacar as condições nas quais foi morto o Cabo do Exército Odílio Cruz Rosa – o Cabo Rosa – que, este sim fuzilado pelos guerrilheiros treinados em Pequim/China e Cuba, veio a ser a primeira vítima fatal da guerrilha, apanhado numa emboscada desencadeada pelos “idealistas”, morrendo a oito de maio de 1972.
O Cabo Rosa, justamente por ser Cabo, também era jovem. Tinha pai, mãe, irmãos, amigos. Tinha gostos, aspirações, preferências, torcia por um time ... E por que então não é resgatada a sua história de vida ou, pelo menos, as circunstâncias de sua morte? Certamente, não daria muito trabalho à imprensa. Sua história seria fácil de contar, pois, afinal, foi uma vida simples, sofrida como a de tantos outros jovens brasileiros. Porém, foi curta, interrompida bem cedo, pelo chumbo dos idealistas, estes, por sua vez, já retratados em vários filmes patrocinados com verbas públicas. Para ser justo, devo destacar o estudo da vida do Cabo Rosa feito pelos jornalistas Thais Morais e Eumano Silva em livro do ano de 2005, mas que, por seu preço elevado, ficou confinado a um grupo restrito de leitores.
Acredito que boa parte das pessoas que procuram informar-se pelos jornais gostaria de saber como está vivendo, se ainda viva, a senhora mãe do Cabo Rosa, com a mirrada pensão militar que o filho falecido lhe legou. Como estão seus irmãos e amigos, que não tiveram a oportunidade de se auto-exilarem e formarem-se em cursos superiores de elevado nível no exterior?
Ou considera-se que, em essência, a dor e a saudade dos familiares do Cabo Rosa são menos dolorida e sentida que a de outros?
O Brasil não nasceu quando os jovens jornalistas atualmente em serviço terminaram suas faculdades, nem nasceu com o fim dos governos revolucionários pós-1964. O Brasil nasceu bem antes e construiu sua História ao longo dos séculos, criando, desenvolvendo, aperfeiçoando e tornando permanentes certas instituições, como a Justiça, por exemplo; como as Forças Armadas, por exemplo; como o Exército Brasileiro, por exemplo.
Por isso, quando os militares receberam a missão de neutralizar o foco guerrilheiro, não saíram por aí qual um “bando” de facínoras que fuzilava idealistas. Integravam sim uma força armada legalmente constituída e taticamente organizada, em combate – destaco: combate - contra uma outra força, também armada, que lhe opunha resistência.

Se a força guerrilheira (e ela própria assim se intitulava) era mal armada, mal alimentada, mal vestida, mal suprida, enfim, mal comandada, quem deve responder são os ícones partidários. Alguns já são falecidos, mas outros estão aí, bem vivos. Quem sabe eles, ou seus partidos políticos, possam também ser acionados judicialmente e responsabilizados pelas mortes dos idealistas insidiosamente afastados de suas famílias e enviados para o Araguaia?
Tomo o caso do Cabo Rosa como emblemático. Sei de outros militares que combateram a guerrilha – tanto na cidade como no campo – que foram mortos ou feridos, e há ainda aqueles aos quais os jovens idealistas não concederam nem o supremo orgulho de morrerem combatendo, matando-os à traição. Todos tinham famílias. Como elas estão hoje?
Senhores, “Cabo Rosa” não é apenas o nome de uma clareira perdida na mata, onde, conforme os jornais, militares fuzilavam idealistas. “Cabo Rosa” é nome dado pelo Exército a uma base de instrução especializada localizada às margens da Rodovia Transamazônica, onde “outros jovens idealistas” são muito bem treinados na arte da guerra na selva. “Cabo Rosa” é, antes de tudo o nome de um verdadeiro herói. E o Exército cultua seus heróis.
Ou, modernamente, ser herói é uma questão partidária ligada ao pensamento “politicamente correto”?
O que diriam a “Dona” Olindina e o “Seu” Salvador, pais do Cabo Rosa?Os filhos dos outros são tidos como heróis. E o filho deles? Não?Se a todos os idealistas e familiares for concedida certa reparação econômica, a família do Cabo Rosa também será contemplada?
22 de julho de 2009
Jorge Alberto Forrer Garcia – Coronel R1

