domingo, 30 de março de 2008

A Complacente Sociedade Brasileira


Aos amigos que ainda acreditam na restauração da dignidade humana
Quando dava os últimos retoques nas idéias que pretendia desenvolver na montagem deste trabalho sobre os rumos que vem tomando a sociedade brasileira, fiquei apreensivo porque pretendia abordar algumas das questões que ultimamente têm agitado a vida dos que ainda acreditam no bom senso dos homens e trabalham para que os exageros do momento sejam em breve superados. Mas o tema sugere largo conhecimento dos meandros do poder.
Essa apreensão era porque não conseguia entender a mudança vertiginosa no caráter de homens que até há pouco tempo davam aos seus liderados o exemplo dos que realmente se preocupavam com a defesa dos interesses da pátria, mas que hoje, no governo, não estão só apáticos, mas às vezes até defendem a debochada conduta dos partícipes da pilhagem dos recursos públicos, numa clara ofensa à dignidade das pessoas de bem. Muitos dos e-mails divulgados pela Internet relatam fatos que realmente nos deixam desesperados porque ultrapassam as raias do bom senso. Pura sem-vergonhice!
Até as pessoas tolerantes se enchem de justa indignação, tamanha é a desfaçatez dos partícipes da ladroeira que a mídia noticia quase diariamente. E nada é censurado, porque parece que tudo está sendo feito em nome do governo, pelo menos é a conclusão que se tira da versão oficial sobre a roubalheira desenfreada.
A bem da verdade, não se sabe mais distinguir o que é benéfico ao povo, do que convém apenas aos agentes espoliadores. A complacência dos que têm o dever de pôr fim a esse estado de coisas, se mostra preocupante. O povo não pode ser tolo o bastante para acreditar que tudo está sendo feito em nome da nação. Está, sim, é em favor dos que dizem ter "se sacrificado por ela e foram injustamente perseguidos pelas forças da repressão"!
A verdade é que sob o manto dessa falácia enganosa, milhares de aproveitadores estão se locupletando do erário público por meio de polpudas indenizações pelos "serviços" prestados à subversão da ordem em nome do comunismo, como se incendiar o Brasil a serviço de regime totalitário estrangeiro fosse trabalho para o bem da Nação. Se não o foi, é lógico que não há que se falar em "indenização", porque a Nação não pode ser responsável por gastos com "serviços" que visavam sua destruição como país democrático.
Essa relativa complacência está ligada à própria história do Brasil, desde o ideário como nação independente. Pelo que se vê, parece que a nossa é uma sociedade enferma, pois mesmo diante de descalabros de toda ordem, a maioria ainda aplaude certas condutas, mesmo que claramente tipificadas nas normas penais incriminadoras.
Sobre este momento histórico, registra-se que a sociedade brasileira, como todas as outras, não passou incólume pelo vendaval das transformações sociais que o processo encerra no seu evoluir constante. Repensando-se as últimas gerações, se constata que em muitas vezes, retrocederam; em tantas outras seguiram caminho enviesado; mas em todas as épocas marcaram o seu tempo e indicaram o grau de cultura do povo brasileiro.
Mas mesmo assim é conveniente lembrar que não se pode deixar de fazer alusão ao destempero de dirigentes que perderam a noção do que deve se entender por honra e dignidade, isto porque o silêncio pode levar-lhes a crença de acerto no seu proceder.
É bem possível que essa turbulência que vem sacudindo a sociedade brasileira nas últimas décadas, de um modo geral seja em razão da ventania evolucionista ou mesmo revolucionária das carências sociais, e porque não dizer, pela própria vontade de alguns em mudar o governo com o estabelecimento de um regime político socialista.
Esse processo turbulento nos faz lembrar dos primeiros anos da década de 60, quando sindicatos, trabalhadores do campo, praças do Exército, Fuzileiros Navais, etc., iniciaram pelo Brasil afora um movimento de subversão pondo em risco a segurança nacional. Passaram pela guerrilha de Caparaó, a Setembrada, a reunião dos Marinheiros e dos Sargentos no Rio de Janeiro e o exaltado discurso do então Presidente da República no Automóvel Clube pregando a indisciplina no interior dos quartéis, numa clara mostra de que a subversão eclodia pelo país com todo vigor, cujos dirigentes "já estavam no governo e que lhes faltava apenas assumir o poder", como à época afirmou PRESTES em Moscou.
Diante desse quadro de grave ameaça às instituições da pátria, o povo em multidão foi às ruas exigindo um basta na anarquia instalada no governo e pedindo proteção para a Família e tudo o mais que estava sendo extorquido da sociedade brasileira.
Os reclamos do povo foram atendidos, e os governantes responsáveis pela balbúrdia, escorraçados da vida pública antes da metade daquela década, sobressaindo-se o grande esforço dos novos dirigentes da nação para manterem o povo brasileiro unido. Mas o seu maior erro foi não levar ao conhecimento público as ações dos envolvidos na luta armada, que hoje se jactam locupletando-se dos recursos de uma nação que eles queriam destruir.
Assim, ainda no alvorecer desses novos tempos, principalmente a partir de 1964 buscou-se um crescimento econômico mais acelerado. Sob o ponto de vista estritamente material, a riqueza do Estado passou a ser o carro-chefe do pensamento nacional, já que a meta era colocar o Brasil entre as primeiras potências econômicas do planeta (à época ocupávamos o 64º lugar, e em pouco tempo chegamos ao 8º), mas foram esquecidos valores como a saúde, a alfabetização, a cultura ético-moral e a religiosidade.
Ficando em segundo plano a formação moral e ética dos jovens, eles passaram a ser fortemente influenciados em grande parte pelos defensores da doutrina comunista nos mesmíssimos moldes cubanos, a qual havia sido repelida pelo movimento moralizador.
Deve-se registrar que nas escolas dava-se início à era da banalização do sentimento de brasilidade, com a doutrinação dos jovens pelos profissionais da baderna, estes formados na luta armada pelos países financiadores da guerra subversiva no Brasil.
Na visão de muitos, essa abafada educação e a deficiente formação ético-moral dos indivíduos gerava a anti-cultura nas escolas. Também a ausência da educação moral e cristã descortinava um campo fértil para as mentes "ignorantes" do saber, mas "sábias" para o arbítrio no submundo do enriquecimento ilícito! O resultado está hoje estampado na mídia, com a ladroagem grassando em quase todos os setores da atividade pública, num processo de pilhagem verdadeiramente preocupante.
Como conseqüência, em período recente desta geração uma parcela de maus cidadãos se apoderou dos mais influentes setores da vida pública e iniciou verdadeira devastação do que de útil ao povo havia sido construído nas últimas décadas. O desenvolvimento de um processo de corrupção, igual ainda não visto, foi muito rápido, a começar pela dilapidação do patrimônio público que pôs de joelhos a ética nas instituições políticas que governam a Nação.
Diante desse descolorido quadro político-social desagradável de se ver, porque pintado com as cores berrantes da corrupção, do deboche, da mentira, da dilapidação dos cofres públicos e do desmonte de instituições que velam pela nossa soberania, a conclusão é de que as conseqüências dessas turbulências perturbadoras vão nos afetar por muito tempo, pois a banalização da roubalheira está em franco desenvolvimento. Não há cenário otimista nesse sobe e desce do caminhar incessante da sociedade à procura do seu destino.
Até mesmo na Internet, os internautas completamente descompromissados com a ética estão banalizando esse instrumento que se constitui, se bem utilizado, num dos maiores incentivadores da solidariedade e da fraternidade entre os povos.
Viu-se também que com a banalização do senso ético-moral em alguns seguimentos da sociedade e da economia surgiram "líderes" de diversos grupos de interesses sem qualquer base intelectual, moral e ética. Era a presença do banal promovendo a desorganização da sociedade e do Estado, com cidadãos à margem da instrução e da educação cívico-moral atuando em todas as esferas do Governo nos três poderes da República.
E para vergonha nossa, há que se registrar que a subserviência de muitos dos homens que deveriam influir de forma positiva para a mudança desse estado de coisas impede que os rumos da decência sejam tomados. Até parece que para atender interesses estritamente pessoais agem com escancarada conivência, nada além do "sim, senhor", ao invés de indicar os caminhos desejados para a ordem pública e orientar os rumos que o dever lhes impõe em razão do cargo que ocupam. Sem dúvida que falam "grosso" só com seus subordinados.
Assim, somos obrigados a pensar que quando os chefes perdem a vergonha, os subordinados perdem o respeito, e o deboche vai continuar não se sabe até quando.
O momento atual está mostrando que se não houver uma substancial mudança de mentalidade, o cenário que se descortina para um futuro próximo sugere que é possível que tenhamos pela frente uma sociedade complacente com a desonra, sem forças para o grito de revolta, nem vontade para lutar por reformas político-sociais há muito desejadas.
Tudo isso tem conserto com o escorraçamento dos esbanjadores públicos, cuja sanha devastadora a Internet vem mostrando de forma estarrecedora nos últimos dias. Também a completa transformação desse estado de coisas está no desenrolar de um processo de conscientização da sociedade brasileira sobre o futuro que deseja construir, certamente fincado nos alicerces do conhecimento, da verdade, da civilidade, da ordem e do progresso, em consonância com os valores do trabalho, da política, da família e da religião, verdadeiros norteadores do campo moral-ético.
Nesse caso, o ponto de partida deve ser a preocupação primordial com o interior da criatura, num processo que se consolide primeiro no íntimo, para, só depois, refletir-se externamente de modo que o cidadão seja conhecido principalmente pelo exemplo.
Há instituições sérias que podem e devem ajudar nisso, trabalhando para se chegar ao fim dessa era de banalização dos bons costumes, pela volta aos diversos segmentos da sociedade organizada dos homens sérios, competentes, cumpridores dos ditames legais e bem aprimorados para buscar novos rumos para esta complacente sociedade, isto certamente em decorrência da distorcida informação acerca da verdade histórica. Só assim se pode dizer que é auspicioso o cenário de amanhã.
Brasília-DF, 29 de fevereiro de 2008
JUVENAL ANTUNES PEREIRA
é Subprocurador-geral do Distrito Federal aposentado
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Março de 1964


