segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quem Não Cultiva a História de Sua Pátria, Não Tem Direito a Futuro

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Reminiscências da Contra-revolução Democrática
A contra-revolução democrática de 31 de março de 1964, revelou verdadeiros heróis da Pátria. Heróis que a mídia comprometida e a esquerda proliferada em todos os Poderes não reconhece, pelos óbvios motivos de estarem ao mesmo tempo, confessando seus crimes e suas reais intenções de imposição do comunismo em nosso País.
Mas a história esta repleta de testemunhos, mesmo que essa esquerda, hoje festiva e corrupta “censure” com as verbas de propaganda e até valendo-se de uma TV que chama de Brasil, mas que em realidade se trata da TV LULA, inútil, cara, sem audiência, evidência concreta das suspeitas de alguns Senadores que votaram contra sua instalação.
Recentemente por ocasião de seção “solene”, (especialidade do congresso Nacional, na falta ou impossibilidade de fazer outras coisas) destinada a homenagear aos vencedores da Copa de 1958, manifestou-se um Senador que defende um “samba de uma nota só”, que é a educação, sem que tenha conhecimento real do que seja - visto que a usa apenas como “bandeira” para se reeleger. Sobre esse senador já se diz que será candidato a Presidência da República, apesar de ter passado toda sua vida defendendo o regime comunista marxista leninista. Esse lentíssimo senador deu mais uma prova de ignorância da história ao declarar da tribuna que os jogadores que participaram da Copa de 58, são “os verdadeiros heróis da Pátria, já que o Brasil nunca foi à guerra”. Não vou chamá-lo de “burro”. Além de o animal não ter nada com assunto, ele não o faz por burrice, mas por idiotice revanchista, pelo simples fato de os MILITARES terem derrotado sua camarilha na gloriosa contra-revolução de 64. Nesse sentido o obscuro ex-petista se pronunciou anteriormente em detrimento a verdade, por má fé e/ou por ignorância o Brasil deve desculpas ao Paraguai por ter o Exército Brasileiro matado trezentos mil paraguaios na guerra do Paraguai. Santa ignorância, o Exército do Paraguai era composto de dezoito mil homens (nesse sentido o “papagaio de moscou” já foi contestado e não vou perder tempo ensinando burro velho).
Obscuro senador! Os brasileiros, lutaram contra a Bolívia, destruíram com facões e armas obsoletas, três exércitos bolivianos, o último deles comandado pelo próprio Presidente da Bolívia, e nos legaram o Acre, sem ajuda sequer do governo brasileiro, e construíram a mais bela história de heroísmo. 
Esquerdopata senador! O Brasil foi a guerra contra o Eixo, e foram seus homens homenageados como heróis pelo mundo inteiro, suas glórias são indissolúveis, como a coragem demonstrada pelos pilotos do Senta Pua, pelo amor ao combate homem-a-homem de nossa Infantaria na tomada de Monte Castelo, na perseverança e coragem de nossa Marinha em comboiar nossos navios mercantes, em águas minadas, tantas vezes bombardeados.
Você senador, é que deve desculpas as Forças Armadas Brasileiras por blasfemar contra elas, e vociferando renegar o valor de quem deu a vida em troca da democracia que hoje lhe dá o direito de subir a uma tribuna, dita, do povo, para menosprezar os heróis de sua própria pátria, enquanto sua ideologia o obriga a elogiar a ditadura de Cuba, seu sonho ideal de realização.
Tenho absoluta certeza, que nenhum jogador da Copa de 58, aceitaria ser considerado herói se sobrepondo e em detrimento daqueles que deram a vida pelo País. Os saudamos e os festejamos, por ocasião de seu retorno ao Brasil, mas se tivéssemos perdido a Copa de 58, senador, sabe o que aconteceria? Nada. Mas imagine (se for possível) o que seriamos hoje, se perdêssemos a II Guerra para Hitler!
Partindo do princípio de que “pau que nasce torto, morre torto”, o melhor é reproduzir trechos documentados que a história nos legou, e que a esquerda não conseguiu calar, e nem conseguirá.
José Nascimento. R/1 EB
Cavaleiro da Ordem do Mérito Militar
Editor de Reservativa
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Servidores Públicos e Militares São Alvos de Grampos

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Por causa do enorme endividamento no crédito pessoal ou consignado, os militares brasileiros, sejam das forças armadas ou das forças auxiliares, e demais servidores públicos precisam tomar cuidado redobrado com o que conversam ao telefone. Todos estão grampeados ou com seus e-mails monitorados. A privacidade destes profissionais foi para o saco há muito tempo. Os serviços de inteligência militares não sabem como lidar com o problema. Empresas terceirizadas de inteligência e segurança, principalmente as ligadas ao sistema financeiro, andam vazando informações sobre devedores. As informações são trocadas para empresas de cobrança. O cruzamento de dados é usado para garantir um cerco ao cliente que deve na praça. Mas o mesmo sistema serve para monitorar os hábitos, conversas telefônicas e até o IP (Internet Protocol) dos devedores. Se o militar ou funcionário público tem “importância”, o conteúdo de sua conversa ganha importância no mercado negro de informação e contra-informação.
O sistema de arapongagem ilegal contra os servidores públicos, militares ou policiais, foi identificado por uma grande transnacional, da área de logística no setor de petróleo, que investe pesado no monitoramento de políticos e de altos servidores das Forças Armadas. A varredura desta empresa confirmou que existe um esquema paralelo de vigilância ilegal da privacidade das pessoas, cujas informações são usadas para conceder crédito ou para pressionar quem deve na praça ou tem o “nome sujo”.
Os militares e funcionários públicos se transformaram em presa fácil do “sistema” porque hoje sobrevivem pendurados no cheque especial ou no crédito consignado (com desconto em folha de pagamento). Além disso, no mar de denúncias contra a administração pública, os servidores viraram “alvos preferenciais” de investigações. As companhias telefônicas fornecem ao Ministério Público (Federal e Estadual) os cadastros de clientes que se identifiquem como “funcionários públicos”, “militares” ou “policiais”.
Crime contra o desempregado
Nenhuma empresa pode usar informações da Serasa (que mais parece um SNI dos Bancos) na seleção de pessoal, impedindo que alguém com dívidas deixe de ter o direito elementar a um emprego.
A Manpower Staffing Ltda., do Paraná, foi condenada pela Justiça do Trabalho a abster-se de tomar informações na Serasa como requisito para a realização de contratações de novos funcionários.
Quem bateu o martelo foi a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, considerando que a empresa usava as informações com o único objetivo de discriminar empregados ou candidatos a emprego.
Bisbilhotice econômica ilegal
A decisão judicial foi resultado de uma ação cível pública movida pelo Ministério Público do Trabalho do Paraná, a partir de investigação realizada contra a Innvestig Consultoria Jurídica de Segurança Ltda. (que fornecia dados criminais, trabalhistas e creditícios dos candidatos a emprego).
Segundo o MPT, a Manpower utilizava os serviços da Innvestig desde 2002, prática que possibilitava a discriminação contra trabalhadores que possuíssem restrições.
A empresa pesquisava antecedentes criminais, ações trabalhistas dos candidatos a emprego e sua condição econômico-financeira , com base em cheques devolvidos ou títulos protestados com registro na Serasa.
O problema é que nada acontece com a poderosa Serasa, que hoje é uma transacional controlada pelo Experian Group, da Inglaterra.
Fonte:   Alerta Total
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O Petista Que Vive de Brisa

