quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Às Minhas Amigas, na "Virada do Ano": "Uma Questão de Calcinhas"

(*) Marli Gonçalves
O que a cor de uma calcinha pode mudar?
O mundo, de uma hora para outra. Aceita sugestões?
Calcinha amarelo-ouro, dinheiro. Vermelha, paixão. Rosa, amor. Branca, paz. Verde, para conter o desmatamento da Amazônia. Azul, para o controle do aquecimento global e o derretimento das geleiras. Laranja, para não pegar gripe o ano inteiro. Lilás, para o equilíbrio das forças mentais e espirituais. Roxa, para que a Lei Maria da Penha seja aplicada com mais rigor e rapidez neste país. Dourada, para ter mais glamour na vida social. Prateada, para atrair bons negócios ou grisalhos dispostos, o que também é bom. Marrom, para não ter medo do futuro. E preta, bem, a preta, sei lá, para combinar com o sapato. Ou em protesto. Nunca falta contra o que protestar.
Sempre soube, acompanhei e admirei a importância das mulheres e das calcinhas na história do mundo, principalmente do poder que emana daquilo que as calcinhas cobrem, ocultam ou protegem. Não duvido que tenha a ver, a cor das calcinhas, a passagem do ano, e o que queremos dele. Mulheres são bruxas cheias de magia. Calcinhas podem ser objetos poderosíssimos, verdadeiros talismãs. Quando vestidas, quando despidas, quando vislumbradas, entre luzes e sombras.
Todo ano é a mesma coisa. Além de tantas coisas para fazer, arrumar, balanços, de vida e de dívidas, pensar, desejar, projetar, dar, dividir, confraternizar, ainda é preciso decidir: que cor de calcinha usar na passagem do Ano? Ou melhor, qual o pedido que tenho para fazer? E para quem é esse pedido? Um santo especial das calcinhas? Um orixá tarado? Santo Wando? Pior, tem de ser calcinha nova, em folha.
Quem inventou isso? Quem foi o gênio?
Essa dúvida cruel já me levou há alguns anos a passar sem nada, nadinha. Recordo-me que foi muito bom e que aquele ano seguinte passou leve, com algumas coisas boas. Mas era uma situação específica e, admito, estava numa praia de nudismo do Nordeste. Minha avó paterna era índia e é nessa hora de verão, de calor, que vejo que não nego meu sangue - detesto usar muita roupa e andaria nua sem problemas e, juro, da forma mais natural possível, se é que isso um dia o será.
Desde muito garota, sem qualquer influência direta, sou fascinada pelas vedetes, pelas pin-ups, pelas estrelas de cinema, as divas nuas e suas biografias exóticas e eróticas. Uma das minhas ídolas, assassinada cruelmente aos 50 anos de vida, é a bailarina, naturista e uma das primeiras feministas brasileiras, Luz del Fuego, linda, cabelos compridos, baixinha mignon, que se apresentava semi-nua com uma ou às vezes duas jibóias enroladas no corpo. Luz Del Fuego escandalizou toda uma época, sem calcinhas. "Um nudista é uma pessoa que acredita que a indumentária não é necessária à moralidade do corpo humano. Não concebe que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder", dizia. Fundou até um partido político, o Partido Naturalista Brasileiro. O máximo! Luz Del Fuego abalou o Rio de Janeiro; e mostrou, principalmente ao Brasil, que muitas Leilas Diniz ainda nasceriam, ainda bem.
Outra vez que me recordo e que adorei ter sido do contra - foi quando saí vestida toda de negro no mar branco das multidões ferventes e esperançosas das areias da praia de Copacabana, em plena passagem de ano. Sinceramente, acho um saco essa obrigação de usar branco, e essa quase obrigação que todo mundo se impõe, de se arrastar para fora das cidades. Tudo bem que o ano que vem será regido pelo Boi, mas espero que as pessoas não confundam com andar em manadas, até perigoso se começa.
Mas falávamos de calcinhas! O calendário vai girar e é preciso mesmo decidir a cor da calcinha da virada. Que frase bonita: a cor da calcinha da virada! Quem dera haja uma virada, hein? Você quer amor ou paixão? Tranqüilidade, rotina ou aqueles tremores irresistíveis? Sugestão: há uma variação na aquarela, do rosa claro ao vermelho, passando pelo matiz do rosa-choque. Ótimo: rosa choque. Você usa e lhe aparecerá em 2009 uma paixão constante, um amor que não acabará nunca e junto de um desejo daqueles, de calor, de querer, só de chegar perto, de ouvir a voz. Esse é o melhor amor que tem. Pode durar dezenas de anos, uma vida, onde quer que esteja.
Quer paz, inclusive no Oriente Médio? Use a branquinha. Pode ser aquela branquinha com estampas de flores vermelhas, em homenagem ao sangue de tantos mortos dessas guerras absurdas, de todos os lados, que irrompem tenebrosas antes dos fogos de artifício que esperamos tanto.
Mais uma sugestão, última moda, que vou lançar agora e espero que pegue, até porque andam inventando um tal de Fundo Soberano, e temo que seja o nosso: para quem deseja dinheiro, que tal a calcinha amarela, com detalhes em dourado, com uma nota de dólar ou euro presa com um lacinho? Alguns homens não usam, nas cuecas, para embarques e desembarques em aeroportos? Um luxo, igual nhoque da sorte dos dias 29 de cada mês. Calcinha é mais quente; irradia melhor. E dá para repetir, digamos, todo dia primeiro do mês. Quem sabe se a gente se concentrar bem, não dá certo? Enfim, outra ideia, na falta de conseguir decidir, seria usar logo uma calcinha arco-íris. Tudo bem, você corre o risco de atrair pessoas do mesmo sexo junto com tudo o que cada cor significa, mas, e daí? Sempre há tempo para experimentos nestes próximos 365 dias, sei lá.
São muitos dias pela frente para enfrentar, para torcer, para vencer. Nas manhãs, de todos eles, antes de sair, no mínimo você vai pensar em que calcinha, que cueca, que meia, que cor, que tecido, que charme. Tomara que você tenha tempo e leveza para isso. Se tiver é que estará dando tudo certo em 2009.
(*) Marli Gonçalves, jornalista, cheia de desejos e vontades. Sem pó de pirlimpimpim.
Tem uma caixinha de Pandora, de bondades.
Mas também tem arco, flecha, tacape e pintura de guerra para quem mexe com sua tribo.
Fonte: Ucho.Info


