terça-feira, 5 de maio de 2009

Estratagema de Lula, Piedad e Outros Conspiradores na Libertação do Cabo Moncayo

por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido
Em contraste com as fortes declarações do Presidente Uribe no sábado passado em Facatativá depois referendadas na Espanha, segundo as quais a Cruz Vermelha e a Igreja Católica estão autorizadas apenas a contatar os terroristas em prol da libertação do cabo Moncayo e os demais seqüestrados, a senadora Piedad Córdoba viajou ao Brasil, - sem que esteja claro quem financia suas tantas viagens ao exterior - pelo que se comenta, para coordenar com o governo brasileiro a logística da montagem pró-fariana.
A atitude desafiante da senadora liberal [1] é uma resposta calculada à determinação do mandatário colombiano, que citou no referido Conselho Comunal que, como ela está vinculada à FARC-política, o povo colombiano não quer festividades midiáticas em favor dos terroristas.
Além disso, a arrogante conduta de Piedad Córdoba coincide com as destemperadas e mal-intencionadas declarações do presidente Lula que, sem esconder sua simpatia pelas FARC, questiona por que não poderiam chegar ao poder pela via eleitoral?
Do mesmo modo que Chávez, Ortega e Correa, Lula “esquece” que as FARC são terroristas, seqüestradoras, genocidas, narcotraficantes, extorsionistas, etc.; porém, isso sim, as considera como uma força política rebelde, ao tempo em que, sem deixar de apoiar o bando delitivo em tudo, se faz de desentendido e afirma que sua intervenção dependerá da autorização do governo colombiano. Dupla moral em toda sua extensão! Típico comportamento de um marxista-leninista convicto!
A informação contida nos computadores de Raúl Reyes é muito comprometedora para esclarecer as verdadeiras intenções do governo brasileiro de Lula. Por exemplo, enquanto os linguarudos presidentes do Equador e da Venezuela tinham um de seus ministros de gabinete em tratos permanentes com as FARC, Lula tinha cinco deles e seu Secretário Geral, inclusive Marco Aurélio Garcia, que atua como o anfitrião de Piedad Córdoba neste périplo.
E vejam que coincidência: nos computadores de Reyes aparece escrito muitas vezes o nome do comunista Marco Aurélio Garcia como a conexão ideal como mensageiro entre as FARC e Lula, como o elo da cadeia de argúcias contra a Colômbia tecidas pela ala radical do PT, pelos comunistas brasileiros e pelo próprio Lula da Silva a quem grudaram a doença de Ernesto Samper, para dizer que “tudo foi feito pelas suas costas”... Esta é a prova inequívoca de que nesta “libertação unilateral” há um enorme gato preso. Tão grande quanto o elefante que grudaram em Samper.
As FARC e seu grupelho de proselitistas montaram outro episódio da comédia com a qual pretendiam pôr o governo Uribe contra as cordas durante a recente Cúpula das Américas; porém, como já se disse, a reluzente estrela midiática do presidente Barack Obama ofuscou o pretendido espetáculo.
Não obstante, a diplomacia das FARC continua com o desenvolvimento do Plano Estratégico enquanto a Chancelaria colombiana, os embaixadores e os cônsules continuam adormecidos sobre os lauréis da inaptidão e indiferença. O dardo que Piedad Córdoba soltou acerca da participação de alguns congressistas americanos na liberação de Moncayo, somada à existência de um território neutro dentro do Brasil, não é nada feito às pressas nem gratuito. É o resultado do trabalho diplomático de respaldo do governo Lula às FARC e ao lobby que o mandatário brasileiro fez dentro da bancada democrata norte-americana, com o objetivo de que se retirem das FARC o rótulo de terroristas e que, como ele mesmo diz, possam chegar ao palácio do governo na Colômbia para integrá-las a seu plano geopolítico de converter toda a América Latina em uma vassalagem à ditadura cubana e um retrocesso similar ao vergonhoso estado de miséria, atraso e ignomínia a que o sátrapa Fidel Castro converteu a ilha caribenha durante meio século, com o conto chinês de que tinha dignidade frente aos Estados Unidos.
Nessa ordem de idéias, não são gratuitas as condições desrespeitosas que Hillary Clinton, Nancy Pelosi e a bancada democrata imprimem ao TLC com a Colômbia. O argumento dos sindicalistas mortos é o produto da propaganda fariana e da dupla moral dos que dentro da Colômbia e nos acampamentos das FARC falam bestialidades contra o “império norte-americano”, e depois vão aos Estados Unidos com cara de cordeiro resmungão para buscar a queda do governo de Álvaro Uribe.
Porém, - que curioso! - ninguém faz cair a ficha à caprichosa Secretária de Estado e ao séquito de democratas gringos anti-uribistas, que a forma de evitar as lamentáveis mortes de sindicalistas deve começar pela autodepuração dos sindicatos, que devem impedir que lhes ocorram casos como o da FENSUAGRO no qual os terroristas pertencentes ao Movimento Bolivariano e ao Partido Comunista Clandestino se infiltram entre eles e, portanto, se convertem em objetivo visível dos grupos de justiça privada, nascidos como conseqüência dos constantes abusos e atrocidades das FARC contra a população civil inerme.
Nos computadores de Raúl Reyes se encontraram sólidas provas das trapaças montadas por um acadêmico americano esquerdista em conchavo com alguns senadores democratas, e inclusive a existência de um projeto para conseguir que os terroristas libertassem os três norte-americanos seqüestrados, em troca de um favor político grande que seria o status de beligerância.
