terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Garibaldi Vai Colocar em Votação MP da Remuneração das Forças Armadas

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O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, vai colocar em votação, na próxima sessão conjunta do Congresso Nacional, a Medida Provisória (MP) 2215/01, que trata da remuneração das Forças Armadas. A afirmação foi feita quando presidia sessão solene destinada a comemorar o Dia do Marinheiro, data celebrada oficialmente em 13 de dezembro.
O apelo para que Garibaldi colocasse a MP em votação partiu do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), ao lembrar, em pronunciamento, que a matéria aguarda análise há oito anos.
- Já pedi para localizar e trazer a medida provisória e vou procurar colocá-la em pauta na próxima reunião conjunta, para atender a esse pedido - respondeu Garibaldi.
Em pronunciamento da tribuna, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) lembrou que foi o relator da MP.
- Esta matéria é muito importante para a vida dos militares, para dar dignidade àqueles que escolheram esta carreira por vocação - ressaltou o senador por São Paulo.
A tramitação da MP 2215/01 está de acordo com o artigo 2º da Emenda Constitucional nº 32, de 11 de setembro de 2001 - "As medidas provisórias editadas em data anterior à da publicação desta emenda continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue explicitamente ou até deliberação definitiva do Congresso Nacional".
Vários parlamentares fizeram pronunciamento para enaltecer a importância das Forças Armadas e principalmente da Marinha Brasileira na defesa da fronteira do país, bem como para lembrar o importante papel desempenhado pela instituição em diversos outros setores e programas, em ações cívico-sociais e de assistência hospitalar em localidades de difícil acesso por terra.
Valéria Castanho / Agência Senado
Fonte: Agência Senado
COMENTO: Na hora do discurso tudo é muito bonito. Todos esses cretinos falam que os militares são essenciais, que o País precisa deles, e todas as baboseiras a que já estamos acostumados a ouvir. Na hora da decisão, isto é, quando forem discutir "pra valer" é que poderemos ver quem realmente importa-se com os militares. Pode ser que ainda possam ser recuperados os prejuízos que os militares sofreram com a Medida Provisória mal "negociada" com as autoridades econômicas, que impuseram sua vontade sem que os representantes militares retrucassem à altura, aceitando algumas vantagens para os "mais antigos" em detrimento do restante dos profissionais com a velha explicação de que "não é o que queríamos mas foi o melhor que conseguimos".
Esperemos que as "assessorias parlamentares" das três forças não joguem contra a tropa, como costumam fazer, convencendo os parlamentares a não alterarem o que está em vigor com argumentos traiçoeiros como "vai quebrar o país", "vai causar problemas na hierarquia e na disciplina", ou "vai haver desestímulo por cursos", etc.

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