D'Elia Recebe 1 Milhão de Dólares de Cuba Para Financiar Cúpula Anti-Bush

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Quando chega o final do ano a gente fica mais reflexivo e, querendo ou não, automaticamente acaba fazendo um balanço do ano que passou. E 2008 está em seus estertores finais. Constato com uma melancolia quase depressiva que o saldo é bastante negativo, sobretudo aqui em nosso continente. As esquerdas avançaram formidavelmente; o Foro de São Paulo se fortaleceu com a vitória de mais um presidente (Lugo) e com a criação de sua sucursal, a UNASUL; Cuba está em seu apogeu ditatorial novamente e Chávez criou fôlego para ousar acabar de vez com a democracia na Venezuela, ao desconhecer a vontade popular que já lhe disse um sonoro NÃO e quer vê-lo – se possível – atrás das grades. Deus permita que aquele bravo e corajoso povo tenha êxito!
As FARC sofreram um duro revés, com perdas bastante significativas. Entretanto, enquanto houver mentes doentes e perversas, como os auto-proclamados “intelectuais”, políticos comprometidos com a podridão comunista e uma mídia disposta a ajudá-los, tão cedo a Colômbia não se livrará deste câncer. Os Estados Unidos elegeram um farsante mau caráter; o vandalismo anárquico tomou conta das ruas de Atenas; os atentados terroristas ceifaram incontáveis vidas e a natureza mostrou sua revolta arrasando cidades e países com furacões, tempestades e inundações.
Mas o tema de hoje é, conforme prometi, a Argentina, que vive um de seus piores momentos de decadência, ruína, crimes de toda espécie, sobretudo promovidos pelo governo montonero do clã Kirchner. O que vocês vão ler trata de um escândalo ocorrido em 2005 que foi abafado, pela justiça de lá e pela mídia de cá, onde o ex-subsecretário de Habitação do governo Kirchner, o piquetero Luis D’Elia, admite em entrevista ter recebido um milhão de dólares de Fidel Castro para provocar baderna e agitação durante a visita do presidente Bush a Mar del Plata, durante o encontro de presidentes em novembro daquele ano. Vale a pena recordar que naquela ocasião o delinqüente Chávez, junto com a escória terrorista da Argentina, criou a “cúpula anti-Bush” onde fez um discurso de 3 horas sob os aplausos delirantes da bruxa comuna Hebe de Bonafini, “mãe da Praça de Maio”. Fica mais uma vez comprovado nessa entrevista que as chamadas “manifestações espontâneas” são meticulosamente programadas e, claro, pagas, porque ninguém é idiota de se expor de graça, muito menos comunista, que adora dinheiro. As fotos desta edição são bastante eloqüentes: uma mostra D’Elia com Mohsen Barbani, ex-Conselheiro Cultural da embaixada do Irã na Argentina e a outra, ele agredindo um jornalista com socos, delicadeza bem ao seu estilo marginal dos becos e ruelas do submundo. Comprova-se, assim, que dinheiros ilegais entram aos montões na Argentina, não só pelas malas de Chávez como também pelas do seu amo e mentor Fidel. E não acontece nada a esta escória, tal como aqui...
Foi, sem dúvida, um ano feio, violento, repleto de mentes pervertidas comandando o destino de tantas nações que é difícil olhar para trás e esboçar um sorriso de contentamento. Hoje é o último dia de um ano que vai sem deixar saudades, sem deixar uma marca positiva, uma lembrança amena. Que se vá, pois, e dê passagem ao novo e que Deus nos dê força, coragem, sabedoria e discernimento para continuarmos esta luta tão encarniçada e desigual.
E em 2009 o Notalatina trará algumas novidades interessantes, mais denúncias, mais vídeos inéditos, mais informações que a mídia chapa branca propositalmente não informa. Brindemos, pois, à vida, à dignidade, à honra, a Deus, por tudo o que Ele nos tem concedido gratuitamente e sem fazer contabilidade porque é pai, e um Pai extremamente generoso. Feliz Ano Novo para todos, que Deus nos abençoe e até a próxima.
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A revista argentina "Noticias" acusa o sindicalista argentino Luis D’Elia de haver recebido um milhão de dólares de Cuba para financiar a cúpula anti-Bush que se fez em Mar del Plata em 2005. O piquetero K admite que recebeu dinheiro para destruir Bush. “Sim, recebi um milhão de Cuba, mas não fiquei com nada”, diz D’Elia em entrevista a Franco Linder.
Luis D’Elia tem a mão esquerda enfaixada. Diz que se queimou com a chaleira enquanto tomava mate com os amigos. “Fui imprudente”, suspira, e acaricia a faixa em seu novo bunker de Pueurredón e Rivadavia, no bairro portenho do Once. Isto não é a única coisa que queima D’Elia por estas horas. Em sua última edição, Noticiaspublicou a antecipação do livro que o jornalista Gerardo Young escreveu sobre o piquetero oficial, intitulado Preto contra branco. Nele se conta como D’Elia havia burlado os controles de Ezeiza com uma bolsa de couro velha que continha um milhão de dólares. Segundo a investigação, era dinheiro do governo de Cuba para que o piquetero e ex-funcionário kirchnerista mobilizasse sua gente e outras organizações para a contra-cúpula de Mar del Plata de novembro de 2005. Lá, o venezuelano Hugo Chávez, o boliviano Evo Morales e Diego Maradona, entre outros, repudiaram a presença do presidente George Bush na cúpula oficial – também em Mar del Plata – e desaprovaram o projeto americano da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).
Quer dizer, D’Elia havia ingressado no país proveniente de Cuba, com uma bolsa de mão repleta de dinheiro sujo, e a bordo de um Air Jet de doze lugares, arrendado pelo governo da Venezuela, com o deputado kirchnerista Miguel Bonasso e vários militares cubanos como acompanhantes. As semelhanças com o Valisegate de Guido Antonini Wilson são notáveis, porém D’Elia teve mais sorte: ninguém detectou a milionária encomenda nos controles do aeroporto de Ezeiza. Do contrário, teriam lavrado-lhe uma ata por ingresso ilegal de divisas como ocorreu com Antonini.
A bolsa e seu conteúdo, segundo a investigação, terminaram debaixo da cama do piquetero e na ocasião subsecretário de Residência e Habitação Social, que nesta entrevista com “Noticias” assegura que não ficou com uma só nota, o que equivale, claro, a confirmar que o dinheiro existiu. Porém, não há comprovantes que demonstrem de que forma foi gasto ou se uma parte ficou nas mãos de alguém.
D’Elia alisa a mão enfaixada e mostra as fotos de sua viagem a Cuba. Havia chegado à Havana em 19 de outubro de 2005 junto com o deputado Bonasso, e em representação formal do governo Kirchner. “Aqui estou com Fidel, nesta outra com o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque e este é Silvio Rodríguez”.
Noticias: As fotos são daquela viagem que se menciona no livro de Young, quando lhe deram um milhão de dólares?
D’Elia: Do livro não vou falar; cada um tem o direito de escrever o que quer.
Noticias: O livro afirma que o governo de Cuba lhe deu US$ 1 milhão para financiar a cúpula contra Bush em Mar del Plata.
D’Elia: Sim, e daí? Porém não ficamos com nada. Tinha que levar 2.000 micros para Mar del Plata como nós fizemos!
Noticias: O dinheiro foi repartido só entre seus militantes da Federação de Terras e Habitações, ou havia ademais outras organizações sociais?
D’Elia: Levamos todas as organizações sociais! Todas!
Noticias: Então a [história] da bolsa de 1 milhão de dólares é correta.
D’Elia: (Sorri). Olha, não me façam falar... Do que se conta no livro, 95 por cento é correto. Foi assim.
Noticias: Qual é o 5 por cento errado?
D’Elia: Não vou falar do livro.
Noticias: O senhor se dá conta de que é um delito contrabandear 1 milhão de dólares de dinheiro negro por Ezeiza?
D’Elia: (Sobressaltado). Delito, eu? Cuidado com o que diz; você está se arriscando muito...
Noticias: É como o caso de Antonini. A Justiça argentina o acusou de contrabando e depois de lavagem de dinheiro.
D’Elia: E quem disse a você que passei o dinheiro por Ezeiza?
Noticias: Se não foi o senhor, quem foi?
D’Elia: (Misterioso). Pode ter sido algum diplomata quem passou o dinheiro...
Noticias: No avião só iam o senhor, Bonasso e os militares cubanos. Não se dá conta de que é um delito trazer 1 milhão de dólares de contrabando?
D’Elia: Não sei, não me consta.
Noticias: Por que Bonasso o acompanhou?
D’Elia: Ah! Pergunte isso a ele.
"Noticias” telefonou para o deputado Bonasso para conhecer sua versão, porém não houve resposta. Seus secretários se mostraram alterados pela revelação da história da bolsa milionária de D’Elia no número da semana passada. Na época da contra-cúpula marplatense, em novembro de 2005, esta revista havia interrogado o piquetero oficial por seu envolvimento na mobilização dos militantes kirchneristas. Naquela vez ele não quis revelar de onde saía o dinheiro para essa tarefa, porém reconheceu que alugar um micro rondava os 1.500 pesos. O cálculo indica que, se ele levou 2.000 micros como afirma, gastaram-se 3 milhões de pesos. Ou em dólares, segundo o valor de câmbio da época, 1 milhão, como o que ele trouxe desde Cuba. D’Elia ficou com uma parte do dinheiro negro? Ele jura que não. E a investigação de Young afirma: “Dirigentes de outras organizações sociais foram visitando a casa de D’Elia. Chegavam com o pedido e iam embora com 50.000, 100.000 dólares, em troca da simples promessa de micros, de multidões mobilizadas em Mar del Plata”.
Noticias: Por que o avião foi arrendado pelo governo venezuelano?
D’Elia: Não vou fazer comentários.
Noticias: No livro se afirma que o senhor levou o dinheiro para sua casa de La Matanza e que o escondeu debaixo de sua cama.
D’Elia: (Sorri). E como o autor do livro sabe disso? Ele mora em minha casa?
Noticias: O senhor desmente?
D’Elia: Não, não. Eu não desminto nem confirmo nada.
Noticias: Como que não confirma nada? Há pouco o senhor disse que 95 por cento do que foi publicado é verdade.
D’Elia: Basta. Já te ajudei muito. O piquetero sorri e se despede com um aperto de mão, como se acabasse de confessar uma simples travessura. A valise de Antonini foi o escândalo de corrupção mais ressonante da era K. A bolsa de couro de D’Elia pode se converter em uma digna segunda parte.
Comentários e Tradução: G. Salgueiro
Fonte: Notalatina
COMENTO: Como já escrevi por aqui, a Argentina de hoje é o Brasil de amanhã, e vice-versa. Como se nota, não há o menor pudor da comunistada quando são pegos praticando algum crime por saberem que sempre haverá "alguém" que os livrará do aperto, seja na fase processual policial ou no judiciario. Lá, como aqui, "tá tudo dominado"!!!!