Ana Beatriz Magno
e José Varella
Delúbio Soares de Castro é o contrário de Deus. Nunca está em lugar nenhum.
Não tem endereço nem trabalho fixos. Amigos e inimigos dizem que o filho famoso de dona Jamira e seu Antonio vive entre cidades paulistas e goianas. Por vezes passa em Brasília. Em maio, por exemplo, circulou entre as mesas do boêmio Beirute, mas partiu antes do primeiro chopp, diante dos olhos arregalados da platéia.
Seus advogados falam que o cliente tem duplo domicílio e não revelam o atual ganha-pão do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores.
O mistério é tamanho que o Ministério Público de Goiás promete ampliar, nos próximos dias, as investigações sobre os rendimentos do professor de matemática que desde os anos 1980 não pisa em sala de aula.
Goiás é seu estado. A certidão de nascimento informa que Delúbio nasceu sob o signo de escorpião, às 14h de 16 de novembro de 1955, em Buriti Alegre (GO), um minúsculo município com 8,2 mil habitantes e um lago de nome Brisas. O ex-petista vive de brisas, segundo as investigações do promotor Fernando Krebs, que estuda pedir a quebra do sigilo bancário do ex-tesoureiro ainda esta semana. “Ele é uma ficção”, alfineta Krebs.
O promotor está no encalço das histórias do amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o começo do escândalo do mensalão e promete não descansar enquanto não provar que o padrão de vida do cidadão que adora charutos cubanos e coleciona gibis do Tio Patinhas, está muito acima do possível para um desempregado.
Nos anos 1970, Delúbio foi professor de desenho geométrico na rede pública goiana, mas desde 1986 não trabalha em colégios. Alega que está licenciado, mas a licença venceu em 2006, conforme investigação do MP. A imprensa chegou a noticiar no ano passado que a Secretária de Educação se livrara do faltoso professor. Até hoje, no entanto, a exoneração não se concretizou. Pior. Esse mesmo homem que insiste no ofício de educador se recusa a cumprir decisão judicial de maio do ano passado que determina o ressarcimento de quase R$ 165 mil ao erário pelos salários recebidos sem labuta correspondente.
“Tendo resultado prejuízo para o erário… condeno Delúbio Soares de Castro a ressarcir os cofres públicos o valor de R$ 164.695, 51”, sentenciou, em 25 de maio de 2007, o juiz Ari Ferreira de Queiroz.

Passados 13 meses, o ex-tesoureiro ainda não pagou o que deve. Seu advogado, o também petista Sebastião Leite, recorreu da decisão judicial. O recurso ainda não foi julgado. Leite, dono de uma das bancas de advocacia mais conhecidas de Goiânia, diz que está trabalhando de graça para o cliente. “Eu admiro Delúbio, sou amigo dele”, repete o advogado. “Não vou dizer do que o professor Delúbio vive hoje. É uma questão privada. Esse promotor está precisando de lexotan (calmante). É um mal amado.”
Lula na parede
Delúbio é amado pela família. A começar por seu irmão caçula, Carlos Soares, suplente de vereador que assumiu uma cadeira na Câmara e tem sete imagens do presidente Lula em seu gabinete.
Sobre as encrencas do irmão mais velho, Soares se recusa a falar. Diz que o adora e que só conversam sobre futebol. Seus companheiros de partido negam e contam que Delúbio estava por trás do mais importante movimento político do irmão vereador. Carlos Soares passou os últimos dois meses empenhado em convencer seus correligionários de que o partido não deveria lançar candidato na sucessão municipal e que deveria apoiar a reeleição do mais tradicional político goiano, Iris Rezende. Deu certo, por um voto o PT aparecerá de vice nos cartazes de Iris.

“Esse acordo significa que Iris vai apoiar Delúbio para deputado federal em 2010”, analisa uma ex-companheira de partido do clã Soares. “Delúbio não morreu. Está vivinho circulando invisível pelos bastidores.”
O ex-tesoureiro circula num Ômega cuja placa carrega as iniciais de seu proprietário. Esse carro, aliás, é o único patrimônio declarado de Delúbio e está à disposição da Justiça. “Significa que ele não pode vender o carro”, resume Krebs. “Delúbio saiu do partido, mas não saiu dos bastidores do poder. Ele é um fantasma.”
As aparições públicas do amigo de Lula são raras mesmo em Goiânia, terra em que reinava no passado. Represento o governo de Goiás em São Paulo, declarava em 17 de outubro de 2005 durante depoimento prestado no Ministério Público de São Paulo a pedido do MP de Goiás. “Depôs lá porque nunca está aqui apesar de ser funcionário público em Goiânia, explica o promotor Krebs.
Nada bobo, o ex-tesoureiro sempre tratou de comprometer políticos de múltiplos matizes ideológicos em suas declarações. "Minha assessoria consistia em auxiliar o governo de Goiás na obtenção de verbas para a construção de estradas, verbas para estação de tratamento de esgoto, verbas para a construção da barragem João Leite, verbas para a construção do Aeroporto Santa Genoveva em Goiânia. Essa assessoria era prestada na medida da solicitação do governador (Marcone Perillo, hoje senador pelo PSDB)", alfinetou o ex-tesoureiro, no mesmo depoimento firmado em outubro de 2005.

“Meu cliente não é um monstro que a imprensa pinta e não será justiçado em praça pública só porque os jornais e o Ministério Público querem. Vou ganhar tudo na Justiça”, insiste o advogado. “Delúbio está louco para voltar a trabalhar. Por que seu jornal não faz uma campanha para isso?”, brinca o advogado.
Correio Braziliense - 29 Jun 08

domingo, 29 de junho de 2008

"Elas Estão Bombando"

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Não é fácil acreditar no número de "notícias" voltadas ao público das "bibas" que vêm sendo publicadas nos últimos dias. Hoje mesmo, é notícia a presença de 30 mil delas na passeata de Brasília. Não fui conferir mas me parece quase incrível reunir esse número de pessoas em uma atividade pública. Acho que preciso me atualizar em metodologia de cálculos.
Usando o espetáculo, voltaram a fustigar as Forças Armadas, particularmente o Exército, com a já nojenta "estória" da perseguição aos dois desajustados que pretendiam fazer fama graças ao uniforme do EB. Felizmente, um deles teve um surto de esperteza e pediu prá sair, e na tal passeata respeitou o uniforme da instituição que lhe abrigou por mais de uma década, deixando de usar a camiseta camuflada que foi moda entre os muitos frustrados por não poderem compartilhar do "paraíso que é um banheiro de quartel", nas palavras do seu companheiro de alegrias anais.
A propósito, exponho abaixo dois textos antigos sobre o alvoroço atual das meninas.
Sob o império das “minorias”
por Graça Salgueiro em 21 Fev 2008
© 2008 MidiaSemMascara.org
No último dia 13 de fevereiro o governo do Sr. Lula, através do site do Partido-Estado – o PT -, emitiu uma nota de repúdio à agressão sofrida pelo presidente da “Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo” (APOGLBT), Alexandre Peixes, bem como ao assassinato de três travestis na cidade do Recife. Segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, tais atitudes ferem os princípios básicos da Declaração dos Direitos Humanos. Diz a nota:
“A homofobia, explícita na violência física ou moral, limita o exercício dos direitos de todo cidadão e não pode encontrar espaço em nossa sociedade. Um Estado Democrático de Direito não pode ser conivente com práticas sociais e institucionais que criminalizam, estigmatizam e marginalizam pessoas por motivo de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”.