O QUE PENSAVA A MÍDIA NAQUELA ÉPOCA.
FOTO DA "FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE" - MAIS DE UM MILHÃO DE PESSOAS
Estamos entrando no mês de Março, ocasião para iniciarmos as comemorações da oportuna atitude da Nação que, em 1964, neutralizou o golpe comunista e salvou a liberdade.
Algumas manchetes da época:
"Seria rematada loucura continuarem as forças democráticas desunidas e inoperantes, enquanto os inimigos do regime vão, paulatinamente, fazendo ruir tudo aquilo que os impede de atingir o poder. Como dissemos muitas vezes, a democracia não deve ser um regime suicida, que dê a seus adversários o direito de trucidá-la, para não incorrer no risco de ferir uma legalidade que seus adversários são os primeiros a desrespeitar"
(O Globo de 31 de março de 1964)
"Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.(...)"
(O Globo, 2 de abril de 1964)
" O Exército e os desmandos do Presidente".
Se a rebelião dos sargentos da Aeronáutica fora suficiente para anular praticamente a eficiência da Arma, a subversão da ordem na Marinha assumia as dimensões de um verdadeiro desastre nacional".
(Estado de São Paulo de 31 de março de 1964)
"Aquilo que os inimigos externos nunca conseguiram, começa a ser alcançado por elementos que atuam internamente, ou seja, dentro do próprio País. Deve-se reconhecer, hoje, que a Marinha como força organizada não existe mais. E há um trabalho pertinaz para fazer a mesma coisa com os outros dois ramos das Forças Armadas".
(Folha de São Paulo de 31 de março de 1964)
O ex-governador gaúcho pregou a necessidade de uma saída pacífica para "este impasse a que chegamos", sugerindo "uma Constituinte para a eleição de um Congresso popular, um Congresso onde se encontrem trabalhadores e camponeses, onde se encontrem muitos sargentos e oficiais nacionalistas.
Em Brasília, os líderes oposicionistas Bilac Pinto e Pedro Aleixo consideraram subversivas e violadoras da lei as palavras do Sr. Leonel Brizola, estranhando que os Ministros militares, presentes ao palanque da Praça Cristiano Otôni não o houvessem preso em flagrante. O Sr. João Goulart considerou "bom" o discurso do ex-governador gaúcho. (...)"
(Jornal do Brasil, 14 de março de 1964.)
"Pois não pode mais ter amparo legal quem no exercício da Presidência da República, violando o Código Penal Militar, comparece a uma reunião de sargentos para pronunciar discurso altamente demagógico e de incitamento à divisão das Forças Armadas. (...)"-
(Jornal do Brasil, 31 de março de 1964.)
"Atualmente, no presente governo, que ainda se diz democrata, a ideologia marxista e mesmo a militância comunista indisfarçada constituem recomendação especial aos olhos do governo. Como se já estivéssemos em pleno regime "marxista-leninista", com que sonham os que desejam incluir sua pátria no grande império soviético, às ordens do Kremlin. (...)"
(Diário de Notícias, 1 de abril de 1964.)
"(...) Além de que os lamentáveis acontecimentos foram o resultado de um plano executado com perfeição e dirigido por um grupo já identificado pela Nação Brasileira como interessado na subversão geral do País, com características nitidamente comunistas".
(Correio do Povo de 31 de março de 1964)
"Agora se decidirá se nós conseguiremos superar a terrível crise provocada pela inflação, pelos desajustes sociais, pelo descalabro econômico-financeiro, sem perda de nossas instituições livres, ou se, contrário, uma ditadura esquerdista se apossará do País, graças, principalmente, ao enfraquecimento e progressivo desaparecimento das Forças Armadas. {...)"
(O Globo, 31 de março de 1964)
"Queremos que o Sr. João Goulart devolva ao Congresso, devolva ao povo o mandato que êle não soube honrar.
Nós do Correio da Manhã defendemos intransigentemente em agosto e setembro de 1961 a posse do Sr. João Goulart, a fim de manter a legalidade constitucional. Hoje, como ontem, queremos preservar a Constituição. O Sr. João Goulart deve entregar o Governo ao seu sucessor, porque não pode mais governar o país.
A Nação, a democracia e a liberdade estão em perigo. O povo saberá defendê-las. Nós continuaremos a defendê-las."
(Correio da Manhã, 1 de abril de 1964.)
"Basta!
Não é possível continuar neste caos em todos os setores. Tanto no lado administrativo como no lado econômico e financeiro".
(Correio da Manhã de 31 de março de 1964).
"É cedo para falar dos programas administrativos, da Revolução. Mas é incontestável que um clima de ordem substituiu o que dominava o País, onde nem mesmo nas Forças Armadas se mantinham nos princípios de rígida disciplina hierárquica que as caracterizam".
(Folha de São Paulo de 31 de março de 1964)
"Dezenas de automóveis trafegaram pelo centro da cidade, tocando suas businas, em sinal de alegria pela vitória da democracia em todo o País. As estações de rádio e televisão, que estavam sob censura, iniciaram suas transmissões normais, pouco depois das 17 horas. Os contingentes de fuzileiros navais que ocupavam as redações de alguns jornais, foram recolhidos aos quartéis.
Por volta das 17,15, o Forte de Copacabana anunciava, com uma salva de canhão, a aproximação das tropas do general Amauri Kruel, que atingiria o Estado da Guanabara às últimas horas da noite de ontem.
A população de Copacabana saiu ás ruas, em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento. (...)"
(O Dia, 2 de abril de 1964.)
Fonte: Ternuma