Entrevista Extemporânea

# Cel Silvio Gama
Eu estava, sexta-feira passada, na sede da Academia Alagoana de Letras, durante o velório no qual pranteávamos o falecimento do confrade Ib Gato Falcão e, contava a um grupo de amigos que ele gostava de me chamar de general, em tom de brincadeira, pensando que a promoção me agradava.
Nesta ocasião, um jornalista que fazia a cobertura do velório dirigiu-se a mim e comentou:
– Professor, tenho acompanhado sua vida literária e nunca soube que o senhor pertence ao Exército. Aproveitando a oportunidade e porque o acho perfeitamente integrado á vida civil, desejo saber como o senhor vê a Revolução de 1964.
Pergunta inoportuna mas, se para ela eu não desse resposta, poderia, o meu silêncio, ser interpretado, como uma fuga para evitar uma opinião contrária. Resolvi encarar o curioso e respondi:
– Da Revolução eu acho que foi uma aventura apressada de uma camarilha que desejava entregar o nosso Brasil nos braços de uma ditadura comunista. Porém da Contra Revolução que ela ensejou, acho que foi uma atitude acertada do Exército, atendendo ao clamor popular.
– Mas a Contra Revolução instalou uma ditadura militar que permaneceu por mais de vinte anos. Ponderou ele.
– Chamam de ditadura um governo democrata que manteve a autonomia dos três poderes; Que manteve o processo eleitoral funcionando; Que respeitou os direitos individuais de todas as pessoas de bem; Que prendeu bandidos e delinqüentes que se escondiam atrás de um falso idealismo, onde o individualismo interesseiro predominava; Que mais trabalhou, comparando-se as suas atividades com as de todos os governos que o antecederam.
– Mais só uma pergunta, coronel – o meu modo decidido e firme com o qual eu dava as respostas, já estava fazendo com que ele colocasse os pontos nos is –, em sua opinião a Contra Revolução cometeu erros?
– Cometeu um só. O de não ter feito com o bando de assassinos, ladrões de bancos e de carga de caminhões, seqüestradores iguais aos que, hoje, atormentam à nossa população, o mesmo que Fidel Castro fez em Cuba – e que eles tanto aplaudem –: eliminação sumária. Só assim estaríamos livres dessa horda de ladrões que, comprando a democracia situaram-se no poder; saqueia o erário público; se auto premiam com indenizações bilionárias por prejuízos morais inexistentes; incentivam o enriquecimento ilícito e, o que é pior, estão, pelo mau exemplo, promovem o esfacelamento da ética e da moral na sociedade.

# Cel Silvio Gama é Aspirante de Artilharia, da Turma TUIUTI - 08 Jan 44,
da antiga Escola Militar do Realengo, hoje Cel Reformado,
renomado escritor, autor de vários livros, em prosa e poesia,
por isso que prestigiado membro da Academia Alagoana de Letras

Fonte: Blog do Cel Lício
COMENTO: Já sofri críticas de alguns amigos por expressar que o grande erro dos contra-revolucionários de 64 foi não terem instaurado um "paredón" pois isso nos pouparia de muitos dos males que ora sofremos. Alegam que se isso tivesse ocorrido, sempre haveria quem reclamasse que as Forças Armadas Brasileiras haviam se igualado aos stalinistas e/ou seguidores da revolução de Mao. Ainda creio que teria valido a pena!

Governo Investiga Falsos Desaparecidos no Chile

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Quatro pessoas consideradas vítimas da ditadura de Pinochet geram constrangimento e chocam o país
É uma situação constrangedora para os defensores dos direitos humanos e para o próprio governo de centro-esquerda do Chile: a Justiça, a pedido do governo, deverá abrir investigação sobre a existência de quatro falsos desaparecidos durante a ditadura militar (1973-1990). Em alguns dos casos, os familiares dos falsos desaparecidos receberam indenizações do governo durante anos.
– Determinei a todas as autoridades responsáveis que concluam a revisão dos casos. Não se podem confundir as coisas. A violação dos direitos humanos é uma vergonha nacional, e não vamos permitir que seja posta em dúvida – disse a presidente Michelle Bachelet.
Michelle recordou que ela mesma foi torturada em um centro de detenção clandestino em 1974, depois da morte do seu pai, o militar Alberto Bachelet, detido após o golpe liderado pelo general Augusto Pinochet, no ano anterior.
Preocupada com a situação e com as conseqüências que ela pode gerar, a presidente pediu “grandeza” às pessoas para não tentar tirar proveito político do “sofrimento de muitas famílias que ainda esperam por verdade e justiça”.
O subsecretário do Interior, Patricio Rosende, disse que “as investigações devem ocorrer até as últimas conseqüências, mas – em discurso alinhado ao da presidente – sem que se esqueça que o mais grave é a existência de 1.180 desaparecidos.
Entidades de defesa dos direitos humanos se manifestaram favoráveis às investigações, sempre ressalvando que elas não podem respingar nos dramas humanos resultantes da ditadura chilena. Durante a ditadura militar, cerca de 3 mil chilenos foram mortos ou desapareceram. Outras 50 mil pessoas foram torturadas no país.
Fonte: Zero Hora - 30 Dez 08