Não sou apologista da violência – de qualquer tipo - e muito menos de crimes de morte, admitindo como “justificáveis” apenas em caso de guerra ou em legítima defesa. Entretanto, o que se vê na nota do Partido-Estado é de uma exacerbação sem tamanho, primeiro porque, como diz no texto, os exames de corpo de delito realizados no “agredido” presidente da APOGLBT “não apontaram nenhum traumatismo”, o que significa que não foi nada além de algum xilique. Depois, porque não há qualquer prova de que os travestis foram assassinados por sujeitos homofóbicos sedentos de sangue.
Os dois primeiros foram mortos a tiros por três homens que estavam dentro de um carro em Boa Viagem, dia 9 de fevereiro, e o terceiro morto a facadas no bairro do Pina no dia seguinte. O que se sabe dos criminosos? Nada até agora. Seriam agressores homofóbicos de fato? O escritor Júlio Severo publica em seu blog excelentes análises sobre a questão do movimento homossexual no Brasil e no mundo, cujas formas de abordagem e pontos de vista nem sempre concordo, mas que não posso deixar de referendar como fonte de pesquisa séria e confiável.
Nesta postagem “Onde estão os espancadores e assassinos homossexuais?” (abaixo), por exemplo, ele aponta a parcialidade e camuflagem da mídia quando os crimes cometidos contra homossexuais são praticados por outros homossexuais, prática muito comum entre a “espécie” mas jamais divulgada para não atrapalhar a aprovação da lei anti-homofobia em curso.
E por que estou criticando esta nota de repúdio? Porque no dia 07 de fevereiro pp. completou-se um ano do brutal assassinato do menino João Hélio Fernandes de apenas 6 anos, quando o carro em que viajava em companhia da mãe e de uma irmã foi assaltado. Por cerca de 7 km João Hélio foi arrastado pelo asfalto preso ao cinto de segurança do carro durante 15 minutos, passando por 14 ruas, sob os gritos desesperados dos que viam a cena dantesca, ficando completamente dilacerado. Foi um dos crimes mais hediondos já ocorridos e que provocou grande comoção no país inteiro, e o que disseram as autoridades da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República? NADA! Que nota de pesar emitiu o presidente da República à família? NENHUMA! Que palavra de consolo à mãe de João Hélio ouviu-se da boca da primeira dama – também mãe -, dona Mariza Letícia? ABSOLUTAMENTE NENHUMA e após um ano do fato ocorrido, esta nota de pesar ainda continua inaudita!
Também nunca se ouviu ou leu qualquer nota de repúdio por parte desta Secretaria quando um policial da Brigada do Rio Grande do Sul foi degolado em praça pública por hordas de criminosos do MST que permanecem impunes até hoje. Do mesmo modo que NADA foi dito às famílias dos PMs mortos durante a rebelião promovida pelos narco-traficantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em 13 de maio de 2006, mas os bandidos mortos em confronto foram largamente pranteados por uma imprensa venal e conivente, sem contar com as notas de repúdio dos “defensores” dos direitos humanos dos bandidos.
Tampouco mereceu tratamento de pesar o assassinato do segurança da fazenda Syngenta, Fábio Ferreira, morto com um tiro na cabeça pelos marginais do MST em Santa Tereza do Oeste no Paraná, em outubro do ano passado. Ao contrário, houve até homenagem na Câmara dos Deputados pela morte do militante do MST Valmir Mota de Oliveira, vulgo “Keno”, (não por coincidência, no mesmo dia em que aquela casa legislativa homenageava a “máquina de matar” Guevara) que morrera em confronto ao invadir a fazenda.
Desta barbárie, resultou indiciado o dono da fazenda pela morte do sem-terra e sete funcionários presos, apesar de trabalharem em uma empresa de segurança legal, com autorização para portar armas e que faziam a segurança de uma empresa privada que estava sendo assaltada, sob a alegação de “formação de quadrilha”. E, mais uma vez, nenhum dos invasores foi indiciado pela morte do segurança Fábio. Até a imprensa colaborou, citando o caso sem dar nome à vítima que era tratado apenas como “o segurança”.
Estamos nos transformando num país sob o império das “minorias”, estas novas castas que sob os auspícios do próprio governo impõem padrões de comportamentos a toda uma sociedade estupidificada e silente: são os quilombolas, os “afro-descendentes”, os gays, as lésbicas, os sem-teto, sem-terra, sem-moral ou vergonha na cara, os narco-traficantes que determinam toque de recolher ou quando o comércio pode abrir as portas. Estamos nos transformando num país sem Lei, numa terra de ninguém onde vale mais quem grita mais alto.
E o governo sem freios e amoral do sr. Luiz Inácio se condói com o assassinato de três travestis e algum vexame passado por um representante da casta gay, mas dorme tranqüilo com o assassinato de 50 mil brasileiros por ano pois, afinal o que são cinqüenta mil brasileiros senão mera estatística?
Onde estão os espancadores e assassinos homossexuais?
por Julio Severo
É bem fácil encontrar manchetes como “Gay Espancado” ou “Gay Assassinado”. Mas quem já viu manchetes como “Gay Espancador” ou “Gay Assassino”? Os dois casos existem, mas só um deles tem a preferência da imprensa esquerdista.
Travesti é assassinado. Gay é espancado. Esses são apenas um dos poucos títulos comuns nos meios de comunicação quando a notícia envolve homossexualismo e crime.
Aliás, quando um praticante do homossexualismo sofre agressão ou assassinato, o artigo que cuida do caso pode numa única página repetir a palavra homossexual pelo menos uma dúzia de vezes. O adjetivo homossexual, quando a vítima tem essa inclinação sexual, ganha destaque garantido. É o que impõe a cartilha gay, e a mídia a segue sem pestanejar.
- Preconceito: vítimas gays são mais valorizadas do que as outras vítimas
Contudo, a imprensa evita mencionar um fator importante nas agressões e assassinatos de homossexuais. Indivíduos (sejam homossexuais ou não) que escolhem a vida dos bares, casas noturnas e outros ambientes de prostituição fácil correm mais perigo, onde a violência é uma ameaça a todos: prostitutas, clientes, homossexuais, etc. Afirmando que a maioria dos homossexuais assassinados é de travestis, Oswaldo Braga, presidente do Movimento Gay de Minas, declarou: “São homossexuais que estão mais envolvidos com a criminalidade, como prostituição e tráfico de drogas, ficando mais expostos à violência”. (Tribuna de Minas, 09/03/2007, p. 3.) Ninguém é obrigado a ir a ambientes onde há agressões, espancamentos, drogas, prostituição, brigas e assassinatos. Mas de todos os que sofrem violência nesses lugares, os que praticam o homossexualismo são alvo privilegiado da atenção dos holofotes da mídia esquerdista. É claro que há também outros fatores de crime. O que não falta na sociedade brasileira é violência. É um dos produtos internos em que o Brasil tem mais abundância. É o PIB da criminalidade. Outra fonte comum de crimes são as gangues. Uma gangue qualquer pode bater, agredir, estuprar e matar. Suas vítimas podem ser muitas. As autoridades reagem com seu habitual descaso. A imprensa trata como violência rotineira. Mas se, entre as suas muitas vítimas, a gangue por uma fatalidade do destino agredir um homossexual, o barulho começa:Preconceito! Discriminação! Violência contra os homossexuais! Os homossexuais precisam de leis e proteção especial! Como compensação, eles merecem o direito de casamento e adoção de crianças!” A imprensa esquerdista, que é cutucada pelo ativismo gay, cutucará as autoridades até que haja mobilização e favorecimentos. Belo recado, não? Todos podem sofrer, ser agredidos, estuprados e assassinados, sem direito a barulho e clamores de direitos humanos — menos os homossexuais. Só as vítimas homossexuais são úteis no perverso jogo político de obtenção de novos e estranhos direitos e privilégios. As vítimas homossexuais estão na moda. Pobres das outras vítimas, que pertencem a uma maioria que não aprendeu a explorar seus sofrimentos para obter ganhos políticos! Será então que todos terão de se converter ao homossexualismo para serem respeitados, valorizados e notados neste Brasil violento e pró-sodomia, onde não existe guerra, mas há mais mortes violentas por ano do que em muitos países em guerra? Arriscamos a ter no Brasil um futuro negro onde as próprias gangues temerão os homossexuais, por causa dos muitos privilégios legais concedidos ao homossexualismo. Antes de atacarem um individuo, as gangues poderão se sentir obrigadas a perguntar se ele é homossexual. Se não for, o ataque prosseguirá normalmente. Assim, homens, mulheres e crianças não serão poupados. Nos meios criminosos, só os homossexuais terão isenção especial e é possível que, por desespero diante da total falta de segurança que reina no Brasil, a população precise se fazer de homossexual durante uma ação de criminosos. A que ponto chegou o Brasil: Um governo que não consegue dar nenhuma segurança para milhões de homens, mulheres e crianças agora se compromete a dar segurança à minúscula população homossexual, por causa do intenso, enorme e insistente ativismo homossexual de direitos humanos. Algumas pessoas já devem estar babando de vontade de participar do movimento homossexual, só para ter as garantias civis de segurança que o Estado jamais consegue dar à vasta maioria da população.
- 50.000 versus 12
Quando espremem todos os dados criminais, os militantes gays conseguem com muito esforço e suor extrair uma dezena, ou pouco mais, de assassinatos de indivíduos envolvidos no homossexualismo. Se o número de gays assassinados chegasse a 50 mil por ano, suas reivindicações no Congresso Nacional provocariam um verdadeiro terremoto de mudanças, desde a aprovação de leis contra o preconceito e a homofobia até a instituição oficial do Dia do Orgulho Gay e o Dia Nacional Contra a Homofobia (Obs: já foram instituídos!). Mas mesmo com apenas uma pequena dezena de casos, eles querem tal terremoto e já estão conseguindo a aprovação de muitas leis. Não é verdade que 50 mil gays são assassinados por ano. Contudo, esses números são reais. Por ano, 50 mil brasileiros são vítimas da pena de morte imposta pelos criminosos. É um número elevado e vergonhoso para as autoridades encarregadas da segurança da população. Esse número comprova a escassez de segurança para a população em geral. O número infinitamente pequeno de homossexuais assassinados prova que a escassez de segurança ainda não os atingiu. Com a determinação do governo Lula de proteger esse comportamento, a segurança deles e de seu comportamento está praticamente garantida. Uma dezena não chega nem de longe a 1 por cento de 50 mil. Se uma dezena de gays assassinados por ano se transforma magicamente em matéria-prima ideológica para avançar os interesses políticos dos militantes pró-homossexualismo, o que dizer então dos interesses da vasta e esmagadora maioria da população que sofre assassinatos? Por que selecionar para tratamento especial indivíduos envolvidos no homossexualismo quando as maiores vítimas da violência no Brasil não são os homossexuais, mas o restante da população? Além disso, as notícias envolvendo o tema homossexual costumam ser cobertas de parcialidade. Se uma página de artigo pode repetir uma dezena de vezes o adjetivo homossexual quando a vítima de um crime vivia esse estilo de vida, o oposto é verdade quando o autor de um assassinato é homossexual. Nesse caso, é preciso usar uma lupa e ter experiência de detetive, pois no que depender do jornalismo esquerdista, pode-se encontrar tudo numa notícia sobre um assassino homossexual, menos o adjetivo homossexual.
- Onde foi parar o adjetivo homossexual?
A repetição da palavra homossexual no artigo onde o homossexual é vítima tem como propósito deixar muito bem claro que os homossexuais são bons e inocentes, eternas vítimas de violência.
A exclusão da palavra homossexual em notícias onde um assassino é homossexual tem como propósito proteger a imagem de conto de fadas onde o homossexual e o homossexualismo têm características angélicas e boas. Precisa de exemplo? A revista Época de 26 de fevereiro de 2007 traz o artigo: “Ele sofreu terrivelmente”. Quem? Um homossexual vítima de heterossexual? Se fosse, não há a menor dúvida de que a palavra homossexual seria enfadonhamente repetida uma dúzia de vezes, conforme a praxe jornalística pró-homossexualismo.
O artigo conta o assassinato de um jovem brasileiro na Inglaterra. O texto não cita o adjetivo homossexual nem uma única vez. No entanto, é impossível esconder completamente a verdade. O jovem brasileiro foi espancado e esfaqueado. Os investigadores constataram que foi uma morte lenta e sofrida. A polícia britânica ficou chocada com o que viu. Repito: se fosse o caso de um homossexual morto por heterossexual por qualquer motivo, os ativistas gays da Inglaterra e do Brasil teriam nas mãos um prato cheio para fazer muito barulho e sensacionalismo: inocente vítima gay espancada e esfaqueada de modo covarde e brutal por heterossexual. Sim, houve muita covardia e brutalidade. Houve tanta crueldade que os próprios investigadores ficaram assombrados — e os homens da polícia geralmente estão acostumados a ver cenas muito pesadas. O quadro horrendo do assassinato do brasileiro foi demais até para eles. Assassinos homossexuais geralmente cometem crimes assombrosos. Lembra-se do canibal alemão, que matou e comeu sua vítima? Ele era… o que o jornalismo esquerdista não diz que ele era! Se pensou na palavra H, acertou em cheio. Talvez a imprensa esconda os fatos de propósito, num tipo de esconde-esconde, para que o próprio público possa usar a cabeça a fim de raciocinar e adivinhar o que não está sendo revelado na notícia. Pena que, no caso de homossexuais vítimas de assassinatos, eles nos poupem desse esconde-esconde.