Governos Militares - 1964 a 1985

ALGUNS NÚMEROS DOS GOVERNOS MILITARES NO BRASIL - Tem gente que não vai gostar do que vai ler!

- Restabelecimento da autoridade por 21 anos;
- Criação de 13 milhões de empregos;
- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
- Estruturação das grandes construtoras nacionais;
- Crescimento do PIB de 14%;
- Construção de quatro portos e recuperação de outros 20;
- Criação da Eletrobrás;
- Implantação do Programa Nuclear - Criação da Nuclebrás e subsidiárias;
- Criação da Embratel e Telebrás; antes não havia orelhões nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados
- Construção das Usinas Angra I e Angra II;
- Desenvolvimento das Indústrias Aeronáutica e Naval (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo); - Implantação do Pró-álcool em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);
-->
- Construídas as maiores hidrelétricas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú (imagine nosso país, hoje à beira de mais um apagão energético, sem a "obra faraônica" de Itaipú);
- Brutal incremento das exportações, que crescem de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente da venda de café, cujo valor das exportações passa de mais de 60% para menos de 20% do total;
- Rede de rodovias asfaltadas passa de 3 mil para 45 mil Km;
- Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
- Fomento e financimento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
- Aumento dos cursos de mestrado e doutorado;
- INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
- Criação do FUNRURAL - a previdência para os cidadãos do campo;
- Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
- Criação do FGTS, PIS, PASEP;
- Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos);
- Duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora e da Via Dutra;
- Criação da EBTU;
- Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza;

- Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas - Viracopos, Salvador, Manaus);
- Implementação dos Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);

- Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que redundaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;


- Construção do Porto de Itaquí e do terminal de minério da Ponta da Madeira na Ilha de S. Luís no Maranhão;
- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
- Promulgação do Estatuto da Terra, com o início da Reforma Agrária pacífica;
- Polícia Federal;
- Código Tributário Nacional;
- Código de Mineração;
- Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
- IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
--> - Reforma do TCU;
- Estatuto do Magistério Superior;
- INDA - Instituto de desenvolvimento agrário;
- Criação do Banco Central (DEZ64);
- SFH - Sistema Financeiro de Habitação;
- BNH - Banco Nacional de Habitação;
- Construção de 4 milhões de moradias;
- Regulamentação do 13º salário;
- Banco da Amazônia;
- SUDAM;
- Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, habitacional, Política e Universitária;
- Ferrovia da soja;
- Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;
- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;
- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
- Matriculas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
- Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;
- Crédito Educativo;
- Projeto RONDON;
- MOBRAL;
- Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
- Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança no Rio Parnaíba;
- Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
- Construção da Ponte Rio-Niterói;
- Construção da rodovia Rio-Santos (BR 101);
- Impediram a implantação de uma guerrilha semelhante às "FARC" no Brasil;
- .......




Observe que muitas dessas realizações foram destruídas ou descaracterizadas após a "redemocratização", tendo sofrido, recentemente, tentativas de reconstrução sob nova paternidade.
Eles fizeram a maior revolução industrial do séc XX.
Pegaram um país com o 45º PIB do mundo, e 21 anos depois, entregaram aos civís o 10º PIB do mundo.

(Estamos há 23 anos, sob autoridade civil e ainda estamos em 10º).