Nenhuma destas realidades deve causar estranheza. A frente internacional das FARC conta com o apoio de vários governos hemisféricos inclinados ao terrorismo. Há em andamento um complô contra a Colômbia, do qual os gestores do Foro de São Paulo não se arrependeram. E, além disso, as FARC tampouco renunciaram aos objetivos do seu Plano Estratégico.
Com o indício da libertação do cabo Moncayo e a entrega dos restos do major Julián Guevara, os terroristas e seus identificados cúmplices brincam com a dor humana, com a debilidade sentimental da opinião pública e com o futuro do país, pois continuam empenhados na imposição de um governo de transição para o Socialismo do Século XXI, do qual, como consta nos documentos eletrônicos de Raúl Reyes, as FARC e Hugo Chávez têm candidata própria, e agora de forma descarada se uniu a eles Lula da Silva.
Eis aqui outro beliscão na Chancelaria. É hora de os cônsules e embaixadores preguiçosos se mexerem. Que movam os fios que não moveram, para que a comunidade internacional pressione os terroristas das FARC para que cumpram o mandato do povo colombiano proclamado até a saciedade em 04 de fevereiro de 2008.
É também um chamado aos juízes e magistrados encarregados dos aberrantes casos das FARC-política, para que cessem o enfrentamento calculado contra o presidente Uribe e se dediquem a julgar e pôr atrás das grades aos que, além de estar conspirando com os terroristas e os governos marxistas, chamam as FARC com o qualificativo de “insurgentes”, e aos seqüestrados, de “prisioneiros de guerra” ou “presos políticos”.
O ético, o lógico e o que quer o povo colombiano, é que não haja nem mais seqüestros, nem mais FARC, nem governos com mentalidade arcaica na Colômbia. Quase seis décadas de terrorismo comunista têm aborrecido a todas as gerações de colombianos presentes. Só as FARC e seus paquidérmicos co-partidários e correligionários, continuam convencidos de que o comunismo tem vigência, que os terroristas representam os menos favorecidos, que a origem do conflito são as desigualdades sociais e não a ambiciosa estratégia do partido comunista para implantar uma ditadura similar à cubana, e que o problema do país é o presidente Uribe.
Nesse sentido, são cegos ante a realidade atual e ante a história. Enquanto milhões de pessoas odeiam e exteriorizam esse repúdio contra as FARC e seus comparsas, estes idiotas funcionais conspiradores procedem como os fundamentalistas talibãs, que se crêem guerreiros enviados do além e a solução para a miséria que, entre outras coisas, eles mesmos edificaram em parte com a violência irracional.
A Colômbia necessita do cabo Moncayo, do general Mendieta e de todos os demais seqüestrados livres, inclusive os que estão em cativeiro por razões extorsivas. Não necessita nem de palhaçadas nem de jogadas sujas por baixo da mesa dos confabuladores com as FARC. Não mais protagonismo midiático dos autodenominados Colombianos pela Paz. E não mais artimanhas enganosas para confundir os familiares dos seqüestrados ou ao povo colombiano em geral.
O acompanhamento internacional que a Colômbia requer, e isso quem tem a obrigação de consegui-lo é a Chancelaria e os corpos diplomáticos acreditados no exterior, é a luta frontal e associada de todos os países do hemisfério contra o terrorismo, somada ao investimento social nas zonas onde o terrorismo comunista tem impedido o acesso às facilidades do mundo moderno, graças à incompetência e falta de visão estratégica dos sucessivos governantes colombianos.
A Colômbia não necessita de senadores democratas gringos que venham legitimar os terroristas. Necessita que esses senadores deixem de lado o ânimo vingativo anti-Bush, contra o único aliado leal que os Estados Unidos têm na região, e em conseqüência aprovem o TLC; que não ameacem a conta-gotas o Plano Colômbia como se fossem migalhas de uma esmola necessária para eles. Além disso, que entendam e atuem em conseqüência contra o narcoterrorismo, pois se Lula não é sincero com Uribe, tampouco o será com Obama nem com ninguém. Ao fim e ao cabo Lula é um comunista formado na escola do utilitarismo marxista, e isso é o que sabe fazer.
É hora de a modorrenta diplomacia colombiana reagir e dar a entender ao mundo inteiro que as FARC encarnam o narcotráfico e o terrorismo, que o hemisfério americano está em grave risco de estabilidade e desenvolvimento, mesmo que Lula diga da boca para fora que está longe dos parâmetros da Guerra Fria. Ele e seus arcaicos seguidores marxistas-leninistas veneram o ditador Fidel Castro, projetam a expropriação da terra e demais recursos para transformá-los em uns estados parasitários, burocráticos e afastados do trem da história, que pretendem estatizar a economia, etc., etc. E daí, que tudo isso é nefasto para o mundo globalizado atual.
Ao pão, pão e ao vinho, vinho...
Cel Luis Alberto Villamarín Pulido
é analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.co.nr
[1] N. do E: O termo aqui significa “esquerdista”, como acontece nos EUA.
Fonte: El Tiempo
Tradução: Graça Salgueiro
Publicado em Mídia Sem Máscara
citado em Brasil Acima de Tudo
COMENTO: é o ponto de vista de um colombiano sobre as atitudes do presidente brasileiro. Uma mostra do que nossa "política externa" está fazendo em prol da imagem brasileira ante nossos vizinhos que não professam a ideologia idiota dos irmãos Castro.
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