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

As Mentiras e a Crueldade de Cuba

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por Lilian Zieger*
Lendo ZH (hábito diário em minha vida há vários anos), deparei com a reportagem sobre Cuba (28/12/08) e não me contive: comecei a reviver o que vi e ouvi em Cuba. Estive naquele país há cerca de nove anos. Foram 30 dias que mudaram minha concepção de mundo e de vida! Ao ler que existem políticos brasileiros que defendem o regime cubano e, ainda, falam em “certo exemplo de democracia”, me pergunto: estiveram em Cuba? Conhecem o que existe lá? Onde está o discernimento dessas pessoas? Dizem que Cuba tem boa educação: mais de 99% de alfabetizados?
Apenas quero relatar um fato ocorrido comigo. Fiz amizade com uma professora cubana, quando lá estive. Levei-a até uma livraria, pois desejava lhe dar de presente um livro. Na frente da livraria, ela me falou que não podia entrar, pois os cubanos eram proibidos! Por quê? Os livros que podiam e deveriam ler recebiam do governo! – respondeu-me ela. Isso mesmo: o que poderiam ler lhes era ofertado e o restante, proibido! Como resultado, ela não aceitou o livro por medo. Isso é ser alfabetizado? O pior analfabetismo é o das idéias! O que aprendem a ler os cubanos? Apenas o que lhes é permitido! O que escrevem? O que lhes é permitido! Se alguém escrever algo contra o regime, vai preso! Depois querem me dizer que a educação cubana é exemplo. De quê? De absoluta falta de liberdade, de crueldade, de domínio intelectual, de disseminação do medo! Essa alfabetização é a mais perigosa de todas: a que domina as mentes e as tinge de medo (ou o melhor seria dizer: pânico). E tem pessoas que dizem ser isso exemplo para algum país? A ditadura vivida pelo povo cubano é absolutamente cruel.
E a saúde? Estive em Cuba para tratamento médico de meus filhos. Pergunto: se os cubanos têm o tratamento e a cura de algumas doenças, por que não ensinam ao mundo? A cura de doenças deveria ser de direito de todos os cidadãos planetários. Mas não! Eles escondem o tratamento para alguns poucos que tenham os dólares para o tratamento. Isso é exemplo de avanço na saúde? Isso é a mais cruel das atitudes humanas! Ainda há brasileiros que dizem ser a medicina cubana exemplo? Exemplo de uso da medicina para chamar estrangeiros que paguem fortunas por tratamentos que só existem lá, pois, supostamente, somente eles conhecem esses tratamentos.
Que medicina é essa que esconde as descobertas para aplicá-las apenas a quem tem o dinheiro (e que é muitíssimo) que a pague? Bem fazem os médicos brasileiros que condenam tal situação. Eu os aplaudo pela atitude corajosa de criticarem. (O que alguns políticos não conseguem fazer.) Um deputado diz na reportagem que Cuba ainda pode ser exemplo, pois elege representantes de bairro. Nossa! Eleger num país com partido único e que onde alguém que fale contra o regime cubano vai preso é liberdade? Elegem sim, sem antes não deixar de colocar uma mordaça (nos olhos, na boca e na consciência!). Elegem pessoas que são proibidas de falar qualquer coisa que seja contra o governo ditatorial de Fidel! Isso é exemplo de democracia?
O que vi em Cuba é um povo com medo. Medo de falar, de agir e de pensar... Talvez essa seja a maior crueldade de que falo. Tudo é absolutamente controlado pela censura! O medo que penetra nas pessoas que têm consciência – e que não têm nenhum interesse em falar de Cuba o que ela não é – é imenso. Sente-se na alma como se alguém pudesse entrar em nossa mente e ver o que se passa nela. Liberdade? Essa palavra é proibida em Cuba e não deve estar, com certeza, na cartilha de alfabetização do povo cubano. Eu amo o meu país, com todas as suas desigualdades e suas próprias crueldades. Sou leitora assídua e vejo com os olhos da consciência o que corrói nosso povo e suas misérias. Sonho com um país melhor e mais justo, com certeza, mas... que seja distante das idéias da dita “igualdade cubana”.
O povo cubano é escravo (ou está escravo) de uma das piores ditaduras que já vi! Se o povo gostasse dessa situação, não se jogaria ao mar, sujeito aos tubarões e a tempestades, para fugir! Meu respeito aos cubanos que ainda têm forças para resistir. Eu mesma não sei se conseguiria!
*Pedagoga e Supervisora Educacional,
presidente da Associação Nacional de Supervisores Educacionais do Brasil
Fonte: Ternuma
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Medo Garante a Promoção de Lacerda do Inferno da ABIN para o Paraíso Lusitano

por Jorge Serrão
Quem sabe (demais) faz a hora de uma nova promoção. Não espera acontecer a simples exoneração. Os dois versinhos meio lusitanos descrevem bem o que aconteceu ontem com o delegado federal Paulo Fernando da Costa Lacerda. Após semanas de complicadas negociações políticas sobre seu destino, o policial (ligadíssimo ao chefão Lula da Silva) comprovou o quanto vale a pena ter informação privilegiada sobre os poderosos de plantão.
Um dos homens mais informados sobre os intestinos do governo da República Sindicalista, Paulo Lacerda foi afastado, definitivamente, do comando da Agência Brasileira de Inteligência. No entanto, acabou “caindo para cima” com a nomeação para o cargo de adido policial na embaixada do Brasil em Portugal. Sai do inferno da ABIN – onde sete diferentes grupos brigam por poder – para o paraíso da vidinha além-mar, ganhando um salário que pode chegar a R$ 70 mil, sem contar as mordomias diplomáticas de praxe.
O trunfo de Paulo Lacerda foi a informação de cocheira que ele detinha. Caso fosse jogado no ostracismo, amigos de Lacerda indicaram que poderiam vazar um escândalo, na mídia que comercializa a oposição. Viria à tona uma conversa gravada em que um grupo político pedia ao banqueiro Daniel Valente Dantas uma ajuda para a campanha presidencial de 2010. Agora, tal conversa vai sumir do mapa. Como um passe de mágica, será como se nunca tivesse acontecido. Afinal, arquivo bom é arquivo morto – ou bem silenciado pelas conveniências.
Lacerda foi diretor-geral da Polícia Federal de janeiro de 2003 a setembro de 2007. Depois exerceu o comando da ABIN, onde tomou posse no cargo de Diretor-Geral no dia 4 de outubro de 2007. O agente sempre foi uma pessoa muito próxima do chefão Lula – que até o último momento queria reconduzi-lo ao cargo. O chefão acabou voto vencido no Planalto. Viu que não tinha condições políticas de fazer sua vontade presidencial. Nem por isso Lula deixou o amigo Lacerda ficar na merda... Arranjou-lhe uma saída honrosa.
Lacerda foi afastado temporariamente do cargo pelo chefão Lula da Silva, no começo de setembro, quando a revista "Veja" divulgou reportagem sobre suposto grampo, feito pela ABIN, no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Gilmar Mendes rodou a baiana e cobrou providências imediatas de Lula. No meio da crise, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sugeriu o afastamento de Lacerda. Além do presidente do STF, surgiu a suspeita de que ministros e políticos do governo e da oposição também teriam sido grampeados.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, a quem a ABIN está subordinada, informou ontem que o secretário de Planejamento e Orçamento da instituição, Wilson Roberto Trezza, permanece no cargo de forma interina durante pelo menos um mês. Como a nomeação de um novo diretor-geral da ABIN depende de sabatina no Senado, o governo terá todo o recesso de janeiro para decidir a sucessão no órgão.

Ganhos
O novo salário do ex-diretor da ABIN ainda não foi calculado.
Será, no mínimo, semelhante ao de adido policial em Paris, de US$ 17.500 (aproximadamente R$ 42 mil).
A PF só não sabe informar se Lacerda acumulará o valor com a aposentadoria de delegado, em torno dos R$ 20 mil.

Solucionadores
A criação do cargo para Lacerda, em Portugal, foi articulada pelos ministros da Justiça, Tarso Genro, e do GSI, general Jorge Félix.
Os dois foram emissários de Lula junto ao delegado, argumentando que a nomeação preservaria sua biografia e seria interpretada como uma manifestação de que o presidente confia em sua inocência.
O decreto que exonera Lacerda da ABIN será publicado no Diário Oficial de hoje.
Também serão exonerados os assessores que já haviam sido afastados com ele, como o diretor-adjunto José Milton Campana e o delegado Renato da Porciúncula, ainda sem destino definido.