Napoleão Não Morreu Envenenado

por Agnaldo Del Nero Augusto
General de Divisão Ref
Os jornais anunciaram, em meados de fevereiro, muito discretamente, em pequena nota, que Napoleão não morreu envenenado. Não apresentaram detalhes dos métodos que permitiram essa afirmação categórica. Napoleão não foi a primeira e nem a ultima autoridade cuja morte gerou suspeitas de assassinato. 
Napoleone Buonaparte era um líder, que mesmo banido, conseguiu voltar ao poder e mostrara-se capaz de superar fracassos, fazendo prevalecer no público a lembrança de seus sucessos. Lembrava-se dos sucessos de sua campanha na Itália e não do fracasso da expedição ao Egito. Fez-se proclamar Imperador da França, além de colocar três irmãos nos tronos de outras nações européias, atitudes que provocara ressentimentos nos republicanos franceses - que consideravam o comportamento grande traição aos ideais da Revolução Francesa. Tinha inimigos no Egito e Rússia que invadira, na Áustria e Prússia que mantinha sob o jugo francês, na Península Ibérica que ocupou por muitos anos. 
Não foi Bolívar, mas Napoleão que engendrou a artimanha de uma constituição elaborada, ratificada por plebiscito, máscara para a ditadura, que lhe permitiu permanecer 14 anos no poder. Era considerado egomaníaco, causando seu retorno ao poder medo a seus inimigos, o que explica a credibilidade da invencionice de seu suposto envenenamento. Este preâmbulo é para dizer que este fato motivou-me tratar do propalado assassinato de Jango, que não era um Napoleão, não metendo medo em ninguém. 
Caro leitor. Você sabe quem é Mário ou Antonio Neira Barreto? Não sei se ele é Mário (O ESP do dia 28 Jan) ou Antonio (no mesmo jornal do dia 29), mas as notícias sobre esse bandido apareciam sempre, com o título Anos de Chumbo. Nem seu nome certo, ou codinome se ficou sabendo pela imprensa. Chamemo-lo apenas Neira Barreto.
Neira Barreto é um meliante que está preso em Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Intitulando-se ex-agente, esse indivíduo em entrevista à Folha de São Paulo, disse ter integrado o grupo Centauro, um comando militar uruguaio destacado para matar Goulart. Segundo esse bandido, o pedido para assassinar Jango teria sido transmitido a militares uruguaios pelo delegado Sérgio Fleury, que teria atribuído a decisão ao então presidente Geisel. Nomes que estavam na imprensa e podiam ser do conhecimento de qualquer pessoa. Qual a causa de Neira Barreto ter se tornado assaltante? Perdeu seu emprego? Por quê? Há alguma informação relativa à existência desse tal grupo Centauro? Nada esclarece a imprensa investigativa
Parece verossímil, mesmo hipoteticamente, que um simples agente, de um órgão desconhecido, tivesse conhecimento de quem partira tão grave ordem? O ex-presidente Geisel pode ser taxado de tudo por seus desafetos, menos de burro, assim como seus prepostos. O mínimo que um órgão responsável deveria exigir, antes de veicular notícia dessa gravidade, era saber se esse meliante pertenceu a algum órgão militar veiculado ao governo uruguaio e em que período. Nada se informa a respeito. Apenas tratam-no como um agente, notícias sempre precedidas do título Anos de Chumbo. Segundo o Aurélio, agente pode ser secreto, funerário, agenciador de enterros, papa defunto, e também, agente laranja, aquela mistura desfolhante. Quanto se trata de pessoas o “pai dos burros”, no verbete “laranja”, refere-se a agente intermediário, envolvido em transações geralmente irregulares ou fraudulentas, ficando oculta a identidade do verdadeiro interessado. Muito usado, ultimamente, por parlamentares para comprar emissoras de rádio e alguns empresários para outros fins escusos.
Não estou aqui para defender o ex-presidente Geisel, mas trata-se de um ex-presidente do Brasil e de um general do Exército. Não é a ele que querem atingir, são os governos do período revolucionário e em particular as Forças Armadas.
Até 31 de março muita água correrá por baixo da ponte. Até então, qualquer vagabundo, que inventar uma estória que desqualifique os governos do período revolucionário, ou as Forças Armadas, terá guarida em boa parte de nossa imprensa. 
O ex-presidente Geisel é falecido, assim como o delegado Fleury. Mas mortes, aparentemente naturais, é pouco em uma história cabalística. Nesta, a forma escolhida para matar Jango teria sido colocar uma drágea com cloreto desidratado num esterilizador em meio aos comprimidos dos seus remédios, o que simularia um enfarte. A substância letal, disse o agente, teria sido preparada pelo médico legista uruguaio Carlos Milles, também falecido. Mas, numa estória fabulosa, o Dr Milles não poderia falecer de causa natural, “morto em Montevidéu como queima de arquivo”, complementa o agente. A estória está completa. Todos participantes mortos.
Segundo o Dr Fernando Luquessi, conceituado médico de Porto Alegre, Goulart estava internado no Hospital Universitário de Montevidéu e seus médicos providenciaram a presença na cidade do Dr Zerbini, um dos mais conceituados cardiologistas do Brasil. Era intenção dos que o atendiam levá-lo, disfarçado, a São Paulo, para atendimento especializado no Instituto do Coração, um centro de excelência em moléstias do coração. O Dr Zerbini foi a Montevidéu acompanhado de um assistente, o Dr Ariê. Após os exames realizados, a conclusão a que chegaram é que Goulart estava acometido de uma cardiopatia severa e não adiantaria levá-lo a S Paulo, pois não havia o que fazer. No caso, a conclusão é que Jango estava condenado. Sua zelosa família nada sabia da pretensão de levá-lo a S Paulo, ou da ida do Dr Zerbini a Montevidéu? 
Não chequei esses dados, nem tinha condições de fazê-lo, pois não sou agente. Ouvi-os, no comentário que o jornalista Alexandre Garcia faz normalmente na rádio CBN/Brasília. Apenas no contato que fiz com o jornalista, tive-os confirmado. O jornalista até comparou a doença de que estava acometido Goulart, à gravidade da que sofreu o deputado Luís Eduardo Magalhães, que apesar dos recursos de que dispõe sua família, não pode evitar seu prematuro passamento. 
Essas são duas versões do mesmo fato. Um fato não contêm em si a verdade. Verdadeira ou falsa será a percepção que dele temos, assim como mais ou menos justo pode ser o juízo que sobre ele formamos. É esse livre juízo que permite as falsificações da história. É esse livre juízo que permite a deturpação de memórias nacionais, pelos revanchistas odientos. Se a intenção fosse chegar à verdade, ai estariam, pelo menos dois caminhos. Ou se recorre à França, para se conhecer o que a ciência, hoje, disponibiliza, para se chegar a uma certeza dessa ordem, passados quase dois séculos, ou segue-se o caminho das pedras, a começar pelo Dr Marquesi e os outros envolvidos que estiverem vivos. Esta última alternativa, embora nos ofereça elementos importantes para formarmos nosso juízo, não elimina a hipótese criada, não nos conduz a certeza, à verdade. Mas quem deseja a verdade? A verdade elimina o tema que objetivam explorar. Mais um dado para o leitor, no dia 19 último, notícia no O ESP dava conta que a família de Goulart deseja ser indenizada pelos Estados Unidos, pela pretensa interferência no “golpe” de 1964, outra história farsesca, que voltará ser orquestrada.
Acredito que o leitor perspicaz tem nas informações aqui agregadas, elementos para refletir sobre os fatos com espírito crítico e chegar a um juízo mais próximo da verdade.
Ternuma Regional Brasília

