segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sobre a Agência Brasileira de Inteligência – ABIN


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O papel da ABIN é o de proteger o EstadoPonto. Essa é a função dos serviços de inteligência do mundo inteiro. E deve protegê-lo tanto dos inimigos externos, quanto internos. Não faz o menor sentido a discussão sobre os equipamentos utilizados pela ABIN, se fazem ou não escutas telefônicas, se captam ou não áudio ambiental. É hipocrisia acreditar que Inteligência se faz apenas com conversa fiada nos corredores do Congresso ou nos plenários dos Tribunais.
Inteligência se faz com tecnologia, com escutas clandestinas e com infiltração. Isso é básico. Qualquer um sabe disso.
Os políticos e ministros passam. O Estado é soberano e está acima dessas discussões políticas, feitas por pessoas que em qualquer país sério estariam sendo grampeadas não apenas em seu trabalho, mas também em suas vidas pessoais. Aliás, em um país sério, eles não passariam pelo crivo dos Serviços de Inteligência. Seriam "convidados" a não aceitarem cargos públicos de primeiro escalão.
O que vem ocorrendo no Brasil nas últimas semanas é uma total inversão de valores. A ABIN e a Polícia Federal, além das Forças Armadas estão sendo julgadas por segmentos altamente venais e sem nenhuma credibilidade apenas por terem feito seu papel, que é o de investigar e defender o Estado.
Daniel Dantas, Lula, Jobim, Heráclito Fortes e outros não são o Estado. Eles o representam momentaneamente e cá entre nós, uma péssima representação.
A ABIN, assim como a PF, precisam ser fortalecidas, principalmente em um mundo globalizado, com a América Latina em crise e o Oriente Médio prestes a explodir. Se o País continuar nesse rumo, estaremos completamente indefesos, já que nossos organismos de inteligência estarão de mãos atadas.
Sou favorável ao grampo e a escutas ambientais. Quem não faz coisa errada não tem com que se preocupar. Se tramarem contra o Estado, precisam ser neutralizados, presos e responderem pelos seus crimes.
A ABIN não precisa só de uma mala que faz escuta. Precisa de um microondas, de câmeras com visão noturna e micro-câmeras com fibra ótica. Isso é o mínimo.
Esse artigo pode até soar reacionário em um estado democrático de direito, ocorre que o fortalecimento da Inteligência é uma ferramenta indispensável para a manutenção dessa democracia. Do contrário, a ABIN ao invés de fazer trabalho de inteligência, vai fazer fofoca. E isso, nós já temos em excesso.
Autor: Jornalista Alan.alex@gmail.com
Fonte: Rondoniaovivo 
Somente acrescento que falta à ABIN a definição de "MISSÕES". Cabe ao governo dizer o que quer saber (oportunidades, riscos, perspectivas etc., para o País, naturalmente).
Não sabendo o que se quer a ABIN poderia sugerir o que acha importante. Deve também alertar para as conseqüências de certos atos, como por exemplo, do risco de desnacionalização com a política indigenista.
Uma vez isto decidido, a ABIN teria capacidade de buscar, usando as técnicas de todo Serviço de Inteligência, o conhecimento que o País precisa.

COMENTO: Recebi o texto acima por correio eletrônico. Apesar do original ser de quase um mês atrás, republico-o por concordar em gênero, número e grau com o seu conteúdo!!
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