Embora o artigo de Época se recuse terminantemente a revelar a identidade homossexual do assassino do jovem brasileiro, há provas claras de que o assassino praticava o homossexualismo. O assassino trabalhava “numa sauna gay”. Além disso, ele estava foragido porque havia estrangulado a esposa. Ela a matou porque “ela se recusara a fazer sexo com ele e seu amante”. Obviamente, era um amante homossexual, um homem com quem o assassino mantinha relações homossexuais, mas Época não se interessou em destacar ou mesmo usar o adjetivo homossexual, que estaria perfeitamente adequado ao caso. O que não é útil para os interesses dos militantes gays, também não é útil para os interesses do jornalismo esquerdista. O comportamento da imprensa dá a entender que não existem espancadores e assassinos homossexuais. Mesmo quando a agressão homossexual é flagrante, os esquerdistas dão um jeito de culpar… a vítima!
Em outubro de 2001, Harry Hammond, um pastor inglês, foi surrado por uma gangue de homossexuais por carregar um cartaz incentivando os homossexuais a se arrepender. Ele, não os agressores homossexuais, foi condenado por incitamento à violência e perturbação da ordem pública. Ele foi multado em 550 dólares e obrigado a pagar 725 dólares em despesas legais. Os homossexuais que o agrediram fisicamente não receberam nenhum tipo de condenação, nem das autoridades, nem da imprensa.
Por que a imprensa não abre a boca contra os espancadores gays? Porque o esforço de dizer a verdade envolve um risco sério e potencialmente fatal. Se a imprensa resolver se desviar de sua parcialidade pró-homossexualismo e noticiar os casos de espancadores e assassinos homossexuais do mesmo jeito “objetivo” e “imparcial” que noticia os casos de gays espancados e assassinados, há o perigo de que se descubra que os casos de homossexuais perpetradores de violência podem existir em números muito maiores do que os casos de gays vítimas de violência. Esses números seriam devastadores para as ambições do movimento homossexual.
- Perda do maior direito.
Nem os militantes gays nem os esquerdistas controladores dos meios de comunicação querem que o público tenha acesso à verdade nua e crua. No caso dos ativistas gays, o motivo é óbvio. Se cada caso de gay espancado e assassinado é explorado e usado para a conquista de mais direitos na sociedade, por que não deveria haver perda de direitos com cada caso de espancador e assassino homossexual?
Para infelicidade dos que querem impor o homossexualismo como normal na sociedade, o maior veículo de comunicação durante vários milênios — a Palavra de Deus — declara que as práticas homossexuais não somente são repugnantes, mas também tiram de seus praticantes importantes direitos. Embora os ativistas gays se mobilizem com muito ardil e intensidade para fazer conquistas legais, sociais e políticas para seu comportamento sexual, a Palavra de Deus deixa bem claro que os homens que insistirem em suas práticas homossexuais terão total perda de direitos na eternidade, inclusive exclusão do Reino de Deus. Deus diz:
Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)
Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 NVI)
Os radicais militantes gays podem então conquistar todos os direitos aqui na terra e mudar completamente a sociedade e suas leis, mas jamais conseguirão mudar Deus e suas leis. A sentença divina já foi dada, há muito tempo. Largue o pecado, ou perca o maior de todos os direitos. É claro, nem todos os homens que vivem no homossexualismo são espancados ou assassinados. Nem todos são também espancadores ou assassinos. Mas todos os homens que se recusam a abandonar as práticas homossexuais serão perdedores do maior e melhor direito que só podem ter aqueles que se entregam a Jesus Cristo e abandonam seus pecados: o direito inigualável de entrar no Reino de Deus e viver eternamente em amor, paz, segurança, felicidade e a companhia alegre de Deus e seus anjos. Vale então a pena viver agarrado ao pecado (seja adultério, roubo, homossexualidade, etc.) quando a perda final envolve um direito tão grande e maravilhoso?
- A dura verdade…
Se os grupos de militantes gays querem lembrar à sociedade que por ano uma dezena de homossexuais é vítima de assassinatos no Brasil, precisamos lembrar a eles que por ano a sociedade inteira é vítima não de uma dezena, mas de 50 mil assassinatos. Temos infinitamente mais motivos para chorar, reclamar e reivindicar do que eles. Se eles insistirem em seus números, então por que não cobrar-lhes o papel do homossexualismo nos crimes violentos? É mera coincidência que os 10 maiores assassinos dos Estados Unidos tenham o homossexualismo como característica comum de comportamento 
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Por que no Brasil também não coletamos os números da violência cometida por agressores homossexuais? Temos hoje no Brasil muitas notícias sobre homossexualismo e crime, porém se a sociedade tem de ser pressionada a se preocupar com uma dezena de homossexuais mortos por ano, então por que também não lhe dar o justo direito de conhecer quantos homens, mulheres e crianças são assassinados por homossexuais? Um jornalismo verdadeiramente justo e imparcial não teria dificuldade alguma de tratar dessa questão.
[1] Essa informação encontra-se num capítulo inteiro do meu livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia.
Leitura recomendada:  O uso e abuso gay da palavra preconceito

Fonte: Julio Severo
COMENTO: E por falar nisso, como ficou o secretíssimo caso do padre petista, defendido pelo advogado petista, que colocou quatro na cadeia acusando-os de extorsão, crime do qual foram absolvidos???
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Os Atravessadores da Vida