Nota do Clube da Aeronáutica

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FORÇAS ARMADAS - O INEXPUGNÁVEL BALUARTE
O projeto alienígena de "balcanização" da Amazônia brasileira faz algum tempo encontra-se em plena marcha, ante a venal omissão e, talvez, conivência de órgãos governamentais dos mais elevados escalões, em particular, do Ministério do Meio Ambiente.
Desde a criação inconstitucional da "Reserva Ianomâmi", de alcance binacional e de absurdas dimensões, o Brasil continua cedendo às mais leves pressões internacionais para o estabelecimento de novos "santuários" indígenas em seu espaço amazônico, como o recente caso da região Raposa Serra do Sol.
Legislação originada do Executivo, surpreendendo a opinião pública nacional, permite a concessão de imensas glebas de terras a estrangeiros, para exploração indiscriminada, por longos períodos, que atingem os limites de meio século.
Sem qualquer oposição do Governo, especialistas de outros países infiltram-se nessas reservas, impõem-lhes seus idiomas e costumes, proíbem a entrada de brasileiros e despertam-lhes sentimentos separatistas, induzindo-as à criação de nações próprias.
Paradoxalmente, dá-se extraordinária ênfase ao combate dos desmatamentos e ao trânsito de nacionais nessas reservas, porém não se vê qualquer medida efetiva para expulsar dessas áreas os milhares de estrangeiros clandestinos que por ali se estabeleceram.
Assim, a técnica do "retalhamento" e do sistemático bloqueio do desenvolvimento do imenso e rico território afigura-se como aspectos principais da estratégia dessa intenção.
Em âmbito nacional, continuam atuando, livremente, grupos paramilitares, provavelmente financiados com dinheiro público, os quais se utilizam de técnicas terroristas para atentar, violentamente, contra o direito de propriedade, sem que se veja das autoridades constituídas uma adequada vontade política para estancar, de vez, esses perigosos movimentos, antes que seja tarde demais.
Por outro lado, programas de mídia financiados por capital externo, com objetivos dúbios, "martelam", diuturnamente, a opinião pública com dados meteorológicos distorcidos e exageradas previsões de desastres ecológicos iminentes, praticando verdadeiro terrorismo ambientalista.
É preciso denunciar, denunciar e denunciar, quantas vezes forem necessárias, que o objetivo verdadeiro dessa pantomima do teórico e ridículo "aquecimento global" não é outro senão o de frear o desenvolvimento dos países emergentes, dentre outros, a China, a Índia e, no caso do Brasil, o de impedir a ocupação e o desenvolvimento racional da Amazônia.
Tudo isso tem acontecido sob os olhos permissivos das autoridades dirigentes do País, que sucumbem, docilmente, às pressões políticas dos países centrais, bem como, vergonhosamente, submetem-se, impassíveis, às atrevidas bravatas de "chefetes" regionais.
Esse comportamento governamental revela uma personalidade frágil e amedrontada diante de qualquer tipo de oposição, com a preocupação única de manter-se no poder, a qualquer custo - internamente, pelo humilhante suborno das bolsas-voto - e, no campo externo, pela absoluta inação, frente aos claros objetivos de internacionalização de parcelas do nosso território.
Dentro desse quadro, o Brasil fica à deriva, ante a ausência total de lideranças que o protejam dessas ameaças antinacionais que proliferam livremente.
É fundamental, pois, que a sociedade válida identifique a gravidade dessa situação e se disponha a agir, emergencialmente, para exigir do Governo constituído, que impeça a continuação dessas absurdas investidas que países, ONGs, entidades internacionais e a mídia mercenária têm praticado contra os legítimos interesses da Pátria brasileira, sob pena de incursão em crime de responsabilidade.
Felizmente, porém, as Forças Armadas representam, talvez, a última esperança de garantia de uma resistência inflexível contra todo esse contexto adverso. Por isso, já há algum tempo, têm sido alvo de planejada desatenção do Estado, visando ao seu enfraquecimento gradativo.
A principal atuação desse processo é sobre o moral da tropa que procura atingir, negando-lhe a atualização de equipamentos e congelando seus humilhantes salários, gritantemente desproporcionais às suas responsabilidades.
Porém, aqueles que assim agem enganam-se, se pensam que vão enfraquecer as convicções da sociedade castrense, ou que essa poderá deixar-se inibir por uma democracia ilegítima, construída sob o respaldo de uma maioria de eleitores corrompidos por degradantes esmolas pessoais.
Enganam-se, sim, porque as Forças Armadas sempre estarão prontas para ir às últimas conseqüências, a fim de preservar a segurança da Pátria e a integridade de seu Território.
Portanto, que o Governo não se omita e exerça sua responsabilidade constitucional de defender os legítimos interesses do País. Se não o fizer, haverá quem o faça, o que já poderá ter começado...
Sempre foi assim e continuará sendo, na História deste País.
Ten-Brig. Ivan Frota
Presidente do Clube de Aeronáutica
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sábado, 29 de março de 2008

Eles Têm Povo, e Nós?

por MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
28/03/2008
Em 1881, na sua obra L’esclavage ao Brésil, o francês Louis Couty escreveu: O Brasil não tem povo”. “Em nenhuma parte se encontrarão estas massas fortemente organizadas de produtores livres e agrícolas ou industriais, que, em nossos povos civilizados são a base de toda riqueza, bem como não se acharão massas de eleitores sabendo pensar e votar e capazes de impor ao governo uma direção definida.
Este perfil da sociedade brasileira, descrito por Couty, nos remete a outras recordações. Sem nenhuma conotação terceiro-mundista de complexo de inferioridade, vem à lembrança que, enquanto a Revolução Industrial, iniciada em fins do século XVIII na Inglaterra, dali se espalhava para o continente europeu e alguns lugares do mundo, no Brasil não se podia sequer falar em evolução agrária um século depois. Assim, enquanto a partir do Império Britânico se desenvolveram a técnica, a ampliação de mercados, o capitalismo industrial, na ex-colônia portuguesa utilizava-se até fins do século XIX o escravo no lugar da máquina, a força bruta em vez da tecnologia. E sob a mentalidade da Contra-Reforma, anticapitalista e antiprodutiva, o legado lusitano de lucro fácil e aversão ao trabalho metódico e produtivo, imprimia no tecido social os comportamentos que fazem de nós em grande parte o que somos agora.
Lembremos também que nosso Executivo já nasceu forte, assim permanecendo até hoje. E mesmo quando esse Poder, ao longo da história, deixou a desejar, tal fato não estimulou em nosso povo atitudes revolucionárias ou mesmo reações de protesto que, se aconteceram partiram de alguns grupos e não da sociedade como um todo.
A explicação de nossa proverbial passividade deve ser buscada em nossas raízes e como tão bem enfatizou Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil:
Entre nós, o domínio europeu foi, em geral, brando e mole, menos obediente a regras e dispositivos do que a lei da natureza. A vida aqui parece ter sido incomparavelmente mais suave, mais acolhedora das dissonâncias sociais, raciais e morais. Nossos colonizadores eram, antes de tudo, homens que sabiam repetir o que estava feito o que lhes ensinara a rotina”.
A Espanha, que na bela imagem de Fernando Diaz Plaja “é como um licor forte que pode ser apreciado ou detestado, mas nunca bebido com a indiferença com que se toma um copo d’água”, legará também ás suas colônias seus valores, seu radicalismo. O espanhol foi deixando seu rastro, engendrando com as índias uma raça mestiçada, os crioulos, que herdaram os valores de Castela: orgulho, honra, coragem, fidalguia, aversão ao trabalho manual, individualismo.
A partir de 1810, inicia-se o processo de independência das colônias hispânicas com a participação de seus povos, algo que não ocorreu no Brasil. Entretanto, as revoluções das oligarquias nativas continham muito mais o elemento da tradição do que o da mudança. O que se desejava alterar era a composição do poder e não sua essência. Desse modo, surgirá na América de origem espanhola o desequilíbrio estrutural cujas manifestações mais graves e até hoje sentidas são a instabilidade política, o atraso econômico e, no plano cultural a desconfiança generalizada e o individualismo.
Mesmo assim, vemos hoje com relação a comportamentos cívicos, a diferença entre nós e os demais países latino-americanos. Estas sociedades são capazes de reação diante de governos considerados inaceitáveis ou pouco convincentes. 
Vimos isso há pouco tempo na Venezuela, no movimento organizado por estudantes que disseram “no” ás pretensões de Hugo Chávez de se consolidar como ditador. Observamos o apoio do povo colombiano ao seu presidente Uribe, nas manifestações contra as sanguinárias FARC. Não têm faltado insurgências de bolivianos contra Evo Morales. E agora a classe média argentina está arregimentada e indo às ruas fazer “panelaços” contra a elevação de impostos das exportações de grãos. 
No Brasil, o MST recrudesceu em violência, destruição, desrespeito á propriedade e ninguém tomou conhecimento. Uma epidemia de dengue, antes negada pelo ministro da Saúde, avança no Rio de Janeiro ceifando vidas, principalmente de crianças, e com possibilidade de se alastrar para outros Estados. Mas o presidente disse que nossa Saúde está perto da perfeição e todos acreditam. A violência urbana mata como se estivéssemos em guerra e as pessoas se deixam matar como moscas sem reclamação. A corrupção governamental é tanta que se banalizou e é tida como natural. E quando o presidente Luiz Inácio, tendo um ataque agudo de chavite diante do ditador de fato da Venezuela, bravateia em Recife como um Odorico Paraguaçu, que ligou para o presidente Bush e disse: “Ô Bush, o problema é o seguinte, meu filho: nós ficamos 26 anos sem crescer. Agora que a gente está crescendo, vocês vem nos atrapalhar, pô? Resolve!" Todo mundo embevecido aplaude e a aprovação do grande líder sobe. 
Será que passado tanto tempo depois da visita de Couty, ainda não temos povo?
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Aloprando no Armazém