Importante missão
De acordo com o Ministério da Justiça, a principal atribuição de Lacerda em seu novo cargo será representar a PF junto às autoridades locais e à Interpol no combate ao tráfico de pessoas e aos crimes associados à imigração ilegal de brasileiros para o país europeu.
Até hoje, o Brasil só tinha adidos-policiais na França e em seis países com os quais faz fronteira: Argentina, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Suriname e Bolívia.
Lacerda será o primeiro delegado aposentado a assumir esse tipo de cargo, que inclui a nomeação de mais um delegado como adjunto.
O Ministério da Justiça pretende abrir outras duas “adidâncias” policiais, na Itália e nos Estados Unidos.

Polêmica escuta
Lacerda caiu em função do suposto grampo nos telefones de Gilmar Mendes.
Até agora, as investigações oficiais não encontraram qualquer indício de autoria ou de que tenha sido feita a escuta.
O documento final do inquérito preparado pelos delegados da PF Rômulo Berredo e William Morad só fica pronto em janeiro, depois de serem ouvidas mais de 120 pessoas, ao longo de três meses de investigação.
Lula aguardava o resultado do inquérito para decidir se reconduziria Paulo Lacerda ao comando da ABIN.

Arquivo morto
No dia 19, o GSI arquivou sindicância interna sobre a participação de agentes da ABIN na Operação Satiagraha.
O GSI concluiu que integrantes da agência não realizaram escutas telefônicas contra Gilmar.
Em Brasília, todo mundo sabe que foi uma empresa privada de segurança quem fez a tal escuta.

Perguntinha idiota
Será que o generoso DVD vai atender ao pedido que lhe foi feito, de ajudar na campanha presidencial de 2010?
Ouvidos bem atentos que atuam em Brasília e adjacências juram que a resposta é SIM!
Daniel Dantas sabe muito bem que toda a bronca contra ele logo se dissipa, e os negócios todos voltam ao normal, no melhor dos mundos possíveis e inimagináveis por quem não entende como funciona o poder no Brasil.
Fonte: Alerta Total

Surto de Nostalgia Acomete a Imprensa

por Janer Cristaldo
Lemos no Estadão de hoje (28/12) uma espécie de editorial disfarçado como notícia, sobre o regime de 64:
"A preocupação com os adversários do governo militar era tão intensa que a Divisão de Segurança e Informações do então Ministério da Educação e Cultura (MEC) publicou, em 1970, uma cartilha específica intitulada Como eles agem. O documento dá a avaliação do regime sobre como, supostamente, os grupos clandestinos procuravam se infiltrar nas áreas da educação, cultura, imprensa e religião para influenciar os brasileiros mais jovens com suas idéias."
"As organizações esquerdistas vêm tentando conquistar o apoio popular através da identificação dos seus fins com as necessidades e aspirações do povo, utilizando-se da propaganda sub-reptícia, através das letras e artes e, muitas vezes, de meios ilegais como os atos de terrorismo e sabotagem", avisa a introdução da cartilha.
O artigo, assinado por Marcelo de Moraes, tem um tom irônico, como que afirmando tal preocupação ser um grosso equívoco do regime. "Supostamente, os grupos clandestinos procuravam se infiltrar..." Supostamente, um catzo! Os marxistas sempre estiveram infiltrados na Igreja, a tal ponto que a Igreja deu cobertura a terroristas como Marighella. Dom Evaristo Arns manifestou apoio público ao ditador Fidel Castro. No Rio de Janeiro, o cardeal Eugenio Sales alugou 80 apartamentos para abrigar apparatchiks de toda a América Latina, que chegaram a acolher grupos de 150, simultaneamente. O total de militantes hospedados, entre 76 e 82, chegou a cinco mil pessoas.
E continuam infiltrados também nas escolas e universidades, preferentemente nas ditas Humanidades, onde os cursos de Letras, História, Filosofia e Sociologia eram escolas de catequese comunista. Eram e ainda são. Embora a imprensa tenha noticiado a Queda do Muro de Berlim, o desmoronamento da URSS e a definitiva desmoralização da doutrina comunista, ao que tudo indica a universidade brasileira ainda não tomou conhecimento disto.
A imprensa contemporânea segue os mesmos rumos. Embora os jornalistas, por obrigação profissional, tenham noticiado tais fatos, parece que já os esqueceram. O mesmo Estadão que ironiza as preocupações dos militares de há quatro décadas, conseguiu um milagre em sua edição deste domingo. Dedicou em seu suplemento “Aliás” oito páginas em memória à Revolução Cubana, sem usar em um só momento a palavra ditador. Pelo menos no que diz respeito a Fidel Castro. Nas oito páginas do suplemento, a palavra ditador é usada quatro vezes... para definir Fulgencio Batista. E mais uma quinta vez, para designar Gerardo Machado, político que subiu ao poder em 1933, antecedendo Batista.
A Folha de São Paulo, por sua vez, dedica oito artigos às bodas de ouro da Revolução em seu caderno "Mundo", e mais um outro na "Ilustrada". Menção nenhuma a ditador ou ditadura. Em um só texto fala-se em ex-ditador. Mas isso na linha fina, e não no corpo do artigo. Por que ex-ditador? O Coma Andante continua ditando em Cuba.
Durante décadas de ditadura, a imprensa brasileira e mesmo a internacional, sempre referiu-se a Castro como presidente. Com a Queda do Muro e o desmoronamento da União Soviética, cá e lá, alguns jornais passaram a chamá-lo de ditador. Até mesmo a Folha e o Estadão. A imprensa parece hoje ter tido uma recaída, uma espécie de surto de nostalgia, na comemoração do meio século de ditadura castrista.
Até mesmo jornais que se pretendem independentes, como o espanhol El País e o francês Libération, não falam na ditadura de Castro. Convalescentinho, Fidelito virou coitadinho. Quando morrer, vai no mínimo virar santo.
A história me absolverá, disse um dia Castro. Pelo jeito, já o absolveu.
Fonte: Janer Cristaldo - 28 Dez 08
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sobre o "Uso Social" da Riqueza Mundial

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Texto atribuído a MENTOR MUNIZ NETO, diretor de criação e sócio da Bullet, uma das maiores agências de propaganda do Brasil, sobre a crise mundial. 


Vou fazer um slide show para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.
Bancos e investidores.


Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo...
Fonte: recebido por correio eletrônico
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Parque o Quê?

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Amanhã Lula inaugura um lindo parque na bonita praia de Boa Viagem que fica na bela Recife. Projeto de Oscar Niemeyer. O complexo inclui quadra esportiva, rampa de skate, parque infantil, ciclovia e pista de cooper, além de áreas para atividades físicas e convivência de adultos e crianças, um pavilhão para exposições, teatro e restaurante.
Para conhecer, assista aqui ao vídeo estrelado por ninguém mais, ninguém menos do que Alceu Valença.
A área de 33.000 m2 foi doada pela Aeronáutica. Esperava-se, assim, que o nome do parque homenageasse grandes nomes da aviação brasileira como Santos Dumont, Ricardo Kirk, João Ribeiro de Barros, Newton Braga ou o brigadeiro Eduardo Gomes.
Ou que pelo menos reverenciasse um grande pernambucano como José Lins do Rego, Manoel Bandeira, Gilberto Freire ou Luiz Gonzaga.

Não, o nome do parque será Dona Lindu, que não fez absolutamente nada pela aviação do país e tampouco pela história de Pernambuco.
Dona Lindu era uma senhora analfabeta, pobre, retirante, que junto com os sete filhos, num pau-de-arara, veio embora para São Paulo. Nunca mais voltou ao estado natal.
Só que tem um pequeno detalhe: um dos sete filhos chamava-se Luiz Inácio Lula da Silva.

