quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cortes Obrigam Defesa a Dispensar 50% dos Recrutas

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Numa atmosfera de crise, quem semeia verbas colhe frustrações. Foi mais ou menos o que aconteceu com o Orçamento da União de 2009.
O governo enviou a peça ao Congresso no ano passado, numa fase pré-crise. Depois que as finanças globais derreteram, foram feitos ajustes aqui e ali.
Nada compatível, porém, com o tamanho da encrenca que se avinzinhava.
Resultado: o ministério do Planejamento viu-se compelido a promover cortes. Comuns no começo de cada ano, eles foram maiores neste 2009.
Escalaram os R$ 25,4 bilhões. Mais do que os R$ 21,6 bilhões esboçados há dez dias. Produziu-se na Esplanada uma carnificina.
Os ministros estão atordoados. Na pasta da Defesa, o corte foi de 28,4%. Foi um dos menores cortes.
Ainda assim, os efeitos são devastadores. Ouça-se o que diz o ministro Nelson Jobim: O orçamento da Defesa, que seria de R$ 9,6 bilhões, deverá baixar para R$ 6,8 bilhões...” “...Por conta disso, estamos reduzindo a incorporação dos nossos recrutas de 80 mil para 40 mil este ano.
Num instante em que tenta pôr de pé um ambicioso plano de defesa, o governo não tem dinheiro nem para alimentar, uniformizar e remunerar novos recrutas.
A crise deu aos braços fardados do governo uma deplorável aparência de 'Fracas Armadas'.
Ou a situação melhora ou logo, logo as “forças” serão chamadas de ‘Ex-ército’, ‘Mãerinha’ e ‘Jáeronáutica’.

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