quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Quem Realmente é o Suposto Especialista da SWAT


O sujeito atarracado e evidentemente fora de forma que tem aparecido na TV como “instrutor da SWAT” para criticar a polícia brasileira quando os assuntos são técnicas de invasão e controle de situações como a do seqüestro de Santo André, não tem credenciais para isso.
Marcos do Val é um instrutor de Artes Marciais, dono de uma empresa sediada na cidade de Serra, no Espírito Santo, que oferece cursos para policiais em todo o Brasil, com poucos clientes. Já foi recusado pelo GATE, a PM paulista que agora tanto critica. Sua especialidade, segundo o site de sua empresa, são as técnicas de imobilização. Por sua desenvoltura nos últimos dias, parece ser também especialista na arte do engodo e da autopromoção.
No site em que vende seus cursos, o capixaba se diz faixa preta em Aikidô e ex-instrutor da Academia de Polícia Civil daquele estado. Não conta de qual operação de resgate participou, nem qual grupo de operações especiais integrou. Sua sorte é que, nas muitas entrevistas que deu desde sexta-feira, nenhum repórter – aí incluída Ana Maria Braga –, lhe fez essa pergunta. A resposta está na cara (e no resto do corpo também, justiça seja feita): nunca participou de uma invasão, nunca negociou com seqüestradores, que dirá pular de rapel do teto de um conjunto habitacional para salvar duas adolescentes de um homem armado.
A farsa construída pelo sr. do Val se beneficia muito da crença equivocada que existe por aqui sobre o que é SWAT nos Estados Unidos. A cada três palavras que ele diz, uma é SWAT. É seu carimbo, sua credencial. Seu cartão de visitas, seu distintivo (está estampada na camiseta que usou em todas as entrevistas). Chega ao ponto de dizer que é, há nove anos, “policial da SWAT”. Mais uma vez, parece acometido de grave esquecimento, ou ignorância. A SWAT não existe. Vou repetir: a SWAT, assim, com artigo definido, não existe. Aos fatos: SWAT – sigla para Special Weapons And Tactics – é o nome convencional para grupos de operações especiais e de alto risco nas polícias americanas. Muitos nem têm esse nome. Ou seja, falar em “a SWAT dos Estados Unidos” é o mesmo que dizer “a PM do Brasil”. E “policial da SWAT” não existe.
O pior é que se trata de uma armação de baixa qualidade. Por exemplo: em seu site, Marcos do Val gaba-se de ter sido agraciado com o título de membro honorário da SWAT". Aliás, “a primeira feita pela SWAT a cidadãos não-americanos”. Vejamos: a foto da placa, logo abaixo, informa: honorary member of Beaumont Policia Department SWAT”. Entenderam? Foi a primeira vez na história que a SWAT de Beaumont, cidade texana de pouco mais de 100 mil habitantes, agraciou um não-americano com tão valiosa comenda.
Vocês nem precisam acreditar em mim. Ele mesmo se mostra aqui: www.cati.com.br
Fonte: Reinaldo Azevedo
COMENTO: Este é um exemplo concreto do que tentei mostrar no texto "Como nasce um especialista".

2 comentários:

Timoteo disse...

Leiam esse meu email até o fim, ele tem diversas informações importantes que eu e os meus policiais levantamos durante esses 26 dias que se passaram depois da entrevista desse senhor no Fantástico.
Vocês já leram a carta que ele tem da NASA? Fiz questão de ligar pessoalmente para o responsável do serviço de proteção da NASA e para a SWAT de Dallas.
Conclusão: Nós PMs, temos que ser justos.... Realmente o Sr Marcos do Val é um profundo conhecedor no assunto de operações especiais. Tem gabarito para falar com propriedade sobre o assunto. Por Incrível que pareça!!

Busquei também informações nos quatros cantos do Brasil para saber se já houve em toda a nossa historia da polícia ou até mesmo do nosso próprio país, alguém que tivesse chegado a esse patamar. Não encontrei ninguém nesses mais de 115 anos da Policia Militar que tivesse ido tão longe.

O que é melhor ainda percebi que ele não sendo um policial é uma grande vantagem, ele tem a liberdade de expor os seus pensamentos assim como o fez nesses últimos dias, sem ser punido por indisciplina, sem perder o cargo, sem ser transferido, sem ficar detido, etc.. Essa liberdade nós não temos, se é que vocês me entendem.

Não temos como negar que ele estava certo e teve muita coragem em ir a TV colocar a sua cara a tapa e arriscando toda a sua carreira aqui no Brasil para mostrar a sociedade a "pressão" que recebemos. Vi que mesmo depois de tudo que passou a sua empresa continua inabalada, (www.cati.com.br). Isso também nós mostra que fizemos um pré-julgamento, mostra que não tínhamos como sentir "orgulho de ser Brasileiro" com toda aquela política interferindo no trabalho do GATE.

Vi que estava usando a minha emoção e não a minha razão para julgá-lo. Como um policial Militar e exercendo uma função de comando percebi que estava enaltecendo valores que não deveriam ser enaltecidos, fiz notas de repúdio ao "marcos do mal", proibi os meus policiais de freqüentarem os seus cursos.

Portanto parceiros, reconhecendo a minha precipitação e injustas, decidi hoje fazer esse email e enviar novamente para todos vocês que estavam comigo na "emoção".

Peço que, caso você já esteja também na esfera "razão", por favor re-envie essas informações coletadas por mim a todos os policiais dessa nação.

É isso que o Brasil espera de nós, de sermos justos!!!

Ten.Cel. PM/P2 Timoteo

Anônimo disse...

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