segunda-feira, 6 de abril de 2009

Raposas no Galinheiro

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por Arlindo Montenegro
Em 90 dias deste ano, somente em “gastos sigilosos”, foram torrados R$ 5.000.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil Reais) nos cartões corporativos da Presidência da República. Os 180 cargos de diretoria no Senado, outros tantos no Palácio, as passagens aéreas, os hotéis 5 estrelas, as diárias, o sumiço das verbas destinadas aos flagelados pelos temporais em Sta. Catarina, nada disso parece espantar mais ninguém.
Os brasileiros estão grudados nas mensagens otimistas e coloridas do “Brasil, um pais de todos!”, na propaganda sobre os avanços na educação, nos jovens personagens recrutas do exército fazendo rappel de cabeça pra baixo em defesa da pátria e clipes de propaganda que custaram R$ 1.000.000.000,00 (Um bilhão de Reais) no ano passado.
Para este ano a verba da propaganda já está garantida e dobrada. É maior que a dotação de alguns ministérios. Nos últimos 30 dias, os veículos de propaganda nos encheram as vistas com denúncias de valores envolvendo empresas e empresários, políticos e caixa dois de partidos, contas secretas nos paraísos fiscais e nadinha espanta mais.
Os mesmos respeitáveis bancos, doleiros e advogados, escondem a sangria, lavam o dinheiro do tráfico internacional de armas e drogas e defendem sigilosamente as contas particulares dos maiores ladrões internacionais, governantes e políticos de republiquetas coloniais.
A galinha dos ovos de ouro é incansável! Resiste às raposas no galinheiro e guarda em seu ventre riquezas imensuráveis. Como as que descansam no ventre das terras da Raposa Serra do Sol que, na fala do comunista Aldo Rebelo, aliado do governo entreguista ingressa para “um futuro de sombras e incertezas quanto à unidade do Estado e da Nação”.
O Deputado disse mais: "O STF abre um precedente para que seja implantado no Brasil um Estado multinacional, pois confere a tribos indígenas que fazem parte do povo brasileiro o esdrúxulo status de minorias apartadas do todo nacional" e as "19 salvaguardas que o STF estabeleceu para a execução plena de sua sentença são, (...) como legalizar uma situação ilícita...”
Os arrozeiros ocupavam 5% da área agora reservada exclusivamente para a segregação dos índios. Muitas vozes nativas já estão prevendo violência. O Deputado Rebelo afirma que o “Congresso Nacional tem o dever de reparar este erro calamitoso do Executivo e do Judiciário. O respeito aos direitos dos indígenas não pode implicar o esbulho dos não índios que há muito tempo fincaram a Bandeira do Brasil naquela região
Os conflitos anunciados ganham força na voz dos Taxauas, organizados na Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima. Dez comunidades concordam que desejam manter a paz, mas com a condição da retirada de todos os não índios, incluindo padres, ONGs, Polícia Federal, Força Nacional e estrangeiros.
A posição dos índios na expressão de Silvio da Silva, presidente da Sociedade... é: “Se a determinação foi pela saída dos não-índios, não serão apenas os trabalhadores brasileiros que serão obrigados a sair, mas todos aqueles que não são índios, principalmente os padres e as ONGs. Do contrário, vai ter guerra. Vamos lutar para a retiradas de todos eles, deixando só quem é índio de fato.
“Não vai ficar nenhum padre, freira ou qualquer estrangeiro. E ai de quem tentar nos impedir. Nossa guerra é contra as ONGs e não contra nossos irmãos índios. Mas se quiserem guerra, guerra eles terão”. Também dispensam a interferência da Funai, do Incra e do Ibama ou qualquer autarquia federal.
No entendimento de Silvio da Silva, o coordenador do CIR, Dionito José de Souza, está agindo como ‘governador’ de Raposa Serra do Sol. E completa: “Não há nenhuma determinação para que o CIR domine a Raposa. Nenhum deles possui caráter de autoridade e de jeito nenhum podem agir como se fossem os únicos donos da terra”.
“O CIR só trabalha com mentira. Não aceitamos trabalhar junto a eles, pois são falsos. Lutaram contra os arrozeiros, mas são costumados a comer mingau de arroz e outros produtos feitos pelos próprios trabalhadores que eles ajudaram a expulsar”.
A documentação sobre o entreguismo é farta. Sugiro a leitura da página Imortais Guerreiros - Amazônia, a mais completa reunião de textos, documentos, vídeos e comentários sobre este e outros assuntos de real interesse. Uma página entre as poucas que buscam a verdade, sem poeira nos olhos.
No mais, quem se importa? É melhor acreditar nas mentiras porque as verdades são muito dolorosas. Vivemos no limiar da Republica Socialista. Imaginem quando ela for declarada legal pelos Ministros do STF! As raposas já tomaram o galinheiro.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte: Alerta Total
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