De um estado dominado pelo PT e de um presidente como Lula não se poderia exigir lá muitos pruridos éticos no trato de um tema que envolve a coisa pública, dinheiro do povo e respeito à história.
Da Aeronáutica, que doou o terreno, desta sim, o Brasil poderia e deveria esperar que não partilhasse de um projeto meramente politiqueiro e que tivesse exigido, na cessão da área, que o parque homenageasse um grande vulto da aviação ou de Pernambuco.
Só que esta mesma Aeronáutica concedeu a Medalha de Honra ao Mérito Santos Dumont para a primeira dama Dona Marisa Letícia, pois a considerou uma cidadã brasileira que prestou relevantes serviços à Força Aérea Brasileira, quando todos sabemos que esta senhora jamais mexeu um dedo por nada neste país. Fiquemos, pois, com o Parque Dona Lindu. Já pensou se fosse Parque Dona Marisa Letícia?

Do Tenentismo ao Capitanismo, Um Só Interesse

por Fabiano Azevêdo (*)
Li ontem com preocupação a entrevista que um capitão do Exército concedeu ao jornal Folha de São Paulo. Seu interesse de lançar seu nome nacionalmente em uma plataforma política considerando a necessidade de democratizar as forças armadas, persi já estaria vazia, visto que não há instituição nacional permanente mais democrática que a de defesa, nesta incluíndo a Marinha, o EB e a FAB. Conheço particularmente o EB, instituição a que faço parte com muito orgulho há quase trinta anos e que me serviu de esteio cultural desde os dez anos de idade, no saudoso colégio militar de Fortaleza.
Julgo que o referido capitão entrevistado foi mais além em sua retórica e diz-se interessado em que haja um revisionismo na estrutura disciplinar castrense. Ora, as duas colunas de sustentação da vida militar são a hierarquia e a disciplina, conceito esse pacificado em lei datada de 1980. Antes de qualquer crítica às minhas palavras, quero estabelecer que não estou na condição de advogado do exército, nem quero desfigurar o que pretende o capitão em tela. Apenas acho que não deve esse episódio passar de maneira vazia por parte das mentes pensantes das instituições militares, principalmente por parte dos profissionais da ativa.
Todos os preceitos que regem a vida militar têm uma destinação e têm uma fundamentação. O que propõe o oficial candidato que concedeu a entrevista à Folha? Ele pede um abrandamento das punições disciplinares, num contexto de apoio de sua plataforma política, segundo ele já consolidada, aos candidatos propostos pela agremiação a que pertence o presidente da república. Pede também a não criminalização de movimentos sociais, uma América Latina integrada e outras coisas, através de respostas evasivas em que dificilmente respondeu o que a jornalista questionou na realidade.
Segundo o entrevistado, o regulamento disciplinar é inconstitucional, mas pelo visto não leu o que a constituição atribui como especificidades da vida militar nos incisos do parágrafo 3º do Art 142, principalmente o inciso X, que fala: "X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra..."
Como vemos, ao leigo é permitido tergiversar. Lembro, não estou advogando as causas do exército, até porque há doutos pagos para isso. O leitor poderá questionar se há falhas na instituição. Há e são próprias do julgamento humano. Não há, porém, extrapolação, pois o mesmo regulamento e os códigos que regem a fiel observância da hierarquia e disciplina, também caracterizam e enquadram o mau julgador, o mau árbitro das falhas humanas. Há outras falhas que são compensadas pelo que de principal temos em nossa profissão sacerdócio: o amor à Pátria. Não que o capitão tenha deixado seu patriotismo de lado. Está, a meu ver, iludido.
Vejo que o revisionismo disciplinar por ele pretendido é só um pano de fundo, interessando ao capitão e seu grupo, creio eu, o estabelecimento de um apoio irrestrito à causa partidária do chefe do executivo. Esse viés ficou bem elucidado em suas afirmações categóricas de solidariedade ao que ele chamou de Lula desenvolvimentista. Entendo que ao ser humano é lícito politizar-se, até porque a política está nos entremeios da rotina do ser humano que vive num regime de liberdade democrática. E a democracia pressupõe a alternância no poder, coisa que vejo como não ser do interesse do atual status dominante.
E sustento esta tese do apoio incondicional à causa petista, nas afirmações feitas por ele no sentido da não criminalização de movimentos sociais, integração continental e decisão do grupo em apoiar o candidato do desenvolvimentista Lula. Ora, o que há de convergência entre a disciplina militar prestante, a bandalheira promovida pelos movimentos ideologicamente e financeiramente patrocinados pelo PT, a apologia do bolivarianismo e a solidariedade à coisa petista? Tudo. Tudo, amigo. E quanto mais a opinião pública leiga e inocente for bombardeada por lavagens cerebrais como a que veio à mídia neste domingo passado, mais convergiremos para a socialização do querer, do achar e do pensar.
Ora, se um capitão do exército julga lícita a bolivarianização continental, por que eu, bancário, comerciante, professora, arquiteto, contribuinte e vacinado não julgarei lícita também e passarei também a achar que o presidente é um sujeito desenvolvimentista?! Acordai, ó zumbis. Nossa capacidade de ver e entender os contraditórios cada vez mais está sendo dominada pelos ditames do politicamente correto e do politicamente publicado.
E minha indignação se transforma em repúdio quando vejo que um indivíduo que foi formado sabendo dos desmantelos promovidos pela esquerda mundial, da qual o presidente da república é um dos promotores, se abster de criticar a histórica desestabilização que a ideologia de esquerda promoveu no mundo, mas pelo contrário silencia e elogia os podres ventos que a trazem ao nosso continente e ao nosso país, em escambos morais de submarinos nucleares e tecnologias que todos sabemos inviáveis pela pouca priorização orçamentária da indústria de defesa, principalmente em tempos de fundo soberano.
Outra matéria que merece análise, até em tom de finalização de meus pensamentos, é a desvinculação ao passado que o jovem oficial faz questão de demonstrar. Diz ele "A gente não tem nada a ver com a ditadura militar. Eu não quero entrar no mérito [e dizer] se foi certo ou errado. Cabe a nós pensar para frente, somos capitães, tenentes. Nosso pensamento é desenvolver o Brasil, um lugar para a gente crescer, com a não-criminalização dos movimentos sociais.". Ora, o que o capitão chama de ditadura foi um período em que os 3 poderes funcionaram e todas as instituições cumpriram suas missões constitucionais, promovendo um país feliz, que talvez ele não recorde por não ter vivenciado a paz que os movimentos sociais que ele defende hoje, e que não existiam naquela época, não deixariam que tivesse, caso existissem.
Eu, que sou mais velho que o capitão entrevistado, sei que eu tenho muito a ver com o período dos governos militares, esse sim desenvolvimentista, onde apenas o presidente era general e todo seu staff, que era bem reduzido em relação aos milhares de assessores hoje existentes, era composto de civis. Eu, por minha vez, entro no mérito e tiro meu chapéu pela democracia que eu aprendi a respeitar e que me fez um brasileiro vocacionado a gostar da vida militar pelos seus desafios, pelas suas normas, pela sua atividade fim. Trabalhei de sol a sol na construção e recuperação de inúmeras rodovias, numa época em que se fazia por gosto e se estufava o peito pelo sentimento de missão cumprida.
Logicamente vejo que minha profissão reconhece pouco. Muito do que eu ajudei a fazer não me rendeu nem um obrigado, quanto mais reconhecimentos que hoje vejo galardoando peitos e pescoços de pessoas que dantes foram apedrejadores da vida em sociedade. Mas tenho valores familiares que me fizeram entender que a noção de solidariedade social está num patamar muito mais importante do que o vil metal ou que títulos não merecidos que mofam pelos cantos dos vazios em que se transformam as vidas dos espertalhões, dos futriqueiros, dos bajuladores, das candinhas e dos vilões.
Falei muito pouco ao capitão petista do que realmente precisava falar. Muito pouco mesmo. Mas quero destinar a ele momentos de reflexão e oro a Deus, que faz suplantar todas as injustiças do mundo, que este oficial possa usar toda a coragem que o fez desafiar a única instituição ainda não tomada de assalto pelos objetivos trazidos pelos adoradores de Marx, Lénin, Guevara e outros humanóides, em prol de uma renovação moral da sociedade nacional.
Sei que é pedir demais a alguém que já está embriagado pelo canto da sereia que acolheu aqui em nossos mares o tirano Rául Castro, responsável por uma ditadura fratricida que ceifou mais de cinquenta mil cubanos. Mas nunca é tarde para visualizar a razão e dela extrair o voto necessário que irá não só bafejar os injustiçados pelos regulamentos militares, mas a toda Nação Brasileira, refém que está de leis que são editadas, publicadas e no mesmo DOU, remendadas, de um modo bem mais inconstitucional que o jovem capitão imagina ser o Regulamento Disciplinar do Exército.
(*) Major da ativa da arma de Engenharia.
Fonte: Resistência Militar
COMENTO: Não há o que comentar. Falou tudo!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Definitivamente, Você NÃO é Culpado Disto!
