.por Arlindo Montenegro
O agro negócio, somado aos negócios de pequenas propriedades agrícolas, tem produzido cada vez mais. As quantidades de alimentos essenciais à manutenção da vida e da força para o trabalho se avolumam, suprem as mesas da roça, chegam aos supermercados e atravessam fronteiras para gerar dividendos, para os grandes negociantes.
E os grandes são: Monsanto, Bunge, Nestlé e outros nomes estrangeiros, com sedes na Suíça, no Reino Unido e nos EUA. Negociam através de corretores internacionais, normalmente fixados em Wall Street, Londres ou na Suíça, como a Mercuria em Genebra que negocia 4 milhões de barris de petróleo numa tacada só e mais outros 40 milhões de barris, apenas no papel, para garantir lucros no mercado futuro.
Também produzimos o tal combustível fóssil em quantidades crescentes e suficientes para exportar, além do que as ‘novas’ reservas (há muito tempo conhecidas e agora anunciadas de modo retumbante), nos colocam em vantagem para emitir mais gases, fabricar mais veículos, transportar mais por estradas (esburacadas e mal traçadas), desprezar energias limpas.
Temos a vantagem do biodiesel ‘inventado’ e anunciado ao mundo pelo sagaz governante que atormenta tantas consciências pátrias, como alivia dificuldades de sobrevivência imediata de uma massa eleitores pobres e desempregados, gente desprezada e abandonada pelos poderes públicos há séculos.
O que para uns é solução imediata, para outros é a expressão de um pensamento político de cabresto, de uma ação predatória contra a liberdade e emancipação, de escolhas e prioridades que exigem decretos à margem da Lei e anulam as iniciativas independentes dos Três Poderes.
Vivemos em ambiente de economia globalizada. O preço do arroz com feijão, produzido aqui, sofre influencias das decisões tomadas por especuladores internacionais. Mas este detalhe é omitido, não e esfregado no nariz da gente como o preço do produto na prateleira do supermercado.
As pessoas comuns não sabem que produzimos a gasolina que consumimos, mas os preços são determinados lá fora. Produzimos o milho, o feijão, o arroz, a soja, a carne, o frango, o leite que consumimos, mas os preços são atrelados aos interesses internacionais.
E os governantes elegem políticas que, em vez de proteger o nosso consumo de pobres, aumentam os preços já viciados por altos impostos. Os atravessadores nacionais e mais ainda os internacionais, ficam com o lucro e os consumidores brasileiros com as perdas e o medo da inflação.
Aí o governo “dá” uma oportuna “bolsa família”, um alívio para alguns. No México recentemente copiaram o modelo esmola, fornecendo onze dólares mensais para os mais pobres poderem comprar o fubá de milho para as tortillas.
A dieta de pobres e ricos tem praticamente a mesma base em cereais. A diferença é que os ricos consomem mais carne, leite, queijo que exigem mais cereais para a alimentação das vacas, cabras, galinhas e perus.
O preço do petróleo entra no preço de tudo que depende de transporte, transformação, eletricidade. E todos os preços alteram a demanda da economia do planeta. Mais ainda quando alguns cereais estão entrando para o rol de matérias primas de combustíveis.
Os especuladores, melhor dizendo os atravessadores internacionais do petróleo e do arroz com feijão, da soja e do milho, do açúcar e do café, contribuem a todo instante para a alta do custo de vida.
Atuam, investindo o dinheiro dos outros em alta tecnologia, mineração, petróleo, trigo, arroz, soja, milho, com conseqüências para a qualidade de vida de cada pessoa que busca adquirir alimentos no mundo inteiro.
Vem o governo e diz que somos auto suficientes! Mas não somos autônomos, não ganhamos a emancipação para produzir e consumir sem as amarras da economia global! O que nos impede são as políticas predatórias que privilegiam a economia e desprezam o bem comum, o interesse humano. Humanidade passou a ser uma ficção, lembrada apenas quando se refere a ‘direitos humanos’ para a escória marginal.
Podemos esperar a curto prazo as maiores pressões e exigências dos que comandam a economia globalizada na forma de taxas de juros, arrocho nas economias dependentes de investimentos estrangeiros. A crise atual e as futuras crises, todas as ameaças apontam para a implantação do governo mundial de fato.
Na Europa, o que é decidido em Bruxelas, pode ser contrário a qualquer constituição nacional. Na América do Sul, já temos uma organização que se propõe unificar políticas em um parlamento supra nacional. Todos os países obedientes a uma mesma vontade supra nacional.
“O que será do amanhã? Seja o que Deus quiser!”
Uma saca de arroz, de trigo, de feijão, de milho, custa quase três vezes mais que há alguns meses atrás. Os miseráveis vão ter que reduzir o volume do prato ou então passar fome. Na Tailândia e na Indonésia registraram-se movimentos pedindo mais dinheiro para a sobrevivência de agricultores e operários. Uma greve geral aqui e outra acolá. Protestos na Somália. Na Argentina desabastecimento por causa das políticas governamentais. No México o governo distribuindo esmola. Na França, na Itália, na Espanha e na Inglaterra, protestos de agricultores, pescadores, caminhoneiros protestam porque não conseguem mais pagar as contas.
Preços repassados, vida de milhões de pessoas em risco e a nossa possível – fantasiosa até o momento - prosperidade ameaçada, por especuladores e atravessadores que controlam as finanças mundiais, tirando proveito da “crise” pré fabricada, para ganhar muito dinheiro e exercer mais rapidamente o controle total.
As decisões de natureza política exigem estatura ética e altamente moral. Toda a credibilidade do sistema depende da atitude de cada pessoa. O Presidente da Alemanha, H. Kohler disse numa entrevista para a revista “Stern” que os mercados financeiros se transformaram num monstro que precisa ser domado.
A inflação "é uma boa” para eles, porque concentra mais a riqueza, prejudicando os mais pobres que têm de pagar mais juros e maiores impostos. A especulação afeta cada cidadão, cada empresa. Agora atinge os alimentos. Mas eles ‘nem tão ligando’, ignoram os resultados de suas ações, de olho nos volumes financeiros que controlam. Exercendo seu poder sobre governos, empresas e finalmente países, povos, maneiras de pensar e agir, a globalização da economia faz crescentes lucros para os especuladores e aumenta a fome no mundo dos pobres.
Os sinais estão nos preços do que os operadores de bolsa chamam de “commodities”, onde os valores são dezenas de vezes superiores ao que se pratica na ponta produtiva. Por exemplo, na bolsa de Chicago, já estão negociando o que se vai produzir daqui a 30 anos. E os preços atuais de tudo quanto se consome hoje no mundo, são determinados por financistas que nunca pisaram num milharal, num canavial, ou conheceram as condições de vida de quem produz.
O Almirante Gama e Silva em artigo publicado pelo Alerta Total, “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, dá algumas indicações que poderiam minimizar a nossa dependência destes cenários conturbados:
Diz o Almirante:
- “ por que não condicionar as licenças para exportações maciças à manutenção de preços internos compatíveis com o padrão de vida dos brasileiros, embora tendo o cuidado de reservar margem de lucro razoável para os produtores rurais?
- por que não promover o fortalecimento de cooperativas agrícolas até o ponto de torná-las capazes de contornar o bloqueio do oligopólio cerealífero?
Acrescento para terminar: por que não se mobilizar e exigir do governo que cumpra as Leis e tome vergonha na cara? Por que não punir os que assaltam os cofres da nação, enganam o povo e desprezam a consciência Pátria?
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Fonte:   Alerta Total