Montagem de dossiê sobre gastos sigilosos de Fernando Henrique expõe governo Lula ao descrédito e ao ridículo
ALOPRADOS nunca faltaram ao governo Lula, cumprindo habitualmente a função de assumir a responsabilidade por iniciativas que seus superiores dizem ignorar. O exemplar mais recente dessa espécie é, conforme revelado pela Folha nesta sexta-feira, a principal assessora de Dilma Rousseff na Casa Civil. Seu nome é Erenice Guerra; surge no noticiário por admitir, a interlocutores, que foi sua a ordem de organizar um banco de dados com as despesas sigilosas de Fernando Henrique e Ruth Cardoso no governo anterior.
O alopramento petista já fez coisas piores que esmiuçar, para posterior divulgação, o custo secreto das codornas desossadas que abasteceram a cozinha do Palácio da Alvorada. Erenice Guerra não foi surpreendida com uma mochila repleta de dólares destinada a comprar dossiês contra um candidato oposicionista; nem mesmo revelou os dados bancários de um caseiro a quem interessasse intimidar. Na vasta despensa do desgoverno ético petista há sigilos e sigilos, dossiês e dossiês, aloprados e aloprados, cada qual com seu peso próprio.
Quebrar a privacidade das contas de um cidadão é ato bem mais grave do que o vazamento de informações sobre as despesas palacianas do Executivo, que afinal são pagas pelo contribuinte, e sobre as quais se impõe uma blindagem injustificada.
Mesmo assim, o governo Lula e, em especial, a ministra Dilma Rousseff, desacreditam-se pateticamente neste episódio. O dossiê, que uma retórica esfarrapada traduz em "base de dados", foi de fato produzido; não se confunde meramente com os registros oficiais do sistema de controle de gastos do Executivo.
Torna-se ridículo o argumento de que os dados de consumo de Lula devem ser protegidos por segredo de Estado, quando o próprio governo o quebra no intuito de minar seu antecessor. Não teve êxito nesse alopramento de armazém; mina-se, em troca, o nome de Dilma Rousseff na sucessão presidencial. Pouco importa. Se há alguma lição a tirar do episódio, é que o segredo em tais contas deve ser reduzido ao prazo mínimo indispensável para a segurança presidencial. O sigilo nesse aspecto é tão pouco republicano quanto o ato de rompê-lo por motivações partidárias; o governo petista conseguiu, entretanto, reunir as duas coisas num só vexame.

Comentário postado no Coturno Noturno:
Também acho que o caso do Francenildo foi o golpe mais baixo, rasteiro, criminoso que alguém poderia executar. Vindo de onde veio, do Governo Federal, e não de estrepolias de crackerzinho adolescente, a coisa toma uma dimensão ainda mais escandalosa, dada a desproporção das partes envolvidas: um cidadão simples, com detalhes particulares de sua paternidade exposta ao ridículo, às piadinhas maledicentes, questionada [a mãe não é jornalista, né mesmo?], além de valores da conta em si. Foram dois crimes: a invasão da conta bancária e da privacidade do cidadão. A outra parte, a que demonstrou cabalmente ser uma organização criminosa, usando e abusando dos poderes negados aos demais cidadãos, dado que conhece os caminhos da burocracia, os meandros da lei, detentora das chaves e senhas que quiser, coisa que nem mesmo a polícia pode usar para investigar uma pessoa suspeita de crime, salvo se apresentar razão para uma autorização judicial de acesso a informações protegidas pelo sigilo.
À parte todos os roubos do dinheiro público, que impressionam pelo montante, o caso do Nildo foi, sem sombra de dúvidas, um motivo mais que suficiente pra pedir a cabeça do chefe da quadrilha, Lula, que como presidente é sim responsável por todos os atos de seus comandados diretos, ainda mais quando seria ele o beneficiado pela ação.
Qualquer delegado de polícia sabe que para começar a investigar um crime de morte, a primeira pergunta que se faz é: a quem interessa/va ?
A inominável safadeza interessava a Lula, ao PT. Claro como o sol.
Infelizmente, a melhor e justa ocasião para impichar o pistoleiro de Garanhuns foi perdida, graças a quem?
Aos que se esforçam em blindar Lula, gente que nem mesmo faz parte da base do governo, é ou deveria ser oposição, as vidraças nas quais o perereca de porcelana vive jogando pedras, tendo como ponta de lança o FHC, que agora está na berlinda, passando por aperreios desnecessários, colhe o resultado da sua criminosa cumplicidade ao defender Lula de impedimento.
Não dá pra sentir pena. Nem mesmo agora ele vira o CD de lado, não reconhece que errou, que Lula na política é um coisa que não deveria ter nascido.
Quando é que ele vai ser homem o bastante para evitar, ao menos, a exposição da mulher (principal alvo do dossiê) a mais uma situação vexatória, não bastasse o caso das guampas que só ela ostenta sem reclamar?
FHC deveria pensar nela para variar, já que não tá nem aí para o país de merda que nos legou ao fazer seu sucessor de fato. Entregou tudo ao Lula, agora até o restinho de paz que a mulher pensava que teria no final da vida, mesmo aturando os desvios do mala.
Crie vergonha FHC e diga de uma vez se é ou não leão-de-chácara do Lula. Tão inteligente, estudado, bem relacionado, com prestígio internacional e não tem capacidade para mobilizar forças políticas e acabar com a agonia em que vivemos?
Já tivemos todas as crises agudas que uma democracia pode suportar.
Até quando só Lula, PT e seus vampiros vão ser os únicos a atropelar o 'estado de direito' que só existe na retórica dos acomodados??
Se eu fosse a Ruth trocaria o FHC pelo Nildo, aquele sim teve coragem de enfrentar Lula; tá com pouca quilometragem, a lataria em melhor estado e entende de podas...hehe
Como dizem por aqui: Nildo, dax um banho!
Lia

O Silêncio Que Não Quer Calar ....

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Recebido por e-mail:
Seguindo meus superiores nada falo, e me calo, porém ESCREVO para DESABAFAR....
Mais uma vez calam-se os "Nossos Chefes Militares"! Ou melhor, mais uma vez NADA falam os "Nossos Chefes Militares"!
Como podem permitir que um Ministro zé ninguém, o tal de Paulo Bernardo, diga que uma Força Auxiliar nada têm em comum com as Forças Armadas! Demonstra total desconhecimento, e o pior que como quem cala consente, nossos chefes devem concordar, afinal Leis, Decretos, Portarias,..., qual motivo, se existe o R-QUERO!!!!
Devem pensar: - Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1.969, controle e coordenação das Polícias Militar e Corpo de Bombeiro pelo Ministério do Exército? Ministério do Exército, 1969, isso é passado! Caducou!
- O que DECRETO Nº 2.243, de 3 de junho de 1997, Regulamento de Continências e Honras, só militar fardado presta continência? Que que é isso, e a modernização, afinal eu SOU O COMANDANTE da Força!!
Entre outras coisinhas que só em mentes brilhantes e capazes devem passar! Como: gola dura; velcro no bolso; as insignias devem ser colocadas a "x" milímetros da ponta da gola paralelamente...; o vinco da camisa está desalinhado; o militar não pode transitar sem o uso de crachá no QG; o sapato não pode ser de verniz; vamos fazer formatura pela chegada da família real portuguesa, com a qual nós não brigamos pela nossa independência, afinal, eles não fugiram de Portugal foi uma saída planejada, segundo o Chefe do DEP; esse documento eu não assino está sem nenhum erro de grafia ou concordância mas está 0,5 mm fora do padrão determinado na IG; vamos colocar SLOGAN nos documentos, mas não os sigamos...; ....
Fazer revista de uniformes em final de mês, em que a tropa nem está conseguindo pagar suas contas, realizar suas compras básicas, efetuar a completa educação da sua família, sua saúde pessoal e familiar de pior a horrível com os preços de remédios em disparada, seu auxílio transporte na incerteza de conseguir fechar o mês, enfim quem irá tirar o pouco que têm, se têm, para uniforme quando seu filho está sem o que comer, sem o livro solicitado na escola, sem o repelente para o mosquito da dengue, sem....?
Como nossos chefes autorizam que nossos médicos atendam a população, quando nossa família não consegue atendimento em nossos hospitais? Saúde a qual pagamos muito pelo que recebemos!
Como nossos chefes não brigam por uma melhoria no auxílio pré-escolar, congelado desde 1995? Só pode ser por não possuírem filhos nessa faixa etária e não terem ideia do quanto custa!
Como podem permitir que fiquem nessa brincadeira de eternas reuniões pelo aumento dos militares sem uma cobrança firme e definitiva? Quando anunciam que os aumentos da cesta alimentar no último ano foi da ordem de 13%. Quando o aumento das tarifas de transporte urbano no último ano ultrapassou a casa dos 9%, na média nacional. Quando os medicamentos têm aumento anunciado de mais de 40% para abril. Quando o salário mínimo nacional já está no seu segundo reajuste sem que os nossos tenham nenhum. Quando vários segmentos do funcionalismo público tenham índices que ultrapassam a marca de 100%.
Como não respondem a simples pergunta do vice-Presidente José Alencar quando afirma que não entende como falta dinheiro a FAB para cumprir seus deveres?
Como? Como educar um filho numa sociedade em que o certo está errado? Como? Como cobrar nossos direitos se só somos lembrados dos deveres? Como? Como podemos ter motivos para comemorar o uso de uma condecoração, se aqueles que nós combatemos a recebem? Como? Como participar de uma formatura comemorativa pelo dia 31 de março, se o nosso oponente está no poder? Como? Como um governo tão corrupto consegue altos índices de aceitação? Será que é o mesmo Instituto que avalia as Forças Armadas? Como? Como políticos envolvidos em escândalos conseguem outros mandatos? São tantos "como", que acabo pensando se estou ficando isolado em um mundo do faz-de-conta, em que a realidade que vivo é diferente dos demais, se as dificuldades financeiras que passo e vejo outros passarem são super valorizadas por mim, se o descaso da saúde em nossos hospitais é uma miopia de minha parte, se a má alimentação em nossos ranchos é uma questão de capricho meu, se a falta de meios no nosso dia-a-dia é um exagero meu, se a decrepitude de nossos armamentos, nossas poucas munições, nossas bem rodadas viaturas, nossos uniformes made in Republica Popular da China, é uma questão normal, visto que a Polícia Federal adquiriu uma pistola GLOCK para cada um de seus servidores e mais 6,5 milhões de projéteis, ....
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Detalhes Interessantes: A Morte do Capitão Chandler

por Olavo de Carvalho
Um amigo americano pede-me detalhes sobre o episódio Quartim de Moraes. Se aproveito a ocasião para fornecê-los também aos leitores do Diário do Comércio, é porque, embora o caso tenha se passado vários meses atrás, há aspectos nele que nunca foram discutidos na mídia brasileira.
Em três momentos da sua carreira as atividades do personagem aqui mencionado tiveram relação direta com os EUA:
1) Nos últimos anos, junto com tipos como Noam Chomsky, Danny Glover, Rigoberta Menchu, Ramsey Clark e outros cuja presença é infalível nesse gênero de empreendimentos, ele é um destacado participante da campanha organizada pelo movimento comunista mundial para exigir a libertação de cinco espiões cubanos presos no território americano.
2) Ele é o principal mentor e engenheiro de uma vasta operação destinada a restaurar a "esquerda militar" no Brasil. Mediante infiltração, propaganda e lisonja, essa operação visa a transformar as Forças Armadas brasileiras em instrumentos da política comunista, alinhando-as com as FARC e o "exército bolivariano" de Hugo Chávez numa frente militar antiamericana.
3) Em 1968, ele era um dos três dirigentes máximos da VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, organização terrorista que assassinou o capitão do Exército americano Charles Rodney Chandler, sob o pretexto, jamais provado e aliás intrinsecamente absurdo, de que o oficial estava no Brasil "ensinando tortura" aos soldados brasileiros.
Essa criatura apareceu nos meus artigos nas seguintes circunstâncias: em 2001, em entrevista ao jornal da Universidade Estadual de Campinas, Quartim, interrogado sobre o assassinato do oficial americano, afirmou: "Essa ação me valeu dois anos de condenação. Não participei diretamente, mas eu era da direção do grupo."
Se Quartim quisesse modificar ou corrigir essa declaração, não teria a menor dificuldade para isso, já que trabalha na mesma universidade como professor e dirigente de um Núcleo de Estudos Marxistas e é ali considerado uma das glórias maiores da intelligentzia esquerdista. Mas ele não teve o menor interesse em fazê-lo, pois, decorridos sete anos, a declaração, inalterada, ainda consta da página desse jornal na internet (v. a entrevista "O inventário inacabado"), sem qualquer adendo ou retificação.
Foi ali que a encontrei em janeiro de 2007, entendendo-a como qualquer pessoa alfabetizada e no pleno domínio das suas faculdades mentais entenderia: Quartim, dirigente da organização responsável pelo assassinato do capitão, tinha sido condenado como mandante do crime, do qual foram executores materiais os militantes Pedro Lobo, Marco Antonio Braz de Oliveira e Diógenes José de Carvalho. A brevidade do tempo de prisão para crime tão grave explicava-se automaticamente pela anistia, sobrevinda em 1979.
Aconteceu que, tão logo publiquei em 8 de fevereiro de 2007 a informação tal qual a colhera da própria boca do declarante, este se encrespou todo, dizendo que tinha sido "caluniado" e acusando-me de ser um "extremista de direita". Quanto a esta rotulação, desafio Quartim e o mundo a encontrar em toda a minha obra publicada uma só linha ou palavra que sugira ou apoie medidas políticas extremadas de qualquer natureza contra quem quer que seja ou o que quer que seja.
Quartim, por seu lado, além de sua militância terrorista direta, não hesita (v. Um outro olhar sobre Stalin) em se proclamar adepto de Josef Stalin - coisa que a maioria dos esquerdistas teria pudor de fazer em público mas que ele se gaba de ser "um ato de coragem intelectual" - e é hoje membro de um partido maoista, adepto do regime culpado de assassinar pelo menos 75 milhões de pessoas. Um exemplo de moderação e tolerância.
Quanto à "calúnia" que supostamente lhe fiz, Quartim alega que não foi condenado pelo assassinato do capitão, e sim por outros crimes, menos graves. Mas, se é assim, por que ele permitiu que sua confissão falsa permanecesse no ar por sete longos anos, tendo todos os meios de corrigi-la se quisesse? A resposta é simples: no ambiente entusiasticamente esquerdista da Universidade Estadual de Campinas, passar por mandante do assassinato político de um representante do "imperialismo" é vantajoso, cobre o sujeito de uma aura de heroísmo guerrilheiro. Quando, por meu intermédio, a informação vazou para o público maior e politicamente mais neutro do Diário do Comércio e do Jornal do Brasil, ela se tornou retroativamente prejudicial à imagem do declarante, que então tratou de atribuir a mim a mentira da qual ele mesmo fora o único inventor e responsável.
Mais significativo ainda é que, mesmo depois de publicados os meus artigos do começo de 2007, o infeliz não teve nenhuma pressa em desmentir a declaração falsa que lhe servira de fonte, mas esperou para fazê-lo só em agosto daquele ano, em entrevista ao jornal do partido maoísta (Quartim: acusação pela morte de Chandler é deslavada mentira), bem depois de colocar em circulação um manifesto furioso contra mim, assinado por 1.500 militantes e simpatizantes comunistas. No meio de tantas e tão eloquentes palavras de indignação fingida (v. Solidariedade a João Quartim de Moraesesse singular documento ainda se esquivava espertamente de desmentir a balela de 2001, preferindo manter no ar a impressão de que o autor dela fora eu, e não o próprio Quartim.
Entre outras assinaturas, o manifesto trazia as do presidente nacional do partido governante, sr. Ricardo Berzoini, e do assessor especial da presidência da República, sr. Marco Aurélio Garcia, elemento de ligação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Foro de São Paulo, coordenação estratégica do movimento comunista na América Latina e berço da "revolução bolivariana" do sr. Hugo Chávez.
Mas ainda há um detalhe interessante a observar. A auto-acusação falsa que João Carlos Kfouri Quartim de Moraes fez ante os estudantes da Unicamp foi uma mentira em sentido estrito ou um "ato falho" freudiano?
Sendo um dos três dirigentes máximos da organização terrorista que determinou o assassinato do capitão Chandler, ele não pode ter ignorado essa decisão, da qual foi portanto, na mais branda das hipóteses, cúmplice moral passivo. E a maior prova disso é que até hoje ele justifica o homicídio, alegando que "mortes são da lógica dos conflitos armados" e voltando a insistir na história de que o oficial estava no Brasil como "instrutor de tortura".
Em entrevista ao jornal Zero Hora em 12 de dezembro de 2005 (v. Os órfãos da ditadura), o filho do capitão assassinado, Todd Chandler, explicou o óbvio dos óbvios: seu pai não estava no Brasil nem com a missão alegada por Quartim de Moraes nem aliás com missão alguma. "Pensem nisto: os EUA jamais mandariam a família civil junto com um oficial que estivesse em qualquer tipo de missão." Isso é absolutamente irrespondível.
Charles Rodney Chandler estava no Brasil como estudante, num dos programas de intercâmbio que prosseguem até hoje entre as escolas militares brasileiras e americanas. Esse estudante foi assassinado a sangue-frio, diante dos olhos de sua esposa e de seu filho, e o dirigente da quadrilha que fez isso, depois de confessar o crime ante uma platéia que o aplaudia por esse feito macabro, se diz "caluniado" quando suas próprias palavras são levadas a sério.
Até hoje Todd Chandler pergunta: "Por que levaram meu pai? Por que destruíram uma família?" A única resposta, sr. Chandler, é que à mentalidade revolucionária tudo é permitido: mentir, trapacear, matar, caluniar as vítimas e depois ainda se fazer de coitadinha, principalmente se com base nisto pode colher alguma vantagem publicitária ou financeira.
Sob este último aspecto, convém lembrar que um dos participantes do assassinato do capitão, Diógenes José de Carvalho, que mais tarde se tornaria ainda mais tristemente célebre com o apelido de "Diógenes do PT" quando de seu envolvimento num escandaloso caso de corrupção em 2002, foi o mesmo que em 20 de março de 1968 jogou uma bomba na biblioteca do consulado dos EUA em São Paulo, arrancando a perna de um transeunte inocente, Orlando Lovecchio Filho.
Recentemente, o criminoso recebeu uma indenização de aproximadamente US$ 200 mil do governo, como ex-prisioneiro político, ao passo que Lovecchio jamais recebeu indenização nenhuma. Por esses detalhes, sr. Chandler, o senhor pode imaginar que tipo de pessoas a sra. Condoleezza Rice, durante sua viagem ao Brasil, disse considerar parceiras leais dos EUA na guerra contra o terrorismo.