A liberdade e a esquerda
por Thomas Sowell
A maior parte das pessoas na esquerda não se opõe à liberdade. Elas apenas são favoráveis a todo tipo de coisas que são incompatíveis com a liberdade.
Liberdade significa, no fim das contas, o direito de as pessoas fazerem coisas que nós não aprovamos. Os nazistas tinham o direito de ser nazistas sob Hitler. Somos livres apenas quando somos capazes de fazer coisas que outros não aprovam.
Um dos mais aparentemente inocentes exemplos das muitas imposições da visão da esquerda sobre os outros é a difundida exigência das escolas e universidades do "serviço comunitário", para admissão de estudantes.
Há escolas de ensino médio em todo o país em que você não se forma, e faculdades em que você não entra, a menos que tenha se engajado em atividades arbitrariamente definidas como "serviço comunitário".
A arrogância de se confiscar o tempo dos jovens – em vez de deixá-los e a seus pais livres para decidir como usar seu tempo – só não é maior que a arrogância de se impor o que é ou não é um serviço à comunidade.
Trabalhar num abrigo de sem-teto é amplamente considerado um "serviço comunitário" – como se ajudar e se acumpliciar com a vagabundagem fosse necessariamente um serviço, em vez de um desserviço, à comunidade.
Estará a comunidade mais bem servida com mais desempregados vagando pelas ruas, agressivamente mendigando pelas calçadas, urinando nos muros, deixando agulhas e seringas nos parques onde as crianças brincam?
Este é apenas um dos muitos modos em que a distribuição dos vários tipos de benefícios a pessoas que não trabalham rompe a conexão entre produtividade e recompensa.
Mas essa conexão permanece tão inquebrável como sempre esteve para a sociedade como um todo. Você pode fazer de qualquer coisa um "direito" para indivíduos ou grupos, mas nada é um direito para a sociedade como um todo, nem mesmo comida ou abrigo, que têm de ser produzidos pelo trabalho de alguém ou eles não existirão.
Para alguns, o que "direitos" significam é forçar outras pessoas a trabalharem para o benefício deles. Como uma frase de pára-choque de caminhão (EUA) diz: "Trabalhe duro. Milhões de pessoas on welfare (vivendo dos programas sociais do governo) estão dependendo de você."


DIGA NÃO AO "POLITICAMENTE CORRETO"

O mais fundamental dos problemas, contudo, não é que atividades particulares são exigidas dos estudantes sob o título "serviços comunitários".
A pergunta fundamental é: O que, afinal, qualifica professores e membros das comissões de admissão das faculdades a definir o que é bom para a sociedade como um todo, ou mesmo para os estudantes sobre os quais são impostas suas noções arbitrárias?
Qual especialidade eles têm que justifica sobrepor-se à liberdade dos outros? O que suas imposições mostram, exceto que os idiotas abundam onde os anjos temem pisar?
Que lições os estudantes aprendem disso, exceto a de submissão a um poder arbitrário?
A finalidade é, supostamente, a de que os estudantes adquiram um sentido de compaixão ou nobreza por meio do serviço aos outros. Mas isso depende de quem define compaixão. Na prática, isso significa forçar os estudantes a se submeterem à propaganda para fazê-los receptivos à visão de mundo da esquerda.
Estou certo de que aqueles favoráveis às exigências de "serviços comunitários" entenderiam o princípio por trás das objeções a esses serviços se exercícios militares fossem exigidos nas escolas de ensino médio.
De fato, muitos que promovem o "serviço comunitário" obrigatório são fortemente contrários ao treinamento militar mesmo voluntário nas escolas de ensino médio e faculdades, embora muitos outros considerem esse treinamento como uma contribuição à sociedade muito maior que alimentar pessoas que se recusam a trabalhar.
Em outras palavras, esquerdistas querem o direito de impor suas idéias do que é bom para toda a sociedade – um direito que eles veementemente negam àqueles cujas idéias do que é bom para a sociedade diferem das deles.
A essência da intolerância é recusar aos outros os direitos que você exige para si próprio. Tal intolerância é inerentemente incompatível com a liberdade, embora muitos esquerdistas fiquem chocados de serem considerados oponentes da liberdade.
Tradução: Antônio Emílio Angueth de Araújo (MSM)


Thomas Sowell nasceu na Carolina do Norte e ainda jovem ingressou no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha dos EUA, onde se tornou fotógrafo durante a Guerra da Coreia. Depois de deixar o serviço nos fuzileiros, Sowell entrou para a Universidade de Harvard, formando-se em Economia, em seguida concluiu seu mestrado na Universidade de Columbia e doutorado pela Universidade de Chicago. Thomas Sowell também lecionou economia nas seguintes instituições: Cornell University, Rutgers University, Amherst University, Brandeis University e na Universidade da Califórnia, publicou ainda diversos livros, bem como inúmeros artigos e ensaios. Sowell iniciou sua carreira como colunista de jornais no final dos anos 70, vindo a ganhar o prêmio "Francis Boyer" do The American Enterprise Institute em 1990. Atualmente Sowell é Senior Fellow do Hoover Institute, em Stanford, na Califórnia e mantém uma coluna no prestigioso no site "Townhall.com".
Publicado no site "Townhall.com". Terça-feira, 02 de dezembro de 2008.
Fonte: BOOTLEAD