Farinha Pouca, Meu Pirão Primeiro

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por Roberto Gama e Silva
Os governos instalados na América do Sul, mantendo a tradição da época colonial, estimulam de todas as maneiras a exportação de produtos primários, crentes que as receitas assim obtidas poderão contribuir para a melhoria dos padrões de vida das respectivas populações, propósito que deveria orientar todas as políticas governamentais.
Recentemente, uma mulher, Chefe do Poder Executivo da Argentina, teve a inspiração sublime de romper as amarras coloniais ao impor regras para a exportação de grãos, de modo a garantir o abastecimento do mercado interno do próprio país e, também, assegurar preços domésticos compatíveis com o nível de vida da população.
Foi um “Deus nos acuda” no país vizinho!
Entretanto, a iniciativa pioneira da Presidente da Argentina, embora inédita na América do Sul, está absolutamente correta, pois como revela a sabedoria dos brasileiros do nordeste, para farinha pouca, o meu pirão primeiro!
Aqui, atitude idêntica deveria ser adotada pelos governantes, tanto para neutralizar o que vem sendo chamado de “crise de alimentos”, quanto para impedir que as vendas maciças de produtos primários para o exterior contaminem os preços internos, pois é fato deveras conhecido que quem muito exporta, importa preços.
No tocante à chamada crise dos alimentos, que justificaria a subida dos preços dos produtos agrícolas, deve ser esclarecido que essa crise existe há muito tempo, como prova o batalhão de famintos do planeta, objeto de preocupação de todas as pessoas sensíveis ao sofrimento dos seus semelhantes.
No caso brasileiro, no entanto, não há nenhuma justificativa para a falta de alimentos, ou para o seu encarecimento, eis que o pais conta com a maior área potencialmente agricultável do planeta; está submetido a um clima ameno, que permite a colheita de duas ou três safras anuais de culturas de ciclo curto e, ainda, apresenta uma população relativamente pequena para a sua dimensão territorial.
A Amazônia, por exemplo, com os seus 14 milhões de habitantes (projeção do IBGE para 2007) tem uma superfície maior do que a Índia e o Paquistão juntos, cuja soma de habitantes ultrapassa 1,2 bilhão de almas.
Destarte, não é aceitável que a expansão da fronteira agrícola, pelo avanço sobre as áreas de cerrado e, até mesmo, do bioma amazônico, seja caracterizada pelo plantio de um ou dois tipos de grãos, enquanto o país se vê obrigado, por exemplo, a importar quantidades cada vez maiores do trigo indispensável para o preparo do “pão nosso de cada dia”.
Será que estamos nós, brasileiros, decididos a repetir os ciclos de monoculturas que tanto mal causaram ao Brasil?
De acordo com dados oficiais (IBGE), a área plantada em 2008 deve atingir 46,8 milhões de hectares, representando um crescimento de 3,2% em relação a 2007. As culturas de soja (21,2 milhões de hectares), de milho (14,5 milhões de hectares) e de arroz (2,9 milhões de hectares) dominam o cenário agrícola. Os três produtos, por sinal, representam 90,6% da produção nacional de grãos.
Enquanto isso ocorre, a área plantada de trigo é da ordem de 1,7 milhão de hectares, que propicia uma produção doméstica de 2,2 milhões de toneladas, enquanto que o consumo atinge o valor de 10,4 milhões de toneladas.
No caso da soja, que virou “coqueluche nacional”, o consumo interno do grão atingiu em 2007 o total de 30,4 milhões de toneladas, enquanto as exportações somaram 25,2 milhões de toneladas: o consumo interno de farelo foi de 10 milhões de toneladas e as exportações totalizaram 12 milhões de toneladas, e o óleo apresentou um consumo doméstico de 3,2 milhões de toneladas, contra 2,2 milhões de toneladas exportadas.
Além da concentração no plantio de uns poucos grãos, que se poderiam qualificar como “produtos de exportação”, o Brasil não lucra o que merece com tal procedimento, pois o agronegócio está submetido à ação de grandes oligopólios exportadores, que determinam o preço dos produtos. Tal circunstância redunda em sérios prejuízos para o país produtor e para os pequenos agricultores, estes últimos responsáveis por 34% da produção de soja do país.
Como aponta o geógrafo Ariovaldo de Oliveira, da “Universidade de São Paulo – USP”, empresas como a “Cargill”, do grupo Monsanto, e a “Bunge”, transnacional argentina (as maiores exportadoras da soja brasileira), junto com mais duas empresas do ramo, controlam 70% do comércio mundial de grãos. Por esse motivo, aqui na “Terra de Santa Cruz”, quem produz pouco não consegue exportar diretamente!
Algumas providências já deveriam ter sido tomadas, sem que fosse necessário submeter os produtores a regras draconianas.
Um exemplo: que tal limitar o crédito agrícola a determinado teto para os plantadores de “grãos de exportação” e, ao mesmo tempo, aumentar o crédito para o plantio de grãos destinados a conduzir o país à auto-suficiência?
Outro exemplo: por que não condicionar as licenças para exportações maciças à manutenção de preços internos compatíveis com o padrão de vida dos brasileiros, embora tendo o cuidado de reservar margem de lucro razoável para os produtores rurais?
Mais um exemplo: por que não promover o fortalecimento de cooperativas agrícolas até o ponto de torná-las capazes de contornar o bloqueio do oligopólio cerealífero?
Providências como as sugeridas acima podem e devem ser adotadas com a máxima urgência, a fim de fomentar o progresso do país e elevar o padrão de vida dos brasileiros, até hoje espoliados como nos tempos coloniais.
Afinal, as operações de compra e venda de produtos para o exterior são concessões outorgadas em nome do povo brasileiro, e não direito adquirido pelos produtores ou intermediários.
Vale, como advertência final, reproduzir conselho de Aristóteles, o filósofo pragmático: “Aqueles que fazem do seu país um mercado aberto a todos, só têm em vista o lucro; ora se não é preciso que se busque esse gênero de vantagem, o país não se deve transformar em mercado público”.
Roberto Gama e Silva é Almirante Reformado.
Fonte:  Alerta Total 
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A Verdadeira História do Tráfico no Rio !!!

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Não adianta colocar somente na conta dos pobres!
Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, critica o 'cinismo' dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas.
'Eles ajudaram a destruir o Rio'.
É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro.
Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.
Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.
Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.
Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.
Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão. Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.
Festa sem cocaína era festa careta.
As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.
Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou.
Onde há demanda, deve haver a necessária oferta.
E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.
Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa-lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.
Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é digamos assim, tolerado.
Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:
'Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro.'
Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.'
Fonte: Jornal de Brasília

sábado, 28 de junho de 2008

Dinheiro do BNDES

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Poucos meses após a Confederação Nacional do Transporte (CNT) constatar que grande parte dos 64.699 quilômetros de estradas federais em todo o País estão em situação caótica e sofrem com problemas como pavimento de péssima qualidade, sinalização deficiente ou inexistente e geometria bisonha, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirma a liberação de quase R$ 1 bilhão para construção de novas rodovias em Cuba. É isto mesmo! Ao invés de se preocupar em resolver os problemas na infra-estrutura viária do Brasil, o BNDES – um banco público alimentado pelo dinheiro do contribuinte – está mais preocupado em deixar as rodovias cubanas mais seguras. Para piorar ainda mais esta relação de descaso, o mesmo BNDES está liberando cerca de R$ 600 milhões para a construção de uma usina sucroalcooleira na terra de Fidel Castro e outros R$ 300 milhões para investimentos no setor hoteleiro da ilha, ou seja, o comunismo que viola as liberdades individuais está sendo bancado, em parte, com dinheiro do contribuinte brasileiro.
Atento ao desvio de finalidade do BNDES, o senador Álvaro Dias vai apresentar requerimento à Mesa Diretora do Senado na próxima terça-feira pedindo que o Tribunal de Contas da União (TCU) promova auditoria nos empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para obras no exterior. A iniciativa do senador foi motivada, sobretudo, por repasses de US$ 600 milhões para a construção do metrô de Caracas, na Venezuela. Pode? Enquanto as principais metrópoles brasileiras sofrem com engarrafamentos provocados pela deficiência no sistema público de transportes, o principal banco de fomento brasileiro está financiando a construção do metrô na terra do ditador-tupiniquim Hugo Chávez. Apenas nos últimos três anos, o BNDES liberou mais de R$ 3 bilhões em financiamentos estrangeiros em detrimento das reais necessidades do povo brasileiro que sofre não apenas com a falta de infra-estrutura de transportes, mas de saneamento básico, educação, segurança pública, habitação e, sobretudo, saúde.
Mesmo com tantos problemas exigindo solução do governo brasileiro, o BNDES liberou nas últimas semanas mais de US$ 1 milhão para obras em Angola, mostrando que a ausência de infra-estrutura no Brasil está na contramão dos investimentos do banco estatal em outros países. Através do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), o banco está liberando empréstimos para empresas brasileiras que atuam no exterior, enquanto as indústrias nacionais sofrem para conseguir crédito e, com isto, ampliar seus negócios. Por exemplo: a construtura Norberto Odebrecht, que é brasileira, recebeu créditos de US$ 195 milhões para exportar bens e serviços para a Venezuela e de US$ 384 para construção de uma ponte sobre o rio Orinoco, também na Venezuela. O BNDES também financiou projetos no Equador, na Bolívia, no Paraguai e na República Dominicana, com investimentos totais de US$ 1,6 bilhão. É uma farra! Diante de tanta cortesia com o chapéu alheio, a sociedade brasileira se pergunta até onde vai a pose de bom samaritano do presidente Lula?
Na Bíblia, Cristo usa a parábola do bom samaritano para exemplificar uma pessoa boa, caridosa e que se preocupa com os menos favorecidos pela sorte, enquanto o dicionário da língua portuguesa classifica samaritano como uma pessoa beneficente, caridosa ou pertencente à Samaria, antiga cidade da Palestina. Se olhasse para o resto do Brasil, o presidente Luiz Ignácio Lula da Silva veria que não precisa ir tão longe para praticar sua benevolência, já que enquanto ele perdoa a dívida de países tão pobres quanto o Brasil e investe em infra-estrutura pelo mundo afora, milhões de brasileiros passam fome e não têm qualquer perspectiva de futuro.
Ao invés de liberar dinheiro brasileiro para obras do metrô em Caracas e para construção de usinas sucroalcooleiras em Cuba, o presidente Lula deveria atacar as superlotações nos hospitais públicos mantidos pelo Sistema Único de Saúde; reduzir os alarmantes índices de mortalidade materna e infantil; atacar o analfabetismo que envergonha a nação; coibir o trabalho infantil e o trabalho escravo; enfim, o presidente do Brasil pode fazer caridade trabalhando em benefício do próprio brasileiro. E assim, sob os desígnios dos canalhas do Foro de São Paulo, o dinheiro dos brasileiros é defenestrado desavergonhadamente.
Quem mandou votar em fdp.


Coronel Ustra Desmente Reportagem de Época

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"No dia 25/06/2008, fui procurado em minha residência pelo repórter Matheus Leitão e um fotógrafo que disseram já ter ouvido pessoas de minhas relações. Desejavam uma entrevista para a Revista Época, sobre a Ação Cívil que seis Procuradores da República estão movendo contra mim. Informei-lhes que havia estabelecido uma regra pela qual não daria entrevistas, pois sempre que isso acontece as minhas palavras são desfiguradas quando publicadas. Como estavam com problemas para comprar o meu livro "A Verdade Sufocada" (inclusive estavam usando um emprestado da Biblioteca do Senado Federal), propus-me a oferecer-lhes a 4ª edição desse livro. Como sugestão do meu advogado, Dr. Paulo Esteves, entreguei-lhes também o histórico de minha passagem pelo DOI - "Contestações às injúrias e difamações contra mim" -, que escrevi para a concatenação da minha defesa.
Na ocasião pediram-me cópias de minhas Folhas de Alterações (histórico de minha vida militar), insistindo, inclusive, para levá-las, xerocarem e depois me devolverem. Ofereci-lhes, apenas, cópias do período em que estive no DOI. Portanto, tudo que eles receberam de mim foram documentos escritos, dos quais poderiam usar, como manifestações minhas, as transcrições de meus textos.
As palavras usadas por Paulo Moreira Leite, no seu artigo intitulado "Ustra e a confusão", tratam-se de conclusões e idéias dele, um ex-militante da LIBELU (Liberdade e Luta), organização subversiva, sem muita expressão, a que pertenceu.
Hoje, pela manhã, surpreendi-me com as declarações do referido senhor, diretor da Revista Época, que, ao que parece, não leu a Ação Cívil, nem o histórico sobre minha atuação no DOI.
Passo a comentar, por tópicos, o que Paulo Moreira Leite escreveu:
PML - O repórter Matheus Leitão publica um furo no portal de www.epoca.com.br: o texto de defesa do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o DOI paulista entre 1970 e 1974, quando ocorreram 60 mortes e centenas de pessoas foram torturadas, e que hoje é alvo de uma ação pioneira do Ministério Público para apurar suas responsabilidades no caso.
Resposta: Ele contabiliza 60 mortos, quando na Ação Cívil são listados, durante o meu comando no DOI, 47 mortos. No meu histórico relaciono 37 mortos em confronto com o DOI e 10 que nunca estiveram sob minha guarda e responsabilidade.
PML - O fato de Ustra ter constituído um advogado, Paulo Esteves.
Resposta: Recebi uma intimação para apresentar minha defesa no prazo de 15 dias, após ser citado. Quem não constituiria um advogado num processo desse tipo? Além do mais, constituir advogado pressupõe o uso do direito ao contraditório e não qualquer admissão de culpa.
PML - ... e ter redigido um documento de defesa, é em si um dado positivo - mostra que o processo pode ir adiante, o que seria ótimo para um país que até hoje não foi capaz de ajustar as contas com o passado da ditadura.
Resposta: Seria realmente excelente para o país se todos tivessem espaço e voz na mídia, sem que suas palavras fossem adulteradas, e não se desse vez apenas a ex-militantes subversivos e hoje revanchistas, que não sossegarão enquanto não conseguirem colocar na cadeia, a exemplo de outros países sul-americanos, os que lutaram contra a implantação de uma ditadura comunista no Brasil. Ganhamos a batalha, mas perdemos a guerra, por falta de mídia, de espaço, de vez.
Seria ótimo que os arquivos fossem abertos, sem modificações e que fossem expostos os crimes cometidos pelos "heróis de hoje". Seria ótimo que se levasse ao público a verdadeira motivação que levou esses "jovens que lutaram pela liberdade" a lançarem-se na luta armada. Seria ótimo que o povo soubesse que um delírio qualquer, mesmo a existência de uma simples japona, agora é suficiente para que se diga que um preso foi morto sob tortura. Seria ótimo que os gritos que pareciam provir de um jovem, que uma testemunha nem conhecia, ouvidos na madrugada, no período em que desapareceu um menino de 18 anos, não servissem como prova de que vinham desse desaparecido e de que ele foi morto sob tortura, no DOI. Seria ótimo que apenas o testemunho de um filho, dizendo que me viu matar seu pai a pauladas no pátio do DOI, fossem averiguadas e que não servissem de provas contra mim, já que seu pai, que assassinara o industrial Henning Albert Boilesen, foi morto em confontro com a polícia, enquanto eu convalescia de um problema cirúrgico havia apenas um dia. Seria ótimo que fossem averiguadas as palavras desse mesmo rapaz, que também serve como testemunha no caso da morte de Yoshitame Fujimore em confronto com o DOI, meses após ter matado a coronhadas o Tenente PMESP Alberto Mendes Júnior. Segundo ele, o Inquérito Policial que apurou o caso foi forjado, porque um motorista de táxi, do qual não sabe o nome e nem a placa do carro, "lhe contou que Fujimore fora torturado na rua e levado com vida para o DOI".
São inúmeras as denúncias de morte por torturas que, se investigadas, restariam desmoralizadas e descartadas de imediato.
Assim, na maioria da mídia enviesada, todas as nossas versões são falsas e os inquéritos e julgamentos nas auditorias militares uma farsa.
Não existe interesse da esquerda armada para que a verdade apareça. O mito de "jovenzinhos inocentes" e massacrados pela ditadura hoje dá prestigio, dinheiro, voto e vende revista.
A quem interessa desfazer essas balelas? Somente a nós, que lutamos para que o Brasil não virasse uma Cuba, ou, na melhor das hipóteses, uma Colômbia, com as FARC matando e seqüestrando por 40 anos.
PML: Ustra se diz vítima do revanchismo e reclama que não pode ser abandonado pelos atuais comandantes militares. São argumentos antigos.
Resposta: Do revanchismo acho que somente os ligados à "causa" não pensam dessa maneira. Quanto aos atuais comandantes militares, eles conhecem a história, malgrado os mais velhos ainda serem cadetes naqueles tempos. Viveram a violência da época. Sabem que houve uma reação oficial das Forças Armadas à ação de grupos de subversivos, de terroristas e de muito poucos inocentes úteis.
PML: Mas a defesa de Ustra também mostra a intenção - previsível - de quem pretende confundir mais do que esclarecer. Ele chama o senador Romeu Tuma como testemunha de defesa, sustentando que, nos anos da ditadura, o então delegado do DOPS era uma presença permanente e comprometida com a violência que ocorria na masmorra da rua Tutóia, em São Paulo, onde funcionava o DOI. Mesmo que isso seja verdade, o que está longe de ter sido demonstrado, pois até o momento Tuma não foi ouvido a respeito, a acusação é um óbvio recurso desviacionista. O mesmo se pode dizer sobre a idéia de convocar os atuais comandantes militares para depor. O coronel também nega que tenha dado ordens de tortura nas dependências de seu comando, alegação pouco crível diante da imensa quantidade de testemunhas que sustentam o contrário.
Resposta: A minha defesa foi totalmente deturpada e creio que nem mesmo foi lida pelo Sr Paulo Moreira Leite. Jamais pretendi confundir. Relacionei o Senador Romeu Tuma como testemunha de defesa, exatamente por ser ele um dos poucos cidadãos hoje vivos que trabalharam em São Paulo, na mesma época que eu, e que era elemento de ligação entre o DOPS, do qual era delegado, e o comando do II Exército e o DOI. Jamais escrevi na minha defesa que o Senador Romeu Tuma "era uma pessoa comprometida com a violência que ocorria nas masmorras do DOI". Trata-se de um homem sem mancha em sua carreira pessoal ou política e com o qual convivi, freqüentemente, em reuniões no QG II Exército, no DOI, no DOPS e em reuniões sociais. É risível esse detrator dizer que a invencionice que ele próprio atribui a mim é "óbvio recurso desviacionista" e que "mesmo que isso seja verdade, o que está longe de ter sido demonstrado, pois até o momento Tuma não foi ouvido a respeito". Além de ridicularia, trata-se de claro pré-julgamento movido pela negligência em deixar de ouvir o senador.
O Senhor Paulo Moreira Leite, sem nenhum compromisso com a verdade, deturpa o que eu escrevi em meu documento de defesa. Além do mais, joga-me, com insinuações e invenções, contra uma testemunha que, tenho certeza, jamais negará o que afirmo abaixo na conclusão do documento de 31 páginas, entregue ao repórter:
"Legalmente e fielmente, estive sob as ordens do Presidente da Republica, general Emílio Garrastazu Médici, que assinou a Diretriz que criou os DOI; do Ministro do Exército, general Orlando Geisel; dos comandantes do II Exército, generais José Canavarro Pereira e Humberto de Souza Mello; dos chefes do EM II Exército, generais Ernani Ayrosa da Silva, Enéas Martins Nogueira e Mário de Souza Pinto; e do Chefe do Centro de Informações do Exército (CIE), general Milton Tavares de Souza. Todos, infelizmente, já falecidos.
No DOI cumpri, rigorosamente, as ordens emanadas dos meus superiores. Nunca recebi uma ordem absurda, nem emiti nenhuma determinação desse tipo. Jamais fiz prisões ilegais, permiti torturas, abusos sexuais, homicídios, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres. Jamais fui chamado à atenção por qualquer dos chefes citados. Tenho a certeza de que esses homens, com a sua estirpe e com o seu passado, se vivos fossem não me deixariam só nesta hora em que os revanchistas de plantão, por vingança, querem colocar-me em julgamento.
O Exército Brasileiro é uma Instituição Nacional Permanente e creio ser ele quem deve dar a devida resposta a esses detratores, dentro da lei e no interesse da Justiça. Omissão nunca foi característica das suas tradições em nenhuma época. Não fez parte de a sua História perder os anéis para salvar os dedos. Certamente, será assim neste momento.
Desejando que a História não seja deturpada e que os fatos narrados por mim sejam comprovados como verdadeiros, apresento como minhas testemunhas:
- o senador Romeu Tuma, que acompanhou e viveu a situação de violência da época e o trabalho do DOI/II Ex, já que, como delegado da Polícia Civil, era o elemento de ligação entre o Comando do II Exército e o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), órgão no qual estava lotado; e
- os oficiais do Exército Brasileiro ocupantes, no momento de sua oitiva neste processo, das funções de Comandante do Exército Brasileiro, Comandante Militar do Sudeste, Chefe do Estado Maior do Sudeste e Chefe do Centro de Inteligência do Exército (CIE). Eles, hoje, são os substitutos legais dos chefes, que, na época do meu comando do DOI/II Ex, deram-me as ordens cumpridas por mim, rigorosamente.
Tais militares, ainda que jovens naquela época - cadetes, aspirantes ou tenentes -, vivenciaram ou acompanharam a violência daquela quadra conturbada, em instruções, palestras e ouviram os testemunhos dos combatentes pró-democracia. "
PML: O país precisa encarar seu passado e conhecer a verdade sobre tantas mortes não esclarecidas, tanta violência que permanece escondida até hoje. Sem isso, o país arrisca-se a repetir erros e tragédias que todos gostariam de esquecer - não fosse tão grande a dor guardada na memória. Concorda?
Resposta: Não só concordo, como digo que nós, que vencemos a luta armada e combatemos a violência que só tendia a crescer, seríamos os mais beneficiados caso os arquivos fossem abertos e sem cortes. A verdade daí afloraria e as denúncias contra nós não teriam a menor consistência."
Carlos Alberto Brilhante Ustra, Cel Refo.
Fonte: Navegação Programada

Autoridade x Responsabilidade

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A autoridade que temos, nos é sempre delegada e temporal. Para os que acreditam que um Deus a delegou fica o alerta de que só a divindade é que tem poder e, desta forma há que se conhecê-la na intimidade, para poder reconhecer os limites éticos nos quais ela esteja disposta à delegar poderes sublimes.
Mas para os que não creem em divindades, não se surpreendam com a realidade de que a delegação de autoridade vem de seus colaboradores subalternos. Acreditar que sua autoridade lhes é delegada por superiores hierárquicos é um engano que a vida se encarrega de corrigir.
Quanto aos seus enganos com a divindade, só a morte lhes revelará a verdade.
Quanto pesa a responsabilidade de um cargo?
Observa-se que muitos perseguem nomeações para cargos e disputam, com ardor, lugares que lhes conferirão autoridade sobre outros.
Contudo, quando assumem postos de comando esquecem-se dos objetivos reais para os quais foram ali colocados, passando a agir em seu próprio favor.
Tal posição nos recorda a história de um homem que foi nomeado mandarim, uma espécie de conselheiro na China. Envaidecido com a nova posição, pensou em mandar confeccionar roupas novas. Seria um grande homem, agora. Importante.
Um amigo lhe recomendou que buscasse um velho sábio, um alfaiate especial que sabia dar a cada cliente o corte perfeito.
Depois de cuidadosamente anotar todas as medidas do novo mandarim, o alfaiate lhe perguntou há quanto tempo ele era mandarim. A informação era importante para que ele pudesse dar o talhe perfeito à roupa.
Ora, perguntou o cliente, o que isso tem a ver com a medida do meu manto?
Paciente, o alfaiate explicou: "a informação é preciosa. É que um mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que anda com o nariz erguido, a cabeça levantada. Nesse caso, preciso fazer a parte da frente maior que a de trás.
Depois de alguns anos, está ocupado com seu trabalho e os transtornos advindos de sua experiência. Torna-se sensato e olha para diante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito em seguida. Para esse costuro um manto de modo que fiquem igualadas as partes da frente e a de trás.
Mais tarde, sob o peso dos anos, o corpo está curvado pela idade e pelos trabalhos exaustivos, sem falar na humildade que adquiriu pela vida de esforços. É o momento de eu fazer o manto com a parte de trás mais longa.
Portanto, preciso saber há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente perfeitamente."
O homem saiu da loja pensando muito mais nos motivos que levaram seu amigo a lhe indicar aquele sábio alfaiate, e menos no manto que viera encomendar.
Cargos e funções, são sempre responsabilidades que nos são oferecidas pela divindade para nosso progresso. Não há motivo para vaidade, acreditando-se superior ou melhor que os outros.
Quando Pilatos assegurou a Jesus que tinha o poder de vida e morte, e que em suas mãos estava o destino de suas horas seguintes, o Mestre alertou-o dizendo: "Procurador, a autoridade de que desfrutas não é tua; foi-te concedida e poderá ser-te retirada."
De fato isso veio a acontecer. Apenas poucos anos após a morte de Jesus, o poder de Roma retirou do procurador da Judéia, Pôncio Pilatos, toda a autoridade. Ele perdeu o cargo, o prestígio, e tudo que acreditava fosse eterno em suas mãos.
Toda autoridade deve se centralizar no amor e na vida exemplar, a fim de se fazer real. A autoridade de que nos vejamos investidos deve ser exercida sem jamais ferir a justiça.
No desempenho dos nossos deveres, recordemos que só uma autoridade é soberana: aquela que procede de Deus, por ser a única legítima.