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os Desatinos e os Escândalos Viajaram

por Carlos Chagas
Para sair de férias, não há força humana ou divina que impeça. Falamos do Congresso, como poderíamos falar, também, do Judiciário e seus tribunais superiores. Com toda certeza não haverá um trabalhador em todo o território nacional que não tenha sido obrigado, em algum momento, a adiar férias antes programadas. A empresa exige, a repartição apela, até a família se intromete.
Com deputados e senadores, de jeito nenhum. O primeiro semestre parlamentar foi atípico, entrando tempestuoso pelo mês de julho. Desde a mais recente agressão do presidente Lula, chamando os oposicionistas de pizzaiolos, até a explosiva CPI da Petrobrás, a constituição singular do Conselho de Ética do Senado, as sucessivas denúncias contra o presidente José Sarney, a votação atabalhoada da Lei de Diretrizes Orçamentárias, enfim, não obstante um desgaste poucas vezes verificado no Legislativo – apesar de tudo, deram-se as mãos líderes e bancadas de todos os partidos. Escafederam-se sorrindo. Esqueceram divergências e desafetos, tanto quanto a necessidade de investigar, esclarecer e prestar contas à opinião pública de uma das maiores crises de sua história. Cessa tudo, na hora de Suas Excelências ganharem o caminho da praia, da montanha ou do exterior.
Causava espanto a movimentação no aeroporto de Brasília, no fim de semana. O saguão de entrada parecia um plenário lotado e efervescente, ainda que a maior parte dos representantes do povo tenha encontrado nova forma de escapar do próprio, quer dizer, do povo. Embarcam através de salas especiais, antes da plebe. Raramente entram em filas, já que seus aspones fazem o check-in antecipado.
Muita gente fica com a impressão de o Congresso haver encenado uma farsa na capital federal, de fevereiro até agora, porque fecharam as gavetas, empurraram graves questões para agosto e, felizes, foram embora. Depois se argumenta que Brasília é o centro da corrupção, dos desatinos e dos escândalos. Não é. Os escândalos, os desatinos e a corrupção viajaram...