Museu da FEB Será Fechado

Pracinhas brasileiros que foram à Segunda Guerra Mundial não conseguem mais sustentar a sede da associação. Com o encerramento das atividades, boa parte da história brasileira pode ser perdida
por Edson Luiz
Não adiantaram os esforços dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que tentaram por todos os meios manter ativa a sede da associação que mantêm no Rio de Janeiro. A partir de 1º de janeiro, a entidade vai fechar suas portas por falta de recursos para a manutenção e pagamento de contas. Conseqüentemente, o Museu da FEB, um dos mais completos do país, também cessará suas atividades. Em reunião realizada esta semana, os veteranos decidiram deixar o local, onde estavam há vários anos e onde guardavam as recordações da Segunda Guerra Mundial. 
“A duras penas, conseguimos angariar o interesse da Presidência da República, da Vice-Presidência e do Ministério da Defesa por nossa associação, mas isso tem resultado, somente, em seguidas manifestações de boas intenções a nosso respeito e, lamentavelmente, é comprovável que o inferno é por elas (as boas intenções) assoalhado”, assinalam os veteranos em uma carta enviada para os associados e colaboradores. Segundo a entidade, a crise econômica internacional colocou um ponto final nas pretensões dos pracinhas. Não há dinheiro nem mesmo para postar cartas para os sócios. 
Localizada no bairro da Lapa, no Rio, a Casa da FEB, como é chamada a sede da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, foi inaugurada em 1976 pelo então presidente Ernesto Geisel. Hoje, o prédio de cinco andares não pode mais funcionar e as promessas de um novo local para a construção de novas instalações nunca se concretizaram. Nem mesmo os apelos de um veterano que chegou a abordar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma cerimônia no Itamaraty deu resultado. Com oito funcionários e apenas 10% do quadro de associados original, a entidade manterá aberta apenas a portaria, para receber as contas que continuam chegando. Os oito funcionários serão dispensados. 
Mausoléu 
Hoje, a única ajuda, além de doações de simpatizantes e das mensalidades dos sócios, é da Diretoria de Assuntos Culturais do Comando do Exército, que envia soldados para fazer a limpeza diária do local e do Mausoléu dos Pracinhas, localizado no Cemitério São João Batista, onde estão enterrados 600 veteranos, incluindo o Marechal Mascarenhas de Moraes, comandante das tropas brasileiras na Itália. “A maioria dos dirigentes tem até mesmo ultrapassado o limite de suas possibilidades”, afirmou o presidente da associação, coronel Hélio Mendes, em carta aos associados. “Todos mantêm firmes suas esperanças de continuidade da associação e guardam sua fé nos destinos da pátria”, acrescenta Mendes. 
Em agosto, o Correio mostrou a trajetória dos pracinhas brasileiros nos campos de batalha da Itália, quando enfrentaram os inimigos alemães sem ter até condições físicas para tal. Além disso, a reportagem abordou a situação atual dos 3 mil veteranos que ainda estão vivos, com idade superior a 80 anos. Somente este ano, pelo menos cinco morreram, incluindo a enfermeira Aracy Arnaud Sampaio, que foi enviada para a Segunda Guerra junto com outras 72 mulheres e morava em Taguatinga
Todos mantêm firmes suas esperanças de continuidade da associação e guardam sua fé nos destinos da pátria” 
Coronel Hélio Mendes, presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB
Fonte: Correio Braziliense - 28 Dez 08
COMENTO: Vou repetir o comentário feito em uma outra postagem - "Não podemos esquecer que as verbas públicas para gastos culturais só podem ser destinadas a artistas, cineastas e produtores teatrais "engajados com a causa comunista", ou para atividades relativas ao incentivo da homossexualidade, proteção a drogados e outros fins nobres assim".

Viagem à Amazônia

por Denis Lerrer Rosenfield*
Visitei, no início de dezembro, a região a convite do Comando Militar da Amazônia. A viagem fez-se dentro do Programa Calha Norte, voltado para a manutenção da soberania nacional e da integridade territorial da Região Amazônica e para a promoção do desenvolvimento regional. As observações a seguir são de minha inteira responsabilidade e não envolvem nenhuma das autoridades militares que fizeram parte dessa missão.
O objetivo da missão era visitar os Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs), postos avançados do Exército nas fronteiras da Amazônia, brigadas do Exército, o VII Comar (Manaus) e o Distrito Naval de Manaus, abrangendo, portanto, as três Forças. Os locais visitados foram Manaus, Barcelos, São Gabriel da Cachoeira, Maturacá, Sucurucu e Boa Vista.
A visão aérea da região, sobretudo na viagem à fronteira norte em direção à Venezuela e à Guiana, é de completo despovoamento, com floresta amazônica cerrada. Os Pelotões Especiais de Fronteira, no caso das visitas a Sucurucu e a Maturacá, situam-se, podemos dizer, "in the middle of nowhere". Se não fossem eles, teríamos uma região totalmente desprotegida, que apenas poderíamos dizer que se trata de terra brasileira. A soberania não é somente uma questão abstrata de demarcação territorial, mas de efetiva presença brasileira. Sem o Exército e as Forças Armadas em geral, as portas estariam abertas para que essa região pudesse tornar-se de outras nações, o que, no vocabulário atual, significa "patrimônio da humanidade". Não nos deixemos seduzir por esse jogo ideológico das palavras. A presença militar nessa região de fronteira é constituída por em torno de 26 unidades militares, claramente insuficientes para as reais necessidades do País. Hoje se fala muito, a partir de um decreto assinado pelos ministros da Justiça e da Defesa, de ampliação para mais 28 PEFs, assegurando a soberania nacional nessas terras indígenas. Há, porém, um componente demagógico nessa discussão, pois os pelotões existentes têm muitas carências. Não há, atualmente, recursos para a construção desses novos PEFs. O que houve foi um ato de desviar a atenção do julgamento da Raposa-Serra do Sol, com o intuito de favorecer a demarcação contínua.
O Estado brasileiro nessas regiões é completamente ausente. Ou melhor, a sua presença se faz unicamente graças às Forças Armadas. Toda a região de fronteira amazônica se caracteriza pelos mais diferentes tipos de ilícitos, do tráfico de drogas ao desmatamento, passando por contrabando de armas e garimpo. Trata-se, literalmente, da lei da selva. As fronteiras são extremamente permeáveis, pois, por exemplo, a distância entre um pelotão e outro varia de 150 a 300 quilômetros.
O CIMI e a FUNAI têm propagado a idéia de que o Exército não é necessário, pois os índios defendem a fronteira. Nada de mais falso. Os índios não têm nenhum sentido inato de pátria. Os ianomâmis, por exemplo, vivem em pequenas aldeias, com pouco contato com os civilizados, brancos e caboclos, alimentando-se basicamente de farinha e de pouca caça. Circulam entre fronteiras e são tutelados pela FUNAI e por missões religiosas que lhes inculcam ainda mais o sentido do isolamento, da separação e, mais recentemente, a idéia de nação, distinta da brasileira. Quem defende a fronteira é o Exército. O que, sim, existe são brasileiros índios. São índios que se tornaram brasileiros, o que significa, nas regiões visitadas, que se tornaram brasileiros graças à sua incorporação ao Exército. Nem teriam, não fosse isso, o domínio de nossa língua. Não faz o menor sentido falar de defesa do território nacional, de nossa soberania, sem as Forças Armadas. Quem o faz, na verdade, está fazendo um jogo contra o próprio País. No dizer de um membro da comitiva, são "brasileiros índios", e não "índios brasileiros". Os índios incorporam-se voluntariamente ao Exército, que se torna um meio de sua integração ao Brasil. Ganham, em suas próprias tribos, prestígio e melhoram a sua condição de vida. Guardam também as suas tradições, voltando às suas aldeias, no interior desse processo de aculturação que os faz brasileiros. É isso que suscita a reação da FUNAI e do CIMI, que têm como objetivo segregá-los e isolá-los, dentro de um outro projeto político.
Em São Gabriel da Cachoeira há um batalhão completamente indígena, de diferentes etnias. Em Maturacá, o pelotão é constituído por indígenas de 22 etnias. Todos uniformizados e bem treinados para a guerra na selva. Segundo os comandantes militares, trata-se dos melhores "guerreiros da selva". Presenciei uma cerimônia militar altamente impactante. É difícil não ser sensível a ela. O local foi, em São Gabriel da Cachoeira, uma colina que dá para o Rio Negro. Lá, a tropa estava perfilada, para uma formatura, com a presença do comandante militar da Amazônia, o general Heleno. Fazia parte do ritual cantar o Hino Nacional. Naquele ermo do mundo, os soldados indígenas cantavam o hino a plenos pulmões, numa adesão pouca vezes vista. É como se sua alma falasse através desse canto, dessas palavras, numa irmandade que conferia a todos os presentes uma mesma união, uma união nacional. Os brasileiros indígenas são índios aculturados, que se sentem brasileiros. Terminam se identificando com os caboclos, que são o resultado da miscigenação de brancos com índios. O caboclo é o nativo da região e termina servindo, para o indígena, como modelo de integração ao mundo não-indígena. É um equívoco conceitual opor índios aos brancos, dentro de uma região que já é o produto de um processo de aculturação e, sobretudo, de miscigenação racial, com casais constituídos de diferentes raças e etnias. O caboclo é fruto de todo o processo histórico brasileiro. Os que se opõem à aculturação e propugnam pelo isolamento visam, na verdade, a se opor a todo o processo histórico que resultou na Nação brasileira.

* Professor de Filosofia na UFRGS
Estadão - 24 Dez 08
Fonte: Blog do Puggina
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