O Último Suspiro de Dilma


ADAPTAÇÃO LIVRE, E REAL, DE UMA CRÔNICA FICTÍCIA
Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs abafadas (ou nem tanto) pelo governo e escândalos omitidos ou vergonhosamente apoiados pelo Planalto.
A candidatura Dilma naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Dilma está quase convencida, mas naufragou.
Política, economia (mestres e doutores sabem disso) e ética têm pontos em comum. Por mais que algumas forças determinem o "rumo do processo", há hecatombes em curso que revertem definitivamente o curso de tudo, dada a grandiosidade dos escândalos.
O Início da Derrocada
A descida da ladeira, por Dilma, ocorre antes mesmo dela ser candidata. Como sabemos, ela não foi escolhida, mas sim "sobrou". Era para ser um, depois outro, daí outro, mas todos ficaram para trás por conta dos escândalos. Mensalão, caseiro, dólar na cueca, aloprados, e assim por diante. Sobrou Dilma.
Ela nunca "geriu" nada, nunca foi eleita a cargo algum, sempre ocupou secretarias de pouca importância e, de repente, correu para tapar o buraco deixado por Zé Dirceu após o escândalo do Mensalão (importante: com aval do ministro demissionário).
Daí, "inventaram" que a Casa-Civil seria não um órgão político, de indicação de servidores - como o 'chief of staff' dos EUA -, mas sim um cargo de "gestão". Não por mudança de perfil da pasta, mas pela falta de habilidade política da nova ocupante (coisa que atualmente salta à vista diante dos inúmeros casos de truculência que os próprios partidários relatam).
Não sobram atributos de gestora, mas sim faltam habilidades políticas. É fabricação por cima de fabricação, maquiagem por cima de maquiagem. Vamos adiante. E por pontos:
1. Não é gestora - falta de mínimas qualidades para gestão sem qualquer experiência como mandatária;
2. Não é gestora 2 - empurraram-lhe o PAC e, até agora, apenas 3% foi pra frente (vergonha...);
3. Tropa de choque - impossível esquecer o caso do dossiê surgido em sua pasta. De duas uma: ou ela sabia, ou não sabia e é incompetente para cuidar de um mísero ministério, que dirá do país;
4. Escândalos - não bastasse tudo isso, houve ainda casos como a ingerência no leilão da Varig, conforme relatado por Denise Abreu - ou o caso BrTOi;
5. Mestre/Doutora de Mentirinha - a última descoberta foi a de que se anunciava como mestre e doutora sem nunca ter sido nada disso, segundo consta de vídeos, textos e até relatos de petistas.
O PT já sabe que há vários candidatos capazes de surpreender na campanha usando Lula como muleta, já que A ÚNICA COISA COM QUE DILMA CONTA É A POPULARIDADE DE LULA. Qualquer sacripanta, quando a defende, usa Lula como escudo. Já que é assim, há tempo de sobra para lançar qualquer outro nome, de preferência um mestre que seja mestre, um doutor que seja doutor, ou alguém que não tenha se metido em tantos escândalos.
Suplicy? Patrus Ananias? Zé Eduardo Cardozo? O PT tem quadros melhores e mais competentes do que Dilma Rousseff, todos com experiência administrativa e/ou eleitoral, e muito mais longevidade no partido (vale lembrar: ela entrou no PT em 1999, oriunda do PDT, apenas para ficar num cargo público).
O candidato do Governo será bem sucedido? Se usar como base eleitoral apenas Lula, provavelmente, não. É preciso ter um mínimo de luz própria e capacidade administrativa. Além disso, quanto à política econômica, é sabido que Lula se valeu de um tucano para presidir o Banco Central nos seus oito anos, prevalencendo o chamado "financismo". Seu sucessor, por questões óbvias, manteria a mesma política.
Acontece que as opções renovadoras do PT encontram obstáculo pelo fato de que Dilma conta com três trunfos que amarram o PT à sua candidatura, um verdadeiro "abraço de afogado":
a) Caixa fornida para bancar campanhas de aliados;
b) Controle da executiva do partido;
c) Apoio da tal "mídia petista" (publicações vinculadas a sindicatos, empresas estatais e demais veículos dependentes de anúncios oficiais).
A desistência, agora, é algo complexo (mas ainda dá tempo!), e então ficam nessa de apelar para a defesa sistemática de figuras como José Sarney, Collor, Maluf e tantos outros, como último recurso capaz de inverter a dinâmica descendente de sua candidatura, sobressaindo o pior de Dilma (como se fosse possível sair algo de pior aí).
Lunus: 2002 a 2008 e a Polícia Federal
Em 2002, Roseana Sarney perdeu a chance de ser candidata depois de um escândalo conhecido como "Caso Lunus". Há, hoje, quem critique o fato de tudo ser descoberto, inclusive pondo culpa em fulano ou sicrano, como se não passasse de invenção. Mas, sim, os fatos aconteceram.
Coincidentemente, personagens daqueles tempos ressurgem agora. E quis o destino que estejam abraçados a Lula, ao Planalto, e também a Dilma.
Claro que a Polícia Federal não tem esse poder todo de fazer chover, em que pese o relato até folclórico que se lê nos espaços menos críveis da nossa pouco gloriosa blogosfera, mas na atual gestão alguns episódios foram de lascar a mamona. Fiquemos com dois:
a) afastamento do delegado que deteve Duda Mendonça numa rinha de Galo [o mesmo Duda que, anos depois, entregou o esquema de contas no exterior para depósitos do Valerioduto];
b) afastamento de Protógenes [bem antes de qualquer ação judicial, e o mesmo Protógenes que mandou a tal carta ao Obama dizendo que Lula compactuava com a corrupção no Brasil].
Fica parecendo uma imagem de chefia de KGB.
Daí, não adianta dizer que se trata do presidente "mais popular", pois até então quem tinha esse título era Garrastazu. E dizer que Dilma é "boa gestora" é uma piada engraçada, mas de mau gosto, pois ela NUNCA GERIU NADA, e o PAC é uma anedota (3% de conclusão?).
Bom, de fato Dilma cresce sobre bases empresariais, em especial grupos como Varig, Gol, Brasil Telecom, Oi etc. A empresa do Lulinha também tem muito a agradecer, bem como as beneficiadas por convênios da Petrobras. Definitivamente, há setores do empresariado que não tem do que reclamar.
Quanto ao "comportamento pacífico", de Lula, poderíamos perguntar ao pessoal que sai chorando depois de reuniões com a ministra. Vai ser difícil pegar a fama de "Dilminha Paz e Amor". Jogo de cintura? Não, não. Nunca.
E Dilma é tão desconhecida, mas tão desconhecida, que todos falamos dela quase que abstratamente. Ninguém a conhece, essa é a verdade. Nunca tínhamos ouvido falar até 2003, e ficamos também sem muita notícia até 2005.
Petrobras
A grande aposta do Governo contra os opositores é a retaliação, já veiculada por aí na base do "se contar uma coisa nossa, contaremos uma de vocês". Mais do que uma confissão das podreiras, é a cartada final de quem definitivamente perdeu qualquer noção.
Pro eleitorado, contudo, não significa nada.
O importante é investigar e sempre se queima quem está no poder. Sobretudo quem lutou com unhas e dentes para evitar uma CPI usando o argumento de que NÃO HAVIA NADA DE ERRADO. Então, como assim, agora há? Então tem mutreta? Tanto tem que "se soltar uma nossa, soltamos uma de vocês"? E houve até "acordo"?
Tarde demais.
A depender da bagunça descoberta na Petrobras, de cujo Conselho Dilma é Presidente, não é difícil que muitos petistas passem a apostar as fichas em outros nomes. Suplicy? Patrus Ananias? José Eduardo Cardozo?
Não sei. Mas se o ÚNICO trunfo de Dilma Rousseff é contar com a popularidade de Lula, não faz o menor sentido o PT defender uma candidatura que está podre antes de nascer.
Qualquer petista sabe que o partido tem quadros melhores, e todos eles defendem Dilma porque, por enquanto, foi o nome escolhido. Se aparecer algum outro, é tudo que basta para passarem a defendê-lo.
E nem adianta dizer que ela "vai bem" nas pesquisas, pois o índice histórico e regular do partido é o de 30%. Ela não chegou nisso. Mudem para Suplicy, por exemplo, e vejam o que acontece em lugares como São Paulo, onde Dilma nem sonha com tal índice.
ps. viram como é fácil fazer uma "análise" política usando apenas nossa vontade? Mas o pior (ou melhor?) é que não menti em um único fato...
(sem revisão, podem zoar à vontade)
Fonte: Imprensa Marrom
COMENTO: Um leitor atento alertou que o texto está idêntico ao de um outro de Luis Nassif. Fui conferir e realmente há um texto similar com a diferença de que onde se lê Dilma, consta Serra. Nada a favor de Serra, o escorpião disfarçado de tucano, mas como o tal texto está publicado em um blog que não leio, vou manter o crédito para o blog de onde copiei o texto acima.

E a Moda Vai se Alastrando!!!

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Durante as comemorações relativas aos 30 anos de derrubada do ditador nicaraguense Anastácio Somoza, ontem (19 Jul), o atual presidente da Nicarágua, o pedófilo-comunista (pesquise Zoilamérica Narvaes no Google) Daniel Ortega, lançou a proposta de reformar a Constituição daquele país, a fim de que possa ser reeleito para o cargo.  A exemplo de Honduras, onde o Zé Laia foi defenestrado exatamente por tentar patifaria semelhante, a reeleição presidencial, atualmente, é proibida constitucionalmente na Nicarágua.
O pulha soma-se aos demais aprendizes do Mico Mandante venezuelano, seguidores d'El Coma Andante cubano.
Esse parece ser um objetivo comum estabelecido pelo Foro de São Paulo para todos os canalhas da quadrilha que conseguem ser alçados aos governos de seus países.
Nossa imprensa, comprada pelas verbas de "comunicação social" não deu o devido destaque a este fato, publicado na imprensa da América Latina.

Incrível: Manuel Zelaya Venceu um Referendo Que Nem Aconteceu!

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ATENÇÃO:
Até o momento em que escrevo este texto, às 14h15 de domingo, 19 de julho, a informação não aparece nas agências ou jornais em inglês – que alimentam as seções internacionais da grande imprensa brasileira. No entanto, a notícia circula em Honduras, países de língua espanhola e blogs independentes americanos há mais de 24 horas.
O jornal La Tribuna de sexta, 17 de julho, mostra que autoridades do departamento de Investigação Criminal de Honduras apreenderam computadores do palácio presidencial. Os investigadores dizem que os computadores trazem resultados do referendo que Manuel Zelaya queria promover na marra em 28 de junho, o dia em que ele foi enxotado pelas instituições em obediência à Constituição. E o referendo aconteceu? Não. Mas e daí? A apuração oficial já estava prontinha! Certificada e tudo mais. O povo já tinha decidido entronizar Zelaya antes mesmo de ir às urnas. Beleza! Isso se chama socialismo do século XXI.
Todo mundo viu na televisão, todo mundo leu nos jornais, todo mundo SABE: houve um golpe violentíssimo em Honduras. Os truculentos militares derrubaram o pobre Zelaya só porque o bichinho queria privilegiar as camadas pobres da população. Tudo orquestrado pela elite branca. Tanto é que os democratas da região, Hugo Chávez, Evo Morales, Daniel Ortega, Rafael Correa, Fidel & Raúl Castro e o nosso Lula - o Foro de São Paulo em peso -, correram para denunciar aquela barbaridade e prestar solidariedade ao companheiro. Também se uniram em defesa de Zelaya os outros bandidos da OEA, os socialistas da ONU e, por fim, o socialista que ocupa a Casa Branca. Infelizmente, milhares de hondurenhos alienados não querem socialismo e dispensam as sugestões das organizações internacionais.
Repetindo: a apreensão dos computadores foi relatada pelo jornal hondurenho La Tribuna anteontem, sexta, 17 de julho. Essa notícia vai sair na Folha, no G1, no Jornal Nacional? Depende do New York Times e da ReutersJá se passaram dois dias. Será que a denúncia do referendo de cartas marcadas armado por Zelaya e seu chefe Hugo vai chamar a atenção das redações lotadas de esquerdistas? He, he. Vamos aguardar.
Antes de publicar, procurei de novo alguma referência em inglês. O USA Today noticiou. De qualquer forma, você soube primeiro aqui, com o Bruno Pontes – em português, ao menos.
Fonte: Blog do Bruno Pontes,
citado em Brasil - Liberdade e Democracia
COMENTO: dei uma verificada na "nossa imprensa" e, desde o dia 17 para cá (20 Jul - 9h30min) percebi em todos os jornais "on-line" uma sequência de "notícias" sobre a "iminente volta" do Zé Laia à Honduras, parecendo uma campanha psicológica dirigida aos hondurenhos que buscam informar-se nos jornais de outros países. Vergonhosa a "nossa imprensa"!!!

Se Acuado, Lula Porá seu “Bloco na Rua”

por Ruy Fabiano
Não avance muito nas investigações e denúncias que o bloco de Lula está a postos, à espera da voz de comando de seu líder. Os tais movimentos sociais.
No início de 2006, quando o escândalo do mensalão ainda repercutia e ameaçava o próprio mandato do presidente da República, Lula mandou um recado ao então presidente da OAB, Roberto Busato: se a OAB aprovasse a iniciativa, que então seria encaminhada à Câmara dos Deputados, ele, Lula, poria o seu “bloco na rua”.
E deixou claro qual era o bloco: UNE, MST, MLST etc.
A OAB havia acolhido dias antes proposta de uma conselheira sua, de examinar pedido de impeachment ao presidente da República, para posterior encaminhamento à Câmara dos Deputados, que, se o aprovasse, o encaminharia ao Senado, para o devido julgamento. Exatamente como ocorrera com Collor 14 anos antes.
Dias depois desse recado, o MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra), uma facção radical do MST, invadiu as dependências da Câmara dos Deputados, destruiu móveis e equipamentos, enfrentou seguranças, agrediu funcionários e promoveu uma baderna sem precedentes na casa. O seu líder, Bruno Maranhão, amigo e hóspede de Lula na Granja do Torto e integrante da Executiva Nacional do PT, foi preso e solto no dia seguinte.
O recado estava dado. O impeachment acarretaria conflitos com os movimentos sociais – o tal bloco na rua -, pondo em risco a ordem pública. O acontecimento influiu na decisão da OAB de arquivar o pedido de impeachment, transformado, ao final, em mera notícia-crime ao Ministério Público, sem qualquer conseqüência prática.
Anteontem, em meio às denúncias contra o Senado e às críticas contra a conduta de Lula em relação ao tema, o presidente voltou a dar uma demonstração de que, apesar de todos os pesares, continua prestigiado junto ao seu “bloco”.
Compareceu a um congresso da UNE em Brasília – o primeiro a ter um presidente da República convidado -, onde foi ovacionado e brindado com palavras de ordem do tipo: “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”.
Isso, dois dias após abraçar e elogiar Fernando Collor, em um palanque em Alagoas, o mesmo Collor que a mesma UNE ajudou a expelir da Presidência da República, com a célebre marcha dos caras-pintadas, que sacudiu as ruas de todo o país, em 1992.
O evento não se restringiu a confirmar a liderança de Lula junto àquela corporação estudantil, aparelhada por PT, PSol e PCdoB.
A UNE criticou a CPI da Petrobrás (a primeira vez em sua história em que ficou contra uma CPI), atribuindo-a a uma ação predadora da oposição (que Lula insinua ter como real objetivo a privatização da empresa) e entoou loas à candidatura de Dilma Roussef. A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, insiste em dissociar o apoio ao fato de que a entidade é financiada pelo governo federal – algo que não ocorria no passado. Mera coincidência, claro.
Mas nem tudo coincide. Os estudantes, por exemplo, não engolem a tese lulista de apoio a José Sarney. Tanto que, embora silenciassem a respeito na presença de Lula, foram em seguida ao Senado pedir sua cassação. Não chega a ser uma divergência séria.
É mais coreográfica que efetiva. No que de fato importa, estão de acordo: contra a CPI da Petrobrás, contra a eclosão de novos escândalos nos moldes do mensalão, que ponham em risco a sucessão de Lula. Além da CPI da Petrobrás, há ainda outras duas no Senado, de potencial igualmente explosivo: a do DNIT (ainda não instalada) e a das ONGs, em andamento.
Esse o pano de fundo da crise do Senado, em que há um recado implícito à oposição: não avance muito nas investigações e denúncias que o bloco de Lula está a postos, à espera da voz de comando de seu líder. Os tais movimentos sociais. A oposição os teme, pois sabe que dispõem de forte logística, considerável know how em agitação pública e financiamento para o que for necessário.
Foi em função deles que a oposição, no mesmo ano de 2006, pediu à mesma OAB, que não propusesse o impeachment. Além de considerá-lo desnecessário, pois julgava que Lula iria “sangrar em público” - e, nas palavras do já falecido senador Antonio Carlos Magalhães, “até um poste o derrotaria” -, provocaria a ação desestabilizadora dos movimentos sociais.
Lula dispõe desse capital (tão sólido que lhe permite extravagâncias como a de abraçar e elogiar Collor) e já deixou claro que não hesitará em usá-lo se julgar necessário. Por enquanto, há ainda muita gordura a queimar. Está buscando o enfrentamento na própria mídia. Acabou de estrear coluna semanal em jornais do interior, estreará blog na internet e continua usando rádio e televisão com um apetite que seus predecessores não exibiram